candaces: ii ciclo internacional mulheres negras e a ancestralidade

O dia 25 de julho é uma homenagem a todas as mulheres negras da América Latina, Caribe e do Brasil. Esta data ficou consagrada no I Encontro das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, que aconteceu na República Dominicana, em 1992. Várias mulheres negras da América Latina decidiram instituir esta data como marco simbólico de resistência política contra a opressão do racismo, do sexismo e de outras formas de dominação político-cultural e social impostas às populações negras –femininas na Diáspora.

Em 24 de julho de 2014, o Grupo de Pesquisa e estudos CANDACES – gênero, raça, cultura & sociedade, certificado pelo CNPq, do Departamento de Educação, campus- I, da Universidade do Estado da Bahia, realizou uma grande atividade sobre esse tema, criando espaços de reflexão e debate na comunidade acadêmica unebiana acerca da importância do dia 25 de julho como marco simbólico de resistência política e cultural das Mulheres Negras na Bahia. Este evento reunião cerca de 400 pessoas, entre educadores (as), ativistas, pesquisadoras, discentes da referida Universidade e da comunidade em geral. Nesse referido evento, homenageou-se mulheres negras que são referências na cidade de Salvador, discutiu-se a questão da produção intelectual e do trabalho das mulheres negras e sua relação com os espaços institucionais de representação do poder político e dos espaços comunitários.

Refletir, fomentar e produzir conhecimento sobre o papel das mulheres negras e das populações negras no Brasil e nos contextos interculturais tem sido um dos objetivos do Grupo de pesquisa e estudos CANDACES; produzir um conhecimento que resgate e valorize a autoria e autonomia das mulheres negras como detentoras dos saberes dentro da perspectiva feminista negra e interseccional tem sido uma dos alicerces das atividades do Grupo, assim como promover atividades de pesquisa e extensão cujas temáticas contribuam para desconstruir estereótipos sexistas, racistas, LGBTfóbicos que violam os direitos das mulheres negras no cenário nacional e internacional tem sido um dos objetivos a ser seguido.

Nessa proposta do dia 25 de julho de 2017, vamos ampliar o nosso foco de debates e reflexões, reunindo o Grupo de Pesquisa CANDACES e o Centro de Estudos dos Povos Afro-Indío- Americanos da UNEB- CEPAIA- para fortalecer os nossos elos numa temática sobre Mulher negra e Ancestralidade na Diáspora Latinoamericana. A proposta do Candaces e do CineCepaia é de promover o debate em torno de discussões que visibilizem a ação dos povos africanos e afrodescendentes, em especial, o empoderamemto das mulheres negras frentes às organizações religiosas de matriz africana na Bahia e na América Latina, como formas de resistência às violências étnico-raciais e de gênero, ao racismo e ao sexismo historicamente instituídos.

O CineCepaia ancora-se na ideia de que as produções cinematográficas nas suas formação estéticas, poéticas e imagéticas são atividades realizadas por indivíduos ou coletivos que compõem discursos ontológicos e também epistemológicos. Assim, estas produções podem ser pensadas em categorias como: gêneros, estilos, autorias, escolas, nacionalidades, e também etnias. A identificação de uma categoria de cinema deve considerar os contextos históricos, culturais, sociais, bem como as clivagens de raça, gênero, sexualidade, entre tantas outras que colocam demandas específicas para cada momento de criação/produção cinematográfica.

Nesse sentido, o conceito de ancestralidade é fundamental para entendermos um dos pilares da dimensão cultural que os africanos nos legaram como base de organização e de sobrevivência das famílias negras africanas, a partir da liderança das matriarcas negras nos templos religiosos, cujas sobrevivência econômica, estética e cultural dos africanos e de seus descendentes na Bahia, na América Latina e no Caribe só foram possíveis devido ao protagonismo cultural –religioso dessas mulheres nas sociedades latinas e caribenhas nos contextos escravagistas e diaspóricos.
Objetivo geral:

– Mostrar a importância da ancestralidade de matriz africana na vida das mulheres negras na religião, na arte e no cinema no contexto diaspórico.
– Fomentar diálogos críticos sobre o racismo e o sexismo presentes nas imagens e representações negativas das mulheres negras no cinema brasileiro;
– Construir espaços de debate sobre a importância da data 25 de julho para as mulheres negras na América Latina, Caribe e no Brasil;
– Objetivos específicos:
– Discutir no dia 25 de julho- dia internacional da mulher negra latinoamericana e caribenha – a importância da ancestralidade como forma de organização e de resistência contra o racismo e o sexismo.

Programação

Atividade do Evento Início Término Palestrante
Conferências, Mesas, Painéis, Pôsteres, Exposição e Oficinas 25/07/2017 08:00 25/07/2017 18:00

Inscrições: https://www.sge.uneb.br/candaces

 


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