con tu puedo y con mi quiero

“con tu puedo y con mi quiero, vamos juntos, compañero” – canto-convoca benedetti. e a gente vai junto. apesar deles, apesar dos que são donos desses tratores de atropelar dignidades. apesar deles. que “se elegem e legislam, feito cínicos/ em causa própria ou de empresa coligada (…) que enxotam o que luta por justiça/ (…) que oprimem quem produz e quem preserva/ (…) que pilham, assediam e cobiçam/ a terra indígena, o quilombo e a reserva”. apesar deles, que criaram esse estado de coisas que embrutecem, que violentam, que matam. apesar deles, muito apesar deles, amanhã será outro dia – canto-lutamos com chico e por nossa dignidade.

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confira as canções e xs artistas desta edição

los indios – atahualpa yupanqui cd pasaban los cantores…

américa es el largo camino de los indios.
ellos son estas cumbres y aquel valle
y esos montes callados perdidos en la niebla
y aquel maizal dorado.
y el hueco entre las piedras, y la piedra desierta.
desde todos los sitios nos están contemplando los indios.
desde todas las altas cumbres nos vigilan.
ha engordado la tierra con la carne del indio.
su sombra es centinela de la noche de américa.
los cóndores conocen el silencio del indio.
y su grito quebrado duerme allá en los abismos.
dondequiera que vamos está presente el indio.
lo respiramos. lo presentimos andando sus comarcas.
quechua, aymara, tehuelche, guarán o mocoví.
chiriguano o charrúa, chibcha, mataco o pampa.
ranquel, arauco, patacón, diaguita o calchaquí.
omahuaca, atacama, tonocotés o toba.
desde todos los sitios nos están contemplando los indios.
porque américa es eso: un largo camino de indianidad sagrada.
entre la gran llanura, la selva y la piedra alta.
y bajo la eternidad de las constelaciones.
sí. américa es el largo camino de los indios.
y desde todos los sitios nos están contemplando.

xavantes – ramiro musotto cd sudaka

territorio ancestral – poema de marcia wayna kambeba lido por ela mesma

hombres de maiz – aj batz rock

árvore da vida– poema de marcia wayna kambeba lido por ela mesma

q´anil – balam ajpu cd jun winaq´rajawal qíj / tributo a los 20 nawales

con la vara separa la tierra, deposita semillas
rojas blancas negras amarillas
una elegancia los colores del maiz
primeras madres floreciendo en la matriz
en un dia q´anil se sembraron los granos
en este mundo la piel de mis hermanos
hermanas códigos de vida en otro plano
que plantó el universo anciano

ixmukane xakút cha ixkil´/ madre luna enseñaste a la madre tierra
chutikik li qaway. li qixim / a sembrar nuestro alimento, nuestro maíz.
xatzaq li qór, xaán bí qatijal / prepararon el maíz, para hacer nuestra carne
chupam li asijal xak´ob´i li qana´oj/ en tu flor guardaron nuestros conocimientos
tyaq, saq, qén raxwach, / rojo, blanco, amarillo, negro
xolop, piley, kinaq´, kixtes, / pintos, piloyes, frijoles, amarantos,
ljátz, saqil, peq, kokow, / semillas de maíz, ayotes, semilla y mazorcas, de cacao
tiqasujuj chawe ixmukane, / te ofrendamos madre luna
nimaq taq winaqi´xattikow kan / grandes civilizaciones enteras te cultivaron
chawij xelesax wi rub´i q´uq´umatz / de ti viene el nombre del cosmos
q´antil, tituxan to li qixim / emerges como una serpiente, tu maíz
q´antil, sijan li qaway/ te siembran y florece nuestro sustento
chawij xelesax wi li qawinaqil / de ti viene nuestra existencia
tiqasujuj chawe, qab´ix / te ofrendamos estos cantos
tak´ama tiquasujuj chawe q´anil / recíbelos, te los ofrecemos gran cosmos de la semilla

