bailando negras latitudes

para bailar um pouco neste feriado que pede celebrações diversas.
um pouco da boa música inspirada nos saberes afrodescendentes. um pouco de surpresas para nossos ouvidos e para nossos corpos que anseiam malemolências…

 

confira as canções e os artistas desta edição

[spoiler title=”pampa esquema novo” open=”0″ style=”1″]

canção que dá nome ao quinto disco do músico richard serraria.  neste disco, as canções  seguem um conceito principal, que é a percussão na américa do sul, destacando a presença do  tambor de sopapo. o sopapo é o instrumento que revela a história da diáspora africana no rio grande do sul e foi narrada no documentário o grande tambor.  assim,  richard serraría contempla  neste trabalho ritmos da culturas negras do cone sul.  “pampa esquema novo”, composta por richard serraria e marcelo da redenção, combina o candombe com maracatu.

[quote style=”1″]

Mulata que samba / Na lata que bate
O samba dos Bambas / Samba de verdade
Na mesa do bar / No alto do morro
No chão do quintal / samba é desafogo

Quem chora nas cordas do seu violão
quem bate o sopapo é a palma da mão
afasta a tristeza / copo de cachaça
descendo a garganta fazendo pirraça.

Malandro, o samba é da cor do povo
Nascendo no pampa esquema novo
Malandro, o pampa é da cor de um sonho

Candombe e tango é livre o choro.

Mulata que sonha no dia acordada
na noite que voa na saia rodada
quer mais que comida amor e paixão
procura a cadência, Imperador coração

mulata quer ver seu filho crescer
e o filho do filho mulata quer ver

Cidade teu nome é mulata Maria
Conceição tem fome da tua alegria

O nome do santo / Sua casa é a rua
Esquina do espanto / Mandinga pra lua
Oxossi guerreiro de lança na mão
São Jorge luzeiro Caçando o dragão
Comissão de frente Quebrando corrente
Salve padroeiro quem protege a gente
Xangô Justiceiro Maraca truvão
tangueando na frente legüero no chão

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”ataole” open=”0″ style=”1″]

de batata y su palenquera. compositor, percussionista e professor, paulino salgado  “batata” é considerado um dos importantes percussionistas de ritmos afro-colombianos, também conhecido como o rei do lumbalú e o rei dos tambores.  em 1990, participou como protagonista do filme el lumbalú, do diretor ervin gogue. “ataole” faz parte do cd  radio bakongo (2003) que reuniu músicos da nigéria e do congo.

[/spoiler] [spoiler title=”santo negro” open=”0″ style=”1″]

canção do músico hondurenho guillermo anderson, que propõe o diálogo entre a música contemporânea e os ritmos percussivos de honduras, especialmente os da cultura garífuna. garífuna é uma população afro-indígena encontrada na américa central, mas sua maior concentração está costa atlântica de  honduras. “santo negro”, conta com a participação de aurelio martinez, que também é um músico hondurenho e garífuna. esta canção faz parte do cd  llevarte al mar.

[/spoiler] [spoiler title=”no habla na'” open=”0″ style=”1″]

canção que pertence ao projeto colombiafrica – the mystic orchestra, voodoo love inna champeta-land. surgida nos anos 80, nos bairros populares de cartagena, na colômbia,  a champeta é um gênero afro-colombiano contemporâneo, que  resulta de uma história de encontros entre a música africana, os ritmos antilhanos e  música do pacifico colombiano. a champeta tornou-se um gênero de maior difusão e reconhecimento nos últimos anos.

[/spoiler] [spoiler title=”pescao envenenao” open=”0″ style=”1″]

de chocquibtown, grupo que combina música do litoral pacífico colombiano com hip-hop. o nome da banda refere-se à origem dos seus integrantes, a cidade de quibdó, em chocó, na colômbia. utilizando elementos da rumba e do bembé, com matizes da música afro-colombiana, gravou o primeiro cd, somos pacifico (2006). nesta canção, conta com a participação da la 33, orquestra de salsa também da  colômbia.

[quote style=”1″]

atención rumberos y rumberas, aquí les
llega un funky bugalú
con la participación especial de chocquibtown y la 33
para que lo goces de aquí hasta cafarnaún
¡eso es lo que hay!
yo no me como ese pescao así sea del chocó
ese pescao envenenao ése no lo como yo
mucho ojo mi gente que quieren envenenarte la cabeza
con pescao malo en la mesa
pero eso a mí no me estresa
ojo mucho ojo que el tráfico de influencias
de gente que sin decência
quieren verte en decadência
porque la envidia es mala
la gente sale con vainas raras –¡eh!–
problemas traen balas
la próxima vez te doy en la cara
por darme tu pescao envenenao te llevo em la mala
saca las manos de mi bolsillo, no me vas a tumbar
con ese cuento tan raro no me vas a robar
a otro perro con ese hueso, te rompo la boca y allí no ponen yeso
¿dices que produces más que quien?
¿que el mejor?
sabiendo que lo que te doy es puro sabor
si algún día te llame sonero
hoy eres peor que político embusteiro
¡toma!
no me gusta tu tumbao, mucho menos tu pescao
a mí no me lo des que ya te tengo pillao
cada cuatro años se ve venta de bacalao
menos mal que mantengo los bolsillos apretaos
el fanatismo!!
no deja ver por encima del ocultismo
manejan los políticos y se llevan a los  mismos pelaos,
¿qué hacen en esa estera?
no coman el pescao que les quieren dar la pela
estás cerca de mí y no me quieres ¡ qué bien!
me quieres ver pasando al otro lado
por eso es que me das tu pescao envenenado
¡ja ja! ¡qué risa me da!
primero caes vos antes de que me puedas tocar
toma un consejo para la posteridad
vete de aquí mala energía y no vuelvas más
pescao envenenao, pescao envenenao

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”oye mulata” open=”0″ style=”1″]

de p18, projeto idealizado por tom darnal, que foi tecladista do “mano negra”, grupo liderado por manu chao do final da década de 1980. formada por músicos franceses e cubanos residentes em paris, mais precisamente no distrito 18, daí o nome do grupo, utiliza recursos da música eletrônica, drum&bass e ritmos afro-cubanos. “oye mulata” faz parte do primeiro cd, urban cuban (1999), trabalho bastante influenciado pelo trompetista cubano barbaro teuntor e a música tradicional da havana.

[/spoiler] [spoiler title=”oda raizal (dance)” open=”0″ style=”1″]

conhecido como “el brujo”, alfonso córdoba também era chamado de “el davinci negro” por suas qualidades criativas e a extensão de sua obra. foi compositor, intérprete, ourives, luthier e importante pesquisador de ritmos colombianos. faleceu em 2009, aos 83 anos, deixando vários projetos inacabados, como o de reunir um coro de crianças para cantar à capela uma seleção de cantos tradicionais do pacífico colombiano e um trabalho inédito com a “orquestra guayacán”.

[/spoiler] [spoiler title=”son del monte” open=”0″ style=”1″]

de la malamaña. formada em 2007, la malamaña é uma orquestra de salsa radicada em quito, equador, onde seus 14 jovens músicos de diferentes cidades do país se encontram para construir uma proposta de salsa quitenha.  influenciada pelas grandes orquestras de salsa e inspirada por elementos da cumbia e da timba cubana, lançou seu primeiro cd, manual de urbanidad y buenas costumbres (2011), no qual se propõe a um processo de criação de temas inéditos com uma sonoridade própria.

[/spoiler] [spoiler title=”cien años” open=”0″ style=”1″]

de ondatrópica,  projeto musical formado pelo músico de bogotá mario Galeano, de frente cumbiero, e o produtor inglês will holland a.k.a quantic. este projeto busca investigar o som tropical colombiano e procura mostrar ao mundo que a música colombiana pode ser redescoberta. isso é possível perceber, por exemplo, na música “cien años” do cd ondatrópica.

[/spoiler] [spoiler title=”yamulemau” open=”0″ style=”1″]

joe arroyo iniciou sua carreira aos oito anos cantando em bares de cartagena para ajudar sua mãe e participando do coro da escola de padres em que estudava. fundou sua orquestra em 1981 e conseguiu se tornar um dos intérpretes mais importantes da música latina na colômbia alcançando o pleno reconhecimento do mundo da salsa. uma de suas canções é “yamulemau” do disco 30 pegaditas de oro, que mostra o grande interesse que joe arroyo sempre teve pela áfrica.

[quote style=”1″]

de remijon yamuletatatatatapaleo
ah yamulemao
ah yamulemao
bilimamamie, bilimayamie
bilimamamie
bilimamamie, yamulemasese.
ajá, yamulemao.
ah yamulemao
bilimamamie
bilimamamie bilimamamie, bilimamamie, yamulemasese, yamulemasese, yamulemasese
espika, espika, espika, uay
yamulemasese.
bilimamie, bilimamie, bilimamie yamulemaue
yamulemasese
espika, espika, espika, espika, uay
yamulemasese.
ah yamulemao
ah yamulemao
bilimamamie
bilimamamie
bilimamamie
bilimamamie yamulemasese.
ajá yamulemao.
ah yamulemao
bilimamamie
bilimamamie
bilimamamie
bilimamamie yamulemasese
yamulemasese, yamulemasese
espika, espika, espika, uay
yamulemauie, yamulemasese
espika, espika, espika, espika, uay
yamulemasese, yamulemaue.

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”clasiqueando con rubén” open=”0″ style=”1″]

de afro-cuban all stars, uma das orquestras que se dedicam a promover a música cubana pelo mundo. o grupo já foi indicado quatro vezes ao grammy, já foi objeto de vários documentários e filmes, e atualmente é a mais conhecida e bem-sucedida orquestra cubana após los van van e irakere. em março de 1996 eles gravaram o álbum a toda cuba le gusta, com cerca de 60 artistas e com diversas canções como  “clasiqueando con rubén”.

[/spoiler] [spoiler title=”quítate de la via perico” open=”0″ style=”1″]

de alex acuña e justo almario. nascido em pativilca, peru, alex acuña nasceu em uma família musical. ele aprendeu a tocar bateria sozinho aos quatro anos de idade e aos dez anos ele já estava tocando em bandas locais. ainda na adolescência, mudou-se para lima e se tornou um dos bateristas de estúdio mais completos do peru, participando de muitos projetos de gravação para artistas, bem como filmes e trabalhos para a televisão. Entre seus projetos inclui-se esta praceria com o músico colombiano justo almario. “quitate de la via perico” é uma das canções  incluídas  no álbum bongó de van gogh.

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