bailinho do latitudes, volume IV

já ouviu salsa croata? e japonesa? e africana? se não, esta é sua oportunidade…

salsa é cubana, portoriquenha, venezuelana, enfim, latino-americana, certo? claro. mas, como dizem os japoneses de la orquesta de la luz – e com eles muita gente ao redor do mundo – “la salsa no tiene fronteras”. tanto é que nesta edição você vai ouvir salsa made in brasil, salsa croata, africana e japonesa… então, junte gente, afaste os móveis da sala e aumente o som que vai começar mais um bailinho do latitudes. se curtiu, avise pelo face e espalhe a notícia por aí: sábado 6 de outubro a gente se encontra na praia dos livros, em salvador, pra continuar ao vivo – com poesia e música pra dançar – estas celebrações. semana que vem a gente conta mais detalhes. por enquanto, gracias totales y un abrazo.

confira as canções e os artistas desta semana

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decídete mi amor do álbum free bossa, lançado em 2000 pela banda nouvelle, quinteto paulistano que começou sua carreira em 1987 tocando na noite. no ano seguinte eles gravaram seu primeiro disco nouvelle cuisine, com repertório composto por versões em “jazz acústico” de standards dos anos 30 a 50. free bossa se mantém fiel às origens jazzísticas da banda, mas com marcante influência da música brasileira e algo de música eletrônica.

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ligia elena, um jazz latino composto por rubén blades e willie colón para o álbum canciones del solar de los aburridos, que produziram juntos em 1981, aqui numa versão em português pertencente ao álbum blen blen club (1993) da banda paulistana de salsa heartbreakers. confira o vídeo em que o cantor panamenho rubén blades interpreta esta canção em cali, na colômbia.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=s03reWhECA4″ width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”estamos adorando tókio” open=”0″ style=”1″]

estamos adorando tókio, canção do álbum do mesmo nome, da banda brasileira karnak. o nome da banda é uma homenagem ao vilarejo de karnak, um complexo de templos antigos no egito. esta canção mergulha na rumba cubana, com partes da canção cantadas em espanhol, português e inglês. letra

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tin tin deo, composta pelo cubano chano pozo e pelo estadunidense dizzie gillezpie, interpretada em ritmo de salsa pela brasileira marina de la riva, que trabalha com a mistura de ritmos brasileiros e cubanos. em 2004 esta cantora gravou seu primeiro cd, que foi lançado três anos depois e ocupou o 16o lugar da lista dos melhores cds nacionais da revista rolling stone.letra vídeo

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=iRsIKLlkvDA” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”¿qué te parece, cholita?” open=”0″ style=”1″]

¿qué te parece, cholita?, do álbum continental drifter (1999), de charlie musslewhite. nascido em mississippi, estados unidos, é considerado um destacado gaitista de blues, influenciado pela música country. nesse álbum, algumas faixas entrelaçam sons cubanos com o blues, como a canção “¿qué te parece, cholita?”, que conta com a participação do guitarrista cubano eliades ochoa e seu cuarteto patria.

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ya eyaculé, composta e interpretada pelo espanhol joaquín sabina, esta é uma de suas bem humoradas e libidinosas canções. gravada no cd dímelo en la calle, lançado em 2002, esta canção traz em sua letra alguns fragmentos do belo poema “canto negro”, do cubano nicolás guillén. “canto negro” foi publicado no famoso songoro cosongo, um livro de poemas em que guillén explora uma série de sons que evocam a musicalidade da língua iorubá.

[/spoiler] [spoiler title=”salsa caliente del japón” open=”0″ style=”1″]

salsa caliente del japón, do cd homônimo da orquesta de la luz, formada por músicos japoneses, que começa o trabalho com a salsa, a partir do interesse da cantora nora pela música contemporânea e ritmos da américa latina. confira o vídeo.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=XXB3w0Yso08″ width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”morenita” open=”0″ style=”1″]

morenita, composição de gunther bruck e tenchy matos, interpretada pelo grupo cubismo no cdafro-latin party (2005). cubismo é um grupo criado em zagreb, croácia, em 1996, que se dedica à difusão da salsa, dos ritmos afro-cubanos, do jazz.

[/spoiler] [spoiler title=”mandali” open=”0″ style=”1″]

mandali, composição de ebrima touray e omar ndiaye, interpretada aqui por africando & medoune diallo, também do cd afro-latin party (2005). a junção de africando, quarteto cubano, com o senegalês medoune diallo, integrante da orquestra baobab, resulta na dançante combinação da música africana com a música cubana.

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samba luku samba, do álbum ay valeria! gravado em 2003 pelo músico africano ricardo lemvo e por seu grupo makina loca. esta formação representa a diáspora afro-latina, pois compartilha inovação e criatividade através da fusão de ritmos afro-cubanos (salsa e rumba) com estilos pan-africanos (semba, kizomba), cantados em diversas línguas (inglês, francês, espanhol, português, lingala e kicongo). “samba luku samba” é cantada em lingala, uma das principais línguas da republica democrática do congo. letra

[/spoiler] [spoiler title=”rumba makossa” open=”0″ style=”1″]

rumba makossa com o violonista cubano eliades ochoa e saxofonista camaronês manu dibango, acompanhados pelo cuarteto patria. makossa é um dos ritmos mais populares da república dos camarões, assim como a rumba em cuba. rumba makossa é então um delicioso diálogo entre países, culturas, saberes.

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