con la vara separa la tierra, deposita semillas
rojas blancas negras amarillas
una elegancia los colores del maiz
primeras madres floreciendo en la matriz
en un dia q´anil se sembraron los granos
en este mundo la piel de mis hermanos
hermanas códigos de vida en otro plano
que plantó el universo anciano

q´anil es semilla, venus, un día divino
semen cósmico que a la tierra matriz vino
el ritmo hip hop es la pulsación de este tiempo
germen de seres vivos al cosmocimiento
su crecimiento es lento pero seguro
en este nawal hay expectación al futuro
linaje antiguo, una semilla: un idioma
es una planta que de amor evoluciona
libera el potencial de la energía sagrada
en la médula espinal ahora es liberada
deliberadamente al evento artístico
el gran despertar a éste periodo galactico
mágico ciclico músico en la ciencia
de la oscuridad salimos con paciencia

con la vara separa la tierra, deposita semillas
rojas blancas negras amarillas
una elegancia los colores del maiz
primeras madres floreciendo en la matriz
en un dia q´anil se sembraron los granos
en este mundo la piel de mis hermanos
hermanas códigos de vida en otro plano
que plantó el universo anciano

 

reis do agronoegócio – chico césar- chico césar cd estado de poesia

ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio,
ó produtores de alimento com veneno,
vocês que aumentam todo ano sua posse,
e que poluem cada palmo de terreno,
e que possuem cada qual um latifúndio,
e que destratam e destroem o ambiente,
de cada mente de vocês olhei no fundo
e vi o quanto cada um, no fundo, mente.

vocês desterram povaréus ao léu que erram,
e não empregam tanta gente como pregam.
vocês não matam nem a fome que há na terra,
nem alimentam tanto a gente como alegam.
é o pequeno produtor que nos provê e os
seus deputados não protegem, como dizem:
outra mentira de vocês, pinóquios véios.
vocês já viram como tá o seu nariz, hem?

vocês me dizem que o brasil não desenvolve
sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista.
mas até hoje na verdade nunca houve
um desenvolvimento tão destrutivista.
é o que diz aquele que vocês não ouvem,
o cientista, essa voz, a da ciência.
tampouco a voz da consciência os comove.
vocês só ouvem algo por conveniência.

para vocês, que emitem montes de dióxido,
para vocês, que têm um gênio neurastênico,
pobre tem mais é que comer com agrotóxico,
povo tem mais é que comer, se tem transgênico.
é o que acha, é o que disse um certo dia
miss motosserrainha do desmatamento.
já o que acho é que vocês é que deviam
diariamente só comer seu “alimento”.

vocês se elegem e legislam, feito cínicos,
em causa própria ou de empresa coligada:
o frigo, a múlti de transgene e agentes químicos,
que bancam cada deputado da bancada.
té comunista cai no lobby antiecológico
do ruralista cujo clã é um grande clube.
inclui até quem é racista e homofóbico.
vocês abafam mas tá tudo no youtube.

vocês que enxotam o que luta por justiça;
vocês que oprimem quem produz e que preserva;
vocês que pilham, assediam e cobiçam
a terra indígena, o quilombo e a reserva;
vocês que podam e que fodem e que ferram
quem represente pela frente uma barreira,
seja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra,
o extrativista, o ambientalista ou a freira;

vocês que criam, matam cruelmente bois,
cujas carcaças formam um enorme lixo;
vocês que exterminam peixes, caracóis,
sapos e pássaros e abelhas do seu nicho;
e que rebaixam planta, bicho e outros entes,
e acham pobre, preto e índio “tudo” chucro:
por que dispensam tal desprezo a um vivente?
por que só prezam e só pensam no seu lucro?

eu vejo a liberdade dada aos que se põem
além da lei, na lista do trabalho escravo,
e a anistia concedida aos que destroem
o verde, a vida, sem morrer com um centavo.
com dor eu vejo cenas de horror tão fortes,
tal como eu vejo com amor a fonte linda –
e além do monte o pôr-do-sol porque por sorte
vocês não destruíram o horizonte… ainda.

