derecho a la ciudad

“mais amor, menos motor”, canta o colombiano zatélite na trilha sonora desta edição que pede uma cidade pra gente, não pra motores, prédios, viadutos apenas. pra poder usar de verdade a cidade, pra circular por suas ruas sem medo. nesta edição, você confere um bate papo com o arquiteto e urbanista henrique azevedo, do blog rua de gente, que nos fala de mobilidade urbana, de usos da cidade, do direito à cidade. e na trilha sonora, canções pra cantar-pensar a cidade, música pra circular por aí de bicicleta, por exemplo… confira também o projeto “cidade para pessoas”, de juliana russo, que é a autora da imagem que a gente destaca hoje aqui. e mande pra gente notícias sobre projetos bacanas que estão rolando em sua cidade.

[spoiler title=”a cidade” open=”0″ style=”1″]

conhecida como cidade-estuário, cortada por seis rios, recife, ao logo do último século, passou por um processo violento de urbanização, que resultou no aterramento da maior parte de seus mangues.  nos anos 90, a intensificação da desigualdade social causada por este processo impulsionou a crítica feita por chico science & nação zumbi, que você pode conferir também no manifesto caranguejos com cérebro. a canção “a cidade”, que faz parte do cd da lama ao caos, revela as consequências da falta de planejamento urbano sem a participação efetiva e igualitária dos diferentes setores da sociedade. assista ao vídeo.

[quote style=”1″]

o sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,
que cresceram com a força de pedreiros suicidas.
cavaleiros circulam vigiando as pessoas,
não importa se são ruins, nem importa se são boas.
e a cidade se apresenta centro das ambições,
para mendigos ou ricos, e outras armações.
coletivos, automóveis, motos e metrôs,
trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.
a cidade não pára, a cidade só cresce
o de cima sobe e o de baixo desce.
a cidade não pára, a cidade só cresce
o de cima sobe e o de baixo desce.
a cidade se encontra prostituída,
por aqueles que a usaram em busca de saída.
ilusora de pessoas e outros lugares,
a cidade e sua fama vai além dos mares.
no meio da esperteza internacional,
a cidade até que não está tão mal.
e a situação sempre mais ou menos,
sempre uns com mais e outros com menos.
a cidade não pára, a cidade só cresce
e de cima sobe e o de baixo desce.
a cidade não pára, a cidade só cresce
o de cima sobe e o de baixo desce.
eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.
pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (haha)
eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.
pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (ê)
Num dia de Sol, Recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior.

[/quote]

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[spoiler title=”oda a mi bicicleta” open=”0″ style=”1″]

faz parte do cd temporada de conejos, de martín buscaglia.  o vídeo da canção “oda a mi bicicleta” foi produzido com imagens de pessoas de todo o mundo que filmaram a si próprias pedalando e cantando a oda, resultado do convite feito pelo músico uruguaio. a pesquisa biciudad , feita em 2013 pelo bid,  apontou o crescimento do uso das bicicletas nas onze cidades latino-americanas em que a pesquisa foi realizada. porém, o estudo também mostrou que as cidades têm uma estrutura limitada para a mobilidade, ao contrário das cidades mais acessíveis, onde cresceu a popularidade deste meio de transporte.  confira aqui o vídeo de “oda a mi bicicleta”.

[/spoiler] [spoiler title=”bicicleta” open=”0″ style=”1″]

faz parte do cd caracoles, de kanaku & el tigre. liderado pelos músicos peruanos bruno bellatín e nico saba, kanaku & el tigre se caracteriza por combinar diferentes gêneros musicais, instrumentos acústicos, tradicionais e menos convencionais, a exemplo de um piano de brinquedo tocado na canção “bicicleta”.  o uso da bicicleta nas cidades vem sendo uma reivindicação de muitos grupos e tem impulsionado mobilizações em diversos lugares do mundo. o fórum mundial de bicicletas, com três edições realizadas no brasil, contará com uma nova edição em medellín, colômbia. confira mais informações no site do fórum e assista ao vídeo da canção “bicicleta”.

[/spoiler] [spoiler title=”la cumbia de la bici ” open=”0″ style=”1″]

canção do jovem cantor david aguilar, que surge na cena musical do méxico no ano de 2003 e que conta com quatro cds lançados de maneira independente. sua música traz influências de gêneros como bolero, trova, pop rock, entre outros. “la cumbia de la bici” cujo divertido clipe você confere aqui.

