áfrica latina

nesta edição, um passeio musical que enlaça continentes, ritmos, bailes e cantos diversos. confira bailables e deliciosas parcerias entre músicos latino-americanos e artistas africanos de diferentes latitudes.

clique nos títulos e saiba mais sobre as canções e os artistas desta edição

[spoiler title=”makossa” open=”0″ style=”1″]

composição que faz parte do cd cubafrica, de manu dibango e cuarteto patria. nascido em 1933, na cidade de douala, república de camarões, manu dibango é compositor, músico multi-instrumentista e desde o início da carreira explorou a mistura entre soul e o jazz. é também o divulgador da makossa, um ritmo e uma dança oriunda da cidade de douala em que se combina jazz, highlife e rumba. entre as parcerias que fez ao longo da carreira, destaca-se esta que ele fez com eliades ochoa e o cuarteto patria, de cuba, no cd cubafrica (1998), que traz um sabroso diálogo entre os ritmos cubanos e os africanos.

[/spoiler] [spoiler title=”tali-lali-lali-lê” open=”0″ style=”1″]

do cd áfricas gerais de maurício tizumba.  a carreira musical de maurício  inicia nos anos 60 e destaca-se por explorar a cultura afro-brasileira. o congado, símbolo da expressão da cultura negra em minas gerais, tem forte influência na carreira do cantor. em 1996, lança o cd áfricas gerais em que explora a sonoridade da música feita nos países africanos.

[/spoiler] [spoiler title=”ndje mukanie” open=”0″ style=”1″]

formado na argentina por marcela benedetti, soledad escudero, viviana pozzebón e alejandra tortosa, o grupo vocal de boca en boca priorizava em seu repertório canções tradicionais de diferentes países, com arranjos que destacavam a voz e a percussão. o grupo lançou três cds e atualmente as cantoras seguem em projetos individuais.”ndje mukanie”, canto tradicional de ruanda, inicia com uma canção de ninar e finaliza com uma canção que celebra a procriação.

[/spoiler] [spoiler title=”mérua” open=”0″ style=”1″]

canção que faz parte do cd umalali: garifuna women’s project. esse projeto foi dirigido pelo músico Iván durán, que durante dez anos pesquisou as culturas garífunas em belizee em honduras, e reuniu canções que faziam parte do cotidiano da vida das mulheres garífunas. descendentes dos povos indígenas e africanos, os garífunas habitam as zonas costeiras da guatemala, honduras, belize e nicaragua. no cd  umalali, que significa voz, o repertório é composto por temas que narram as histórias e as tradições deste grupo, em diálogo com o rock, blues, funk e ritmos africanos. confira uma entrevista com iván durán.

[/spoiler] [spoiler title=”Fuleisei (Favours)” open=”0″ style=”1″]

a canção faz parte do cd The Garifuna Women’s Project, álbum que busca ressaltar as vozes femininas da comunidade dos garífunas. Os garífunas, também conhecidos como “black Carib”, encontram-se no litoral de 4 países da América Central (Belize, Guatemala, Honduras e Nicarágua). A comunidade garífuna formou-se a partir da fuga de escravos africanos e do encontro destes com os índios caribenhos, durante o período colonial nas pequenas Antilhas. Assim, sua cultura é permeada por elementos tanto indígenas quanto africanos. A canção tem voz de silvia blanco e foi composta por sua tia Silvia Baltazar Rochez. Confira a letra abaixo, e para saber mais sobre os garífunas, acesse aqui.

[quote style=”1″]

Ahana hamuga le gabahüdaguati abahüdaguatina hamugatia ni ei
Fuleisei adüganali magurabunumuti luni laguyun nu aü
Bungiu nemenigira laramabei lira hadimuredunina
Fuleisei adüganali magurabunumuti luni laguyun nu aü
Aban rügüyein nemenigira haña lira wadagimanu
Mabuluchaguagudu habadina ha ya
Mahüchunibadiwa ubowagu ni ei

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”Barübana Yagien” open=”0″ style=”1″] mais uma canção do CD The Garifuna Women’s Project. O projeto surge quando o músico e produtor Iván Durán percorre as vilas garífunas e percebe que são as mulheres as principais responsáveis pela manutenção da língua e da música locais, sendo também as principais compositoras de novas canções.  a língua, a dança e a música dos garífunas foram proclamados patrimônio imaterial da humanidade pela unesco. Nesta canção novamente temos os vocais de silvia blanco. A composição é de Silvia Baltazar Rochez, e arranjos de Rolando “Chichiman” Sosa. Confira a letra abaixo.

[quote style=”1″]

Libidien san bun luaguya bisien nu
Libidien san bun luagu nabusuenrunibu
Barübana yagien, nati. Rubagia dicha nu
Barübana yagien. Ruba ibagari nu
Magambahabeime lira le lunbei hariyengu nuagu
Nererun buni wanwa ligia balibei
Wawarugumatia nati habagiya temeri
Nanigi deregayanumutu buni sungubei

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”Quien Manda A Quien” open=”0″ style=”1″]

A canção está no CD  Voodoo Love Inna Champeta-Land. O disco reúne músicos africanos e artistas da música afro-colombiana. Este gênero é representado pela champeta, ritmo musical inspirado nas músicas africanas, que foi readaptada na Colômbia através de sistema de som chamados de picós (adaptação local para “pick ups”). O grupo que faz esta ponte entre as músicas africanas e colombianas é  colombiafrica – the mystic orchestra. A canção tem letra de Viviano Torres e conta com a participação do guitarrista congolense Rigo Star.

[/spoiler] [spoiler title=”Yamulemau” open=”0″ style=”1″] canção do artista colombiano Joe Arroyo, considerado um dos maiores nomes da música caribenha. Joe Arroyo gravou “Yamulemau” no cd Echao Pa’lante (1987) junto com sua orquestra la verdad, formada em 1981. Com este grupo o artista incorpora elementos da música caribenha à salsa, e cria seu próprio ritmo, o “Joesón”. Confira abaixo um vídeo da canção.

[/spoiler] [spoiler title=”La Pegajosa” open=”0″ style=”1″]

Canção de Messie Boogaloo presente no cd Vacile Efectivo de la Champeta Criolla: A New African Music from Columbia, disco lançado pelo selo independente Palenque Records que se dedica a divulgação de filmes e música afro-colombianas.

[/spoiler] [spoiler title=”kumina” open=”0″ style=”1″]

por colombiafrica. esta composição pertence ao disco voodoo love inna champeta-land, em que o destaque fica  para a champeta, gênero que combina ritmos afro-colombianos com  ritmos africanos.  o cd teve a produção de lucas silva e reuniu músicos colombianos,como justo valdez, viviano torres e luis tower, e africanos, como dally kimono, diblo dibala, sékou  diabaté, entre outros. este projeto surge do encontro de músicos colombianos com músicos do continente africano para trocar experiências em torno da música africana e da música afro-colombiana.

[/spoiler] [spoiler title=”zarandia champeta” open=”0″ style=”1″]

também é uma canção do álbum voodoo love inna champeta-land, da banda colombiafrica, the mystic orchestra. a champeta é um dos ritmos mais populares afro-colombianos da costa caribenha, uma mistura de ritmos e culturas. a banda é resultado de um intercâmbio entre músicos colombianos e mestres do continente africano. e foi após o encontro dos músicos louis towers, viviano torres e justo valdés no décimo festival dom quixote, na frança, que nasceu a ideia de gravar este álbum.

[/spoiler] [spoiler title=”No Habla Na'” open=”0″ style=”1″]

interpretada por luís torres e viviano torres, é a música que abre o disco voodoo love inna champeta-land, da colombiafrica, the mystic orchestra, banda que toca música afro-latina combinada com diversos outros ritmos. o cd, gravado em 2007, contou com a presença dos colombianos viviano torres, luís towers e justo valdés, tocando com dally kimoko, diblo dibala, sékou diabaté, nyboma e rigo star. o álbum teve a direção de lucas silva e as gravações foram feitas na colômbia e em paris.

[/spoiler] [spoiler title=”Samba Luku Samba” open=”0″ style=”1″]

do álbum ay valeria!, gravado em 2003 pelo músico africano ricardo lemvo e por seu grupo makina loca. esta formação representa a diáspora afro-latina, pois compartilha inovação e criatividade através da fusão de ritmos afro-cubanos (salsa e rumba) com estilos pan-africanos (semba, kizomba), cantados em diversas línguas (inglês, francês, espanhol, português, lingala e kicongo). “samba luku samba” é cantada em lingala, uma das principais línguas da republica democrática do congo.

[quote style=”1″]

kompani kitunga
samba luku samba
kompani kitunga
sorondiongo

poto poto
boko sala, sala kebas
samba samba
boko samba na yaweh

mbadi yaya
oh sala keba (sala keba)
fungola miso
ba dongola miso
batondi mboka

olele sala keba (sala keba)
sorodiongo
sala keba (sokere)

olele olele
olele sorodiongo—
sukuma!

shindal henia
prestame la furgoneta

(bandoleiro tu  juicio ha llegado ya)

la furgoneta
y la carabina, por favor!
(bandoleiro tu  juicio ha llegado ya)

samba!
luku samba!

(tu  juicio ha llegado ya)

sorodiongo oh sorodiongo
poto poto
bokosala samba keba
samba samba
boko samba na yaweh
sorodiongo oh sorodiongo

sorodiongo!

[/quote] [/spoiler]

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