seu avião derrama a chuva de veneno
na plantação e causa a náusea violenta
e a intoxicação “ne” adultos e pequenos –
na mãe que contamina o filho que amamenta.
provoca aborto e suicídio o inseticida,
mas na mansão o fato não sensibiliza.
vocês já não ´tão nem aí co´aquelas vidas.
vejam como é que o ogrobiz desumaniza…:

desmata minas, a amazônia, mato grosso…;
infecta solo, rio, ar, lençol freático;
consome, mais do que qualquer outro negócio,
um quatrilhão de litros d´água, o que é dramático.
por tanto mal, do qual vocês não se redimem;
por tal excesso que só leva à escassez –
por essa seca, essa crise, esse crime,
não há maiores responsáveis que vocês.

eu vejo o campo de vocês ficar infértil,
num tempo um tanto longe ainda, mas não muito;
e eu vejo a terra de vocês restar estéril,
num tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto:
o que será que os seus filhos acharão de
vocês diante de um legado tão nefasto,
vocês que fazem das fazendas hoje um grande
deserto verde só de soja, cana ou pasto?

pelos milhares que ontem foram e amanhã ser-
ão mortos pelo grão-negócio de vocês;
pelos milhares dessas vítimas de câncer,
de fome e sede, e fogo e bala, e de avcs;
saibam vocês, que ganham com um negócio desse
muitos milhões, enquanto perdem sua alma,
que eu me alegraria se afinal morresse
esse sistema que nos causa tanto trauma.

el tiempo no para – bersuit vergarabat cd de la cabeza

disparo contra el sol
con la fuerza del ocaso
mi ametralladora
está llena de magia,
pero soy solo un hombre más.

cansado de correr
en la dirección contraria,
sin podio de llegada
y mi amor me corta la cara,
porque soy sólo un hombre más.

pero si pensás que estoy derrotado,
quiero que sepas, que me la sigo jugando
porque el tiempo, el tiempo no para.

unos días sí, otros no,
estoy sobreviviendo sin un rasguñón,
por la caridad de quien me detesta.

y tu cabeza está llena de ratas
te compraste las acciones de esta farsa
y el tiempo no para.

yo veo el futuro repetir el pasado,
veo un museo de grandes novedades
y el tiempo no para, no para.

las noches de frío es mejor ni nacer,
las de calor se escoge matar o morir
y así nos hacemos argentinos!

nos tildan de ladrones, maricas, faloperos,
y ellos destruyeron un país entero,
pues así se roba más dinero.

y tu cabeza está llena de ratas
te compraste las acciones de esta farsa
y el tiempo no para.

yo veo el futuro repetir el pasado,
veo un museo de grandes novedades
y el tiempo no para, no para.

 

indígena – sangre poeta

pan y circo – mexikan sound system cd ritmo mundial

pra não dizer que não falei das flores – charlie brown jr

caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais, braços dados ou não
nas escolas, nas ruas, campos, construções
caminhando e cantando e seguindo a canção

vem, vamos embora, que esperar não é saber
quem sabe faz a hora, não espera acontecer

pelos campos há fome em grandes plantações
pelas ruas marchando indecisos cordões
ainda fazem da flor seu mais forte refrão
e acreditam nas flores vencendo o canhão

vem, vamos embora, que esperar não é saber
quem sabe faz a hora, não espera acontecer

há soldados armados, amados ou não
quase todos perdidos de armas na mão
nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
de morrer pela pátria e viver sem razão

vem, vamos embora, que esperar não é saber
quem sabe faz a hora, não espera acontecer

nas escolas, nas ruas, campos, construções
somos todos soldados, armados ou não
caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais, braços dados ou não
os amores na mente, as flores no chão
a certeza na frente, a história na mão
caminhando e cantando e seguindo a canção
aprendendo e ensinando uma nova lição

vem, vamos embora, que esperar não é saber
quem sabe faz a hora, não espera acontecer

la mina – fragua cd óxidos y trenes

qué construyes si destruyes?
te crees dueño de esta tierra?
qué construyes si destruyes,
te crees dueño de esta tierra,
qué pasa por tu cabeza?
ciudadano de vergüenza…

el futuro de tu hermano,
casi siempre está en tu mano.
el futuro de tu hermano,
casi siempre está en tu mano,
si no existe compromiso,
porqué has de pedir permiso?

volqueta (era casamba?) cargas la muerte,
volqueta sangras la tierra,
volqueta zumbas mi mente,
volqueta engorda jinentes.

chuquicamata de víctor,
humberstone y potosí.
chuquicamanta de víctor,
humberstone y potosí,
la mina te contamina,
te excluye y te discrimina.

volqueta cargas la muerte,
volqueta sangras la tierra,
volqueta zumbas mi mente,
volqueta engorda jinentes.

qué esperas que un día pase,
en este sagrado valle?
que esperas que un día pase,
en este sagrado valle?
sin historias ni animales,
sacrilegio en bacanales.

volqueta cargas la muerte,
volqueta sangras la tierra,
volqueta zumbas mi mente,
volqueta engorda jinentes.

volqueta de pululahua
(volqueta del casitagua)
volqueta de fucu sucu
(volqueta rumicucho)
volqueta de catequilla
(volqueta de encantarilla)
tu pobreza está en la mina.

que país é este – paralamas cd acustico mtv

nas favelas, no senado
sujeira pra todo lado
ninguém respeita a constituição
mas todos acreditam no futuro da nação
que país é esse
que país é esse
que país é esse

no amazonas, no araguaia iá, iá,
na baixada fluminense
mato grosso, minas gerais
e no nordeste tudo em paz
só mesmo morto eu descanso
mas o sangue anda solto
manchando os papéis, documentos fiéis
ao descanso do patrão
que país é esse
que país é esse
que país é esse
que país é esse

terceiro mundo, se for
piada no exterior
mas o brasil vai ficar rico
vamos faturar um milhão
quando vendermos todas as almas
dos nossos índios em um leilão
que país é esse
que país é esse
que país é esse
que país é esse

a pesar de usted – chico buarque

hoy usted es quien manda
habló, está hablado
no hay discusión, no
mi gente hoy anda
hablando en voz baja y mirando al suelo, ¿vio?
usted que inventó ese estado
inventó de inventar
toda la oscuridad
usted que inventó el pecado
se olvidó de inventar el perdón

a pesar de usted
mañana ha de ser otro día
le pregunto a usted dónde se va a esconder
de la enorme alegría
¿cómo va a prohibir
cuando el gallo insiste en cantar?
agua nueva brotando
y la gente amándose sin parar

cuando llegue el momento
mi sufrimiento
voy a cobrar con intereses. ¡lo juro!
todo ese amor reprimido
ese grito contenido
esa samba en la oscuridad

usted que inventó la tristeza
ahora tenga la fineza
de “desinventar”
usted va a pagar, y es robusta
cada lágrima rodada
en mi penar

a pesar de usted
mañana ha de ser otro día
aún así pago por ver
el jardín florecer
como usted no quería

usted se va a amargar
viendo al día aparecer
sin pedirle permiso
y voy a morir de risa
y ese día ha de venir
antes de lo que usted piensa
a pesar de usted

a pesar de usted
mañana ha de ser otro día
usted va a tener que ver
la mañana renacer
y derrochar poesía

¿cómo se va a explicar
viendo el cielo clarear de repente,
impunemente?
¿cómo va a reprimir
nuestro coro al cantar
frente a frente?
a pesar de usted

a pesar de usted
mañana ha de ser otro día
usted se verá perjudicado, etc. y tal
la, laiá, la laiá, la laia


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