[/spoiler] [spoiler title=”el barrio” open=”0″ style=”1″]

de la sonora libre, orquestra de salsa e jazz latino fundada em quito, equador, em 2011. é formada por doze músicos de origens diversas como equador, colômbia, cuba, Venezuela, chile, espanha e itália, todos residentes em barcelona.“el barrio” está no álbum la sonora libre 01 (2012), o primeiro do grupo. o segundo disco más que salsa tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015. Veja a seguir o vídeo desta canção.

[quote style=”1″]

a las tres ´e la mañana
todos dormían tranquilos,
asómate a la ventana que afuera se escucha un ruido

el barrio no está contento,
la cosa no está muy fina,
por que han quitado maestros,
por que faltan medicinas.

ayer dijo una vecina
comentándole al marido,
que vio dos tipos muy raros
que no son ningún vecino.

esos tipos son secretas
los que buscan la pelea,
los que rompen las protestas
los que ya nada respetan!.

sal a la calle, avísale a la barriada,
que el barrio ya está en candela y todo el mundo lo sabe

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”ciclobeat (Más amor, menos motor)” open=”0″ style=”1″]

de zatélite, ou fabio arboleda, mc, dj e artista plástico de medellín que combina influências de dancehall jamaicano e ritmos afro-colombianos. sua obra reúne desenhos e peças de vídeoarte com críticas aos meios de comunicação e ao consumismo. na canção “ciclobeat (más amor, menos motor)” satélite está acompanhado da cantora e compositora colombiana pamela ospina, integrante da banda de rock lilith. veja o vídeo da canção.

[quote style=”1″]

no contamina ni usa gasolina, no contamina, ni usa gasolina.
hoy me levanté imaginando un mundo en el que solo existen bicicletas
no existen ni autos ni motos ni camionetas
todos en cicla por la carretera, pilar si tendría bicicleta
schumacher andaría en una cicla roja
los autobots serían bicibots y un auto gol sería un bici gol
hoy me levanté imaginando un mundo en el que solo existen bicicletas
y recordé mi primera bicicleta
con mi primera caída me di en la jeta
una cicla rabra, producto nacional,
pero siempre quise fue una reline,
andar en cicla es el real negocio sócio
deja el ocio, monta en bicicleta, apaga la camioneta
y devuelve esas cadenas y ese bling bling
que pedaleando te la roban
o te enredas con el sillín o se te raya el dije de oro golfi.
por estos días me enteré que centella le pegaba al pedal también
la fama y el dinero lo volvieron loco
se quitó el antifaz, la capa y la moto.
tomándome un tinto con el capitán planeta
me dijo, atleta, hay un error en el sistema
imagina un mundo de solo bicicletas
tendríamos más patas que marihuanero en billetera
y nadie conocería a j-lo por sus caderas
y el dinero de la gasolina estaría en mi cartera
en los ochentas la serie que yo miraba se hubiese llamado la bicicleta fantástica
biciman seria el pana de cursor y el aire estaría mejor en el mundo
y el aire estaría mejor.
estás muy estresado? sí señor,
colesterol elevado? sí señor,
sin gasolina y pelao, sí señor
vamos a rodar en cicla.
más amor, más amor, menos motor

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=” soteropolitana ” open=”0″ style=”1″]

a cascadura, banda de rock formada em salvador, bahia, em 1992 por fábio “cascadura” magalhães e thiago trad. com cinco discos lançados, tem entre seus títulos o dvd efeito bogary, um documentário-musical pioneiro no cenário do rock independente baiano. “soteropolitana” está no álbum aleluia (2012) e faz um passeio pela geografia e pela cultura da capital baiana, como uma síntese da abordagem de todo o disco. veja a seguir o vídeo da canção que faz referência à presença de pierre verger em salvador e conta ainda com a icônica presença do dançarino negrizu, cantado por caetano veloso como “o moço lindo do badauê”, na canção “beleza pura”. importante também é a presença da mestre-griô dona cici, amiga e colaboradora de verger.

[quote style=”1″] mãe do rio, irmã da louisiana,
fortaleza lusitana, erguida aqui a mando do rei
no seu brilho, primeiro ela chama
depois vibra, empena, engana, brindando os seus filhos da vez…
“hoje eu não vou chorar!”

onde uma frota inteira fez cabana
velha ordem de bacana estampa sorriso no jornal
vida nova, iberoafricana
menos sacra, mais sacