a la profesora maristela y sus insignificancias…

diz a professora maristela basso que “a Bolívia é “insignificante em todas as perspectivas”; (…) “nós não temos nenhuma relação estratégica com a Bolívia, nós não temos nenhum interesse comercial com a Bolívia, os brasileiros não querem ir para a Bolívia”. A ela – e a outros desinformados – a gente dedica esta edição que traz uma seleção da música que se faz hoje na Bolívia e em diversas outras latitudes que poderiam – segundo essa senhora – ser considerados “insignificantes”…

clique abaixo para ouvir o programa:

 

“camino (dejar la casa)”

de timpana, um projeto iniciado por alejandra lanza e amado espinoza em 2007 quando criaram sua primeira canção, “alma perdida”, que agora dá nome ao seu primeiro disco. alma perdida é um álbum conceitual que conta as aventuras de ausencio, que na companhia de seu cão pégaso inicia uma jornada em busca de alma perdida (sua amada), que foi raptada pela floresta e transformada em voz. o disco possui 10 faixas, uma para cada capítulo, e, como conta uma história, foi pensado para ser escutado em uma única sequência narrativa.

“voces (vasos vacíos, voces sin sentido)

resultado da parceria entre a atriz, cantora e compositora boliviana alejandra lanza e o percussionista amado espinoza, alma perdida transita por universos musicais e por instrumentos diversos, entre eles o cajón peruano, o charango, o acordeom e o derbake.

“perscuta (la huida)” 

“el bosque se ha llevado a su otra mitad. ausencio, acompañado de su perro pégaso, emprende un viaje en busca del alma perdida. nadie sabe qué les espera.”

“alma perdida (su voz)” 

“alma perdida” é também o tema principal da trilha sonora do filme boliviano “olor de tu ausencia”, de eddy vásquez. confira abaixo o vídeoclipe da canção.

“no te pares a mi lado” 

do duo abrelata, projeto musical criado em 2007 por canela palacios e adriana aramayo. tem como proposta diversificar a oferta musical em seu país de uma maneira criativa e diferente de aproximação à música popular.

“corazón” 

do cd apaguen la luz do grupo quimbando, nome derivado da palabra “quimba”, momento em que o músico popular da cueca concentra grande reflexão, e que significa assim algo como refletindo, filosofando. este grupo nasceu em 2003 e é integrado por marcelo arias, mauricio canedo e arpad debreczeni.

“noche” 

cantada por jessie galindo em aimara, uma das mais importantes línguas faladas nos andes bolivianos, foi composta por jens gronemann e cachi kieffer, dois jovens dedicados à história em quadrinhos “reflejos rotos”, que pode ser lido na íntegra no site www.yenifer.com.

“acá Estamos” 

da banda  arbolito. formada em 1997 por músicos egressos da faculdade de música popular na argentina,  a banda se destaca por transitar por diferentes ritmos da tradição  musical argentina, em especial,  e  da américa latina,  em diálogo com o rock.  acá estamos (2011) é o sétimo álbum da carreira da banda.

“xch’ulel balamil (allegro)” 

de sak tzevul. fundada em 1996  por damián martínez, músico originário de zinacantán,  chiapas,  no sul do méxico, sak tzevul  traz elementos da cosmovisão indígena em diálogo com o rock.  ao longo dos quatorze anos, a banda tem impulsionado festivais de rock indígena, como o bats i fest e o kuxlejal k’in, que reúne grupos musicais que cantam na língua tzotzil. a canção “xch’ulel balamil (allegro) é inspirada na música de tambor e pito de zinacantán.

“mitai akahata” 

da banda paraguaia la secreta.  a polca e a guarania são alguns dos gêneros da tradicional música do paraguai contemplados no repertório desta banda de rock. formada em asunción, paraguai, la secreta também busca ressaltar nas  práticas musicais a cultura do seu país, como podemos conferir na canção “mitai akahata”, que combina  o  universo rítmico do 6/8 da  polca com o  rock, além de ser cantada em castelhano e guaraní. confira a letra da canção.

soy un hijo maleducado de la tierra del paraguay
roto mi kambuchi, de porte vai-vai, añemokunu’uva
lleno de akahata, lleno de pynandi
que va a ser che dios de mi?

soy el hijo más retovado de kau y kerana
pariente del mariscal, hermano del toro kandil, añemokunu’uva
amante del sarambi, kachiai de raíz
que va a ser che dios de mi?

fui amante de buen perfil, más jodido que el kurupi o que el mismo pombero
fui el mejor soldado, paciente y dedicado a mi kunu’u
galante, bien dotado, gentil, bien intencionado
ay che dios! que fue de mi?

el año nuevo del 2000 me encontró por el brasil
como jagua en canoa
allá por isla pucú, conocí la esclavitud
como en los viejos tiempos
ahora en isla bogado, paso el tiempo derrotado
ay che dios, cuesta vivir!

“albazomba” 

da banda franco-equatoriana nuages.  fundada em quito, 2011, por sven pagot e david bonilla, nuages é um quinteto de jazz  que une os saberes da música cigana com a música tradicional equatoriana.  “albazomba”, composição de sven pagot e annette gregori, faz referência a dois ritmos tradicionais da música equatoriana: alba + zomba.

“olomachi” 

de la tribu, banda formada por jovens oriundos da comunidade indígena guna yala, panamá.  la tribu propõe a  difusão de aspectos da  cultura  indígena através rock. “olomachi” faz parte do compilado radio10 – volumen 2011,  lançado pela emissora radio 10, panamá, com 29 artistas nacionais e  internacionais da cena  alternativa de rock. o disco está disponível para download gratuito no site da rádio.

“ay bembe”

da banda peruana nova lima. a partir dos elementos da música eletrônica, a cultura afro-peruana  ganha destaque no trabalho do nova lima através das releituras dos saberes musicais e ancestrais. no cd afro (2005),  do qual  faz parte a canção “ay bembe”, encontramos artistas de  destaque da cena musical afro-peruana  e  também referência a outros importantes  artistas, como nicomedes santa cruz,  zambo cavero e  lucila campos.

“tómala” 

de los tetas. considerada a  banda precursora no uso do funk e do soul na cena nacional  do chile, los tetas continua com a proposta de combinar gêneros musicais como hip hop, funk, soul, rock, criando novas possibilidades sonoras.

“kosmofonia + gwyra mi” 

produzida pelo percussionista ramiro mussoto, esta canção contém na sua introdução o poema “kosmofonia”, escrito pelo poeta brasileiro manoel de  barros;  em seguida, encontramos  gwyra mi, uma canção com marcação de capoeira e levada de samba-reggae,  com as vozes das crianças indígenas da nação guarani tenondé porã, que vivem no morro da saudade, são paulo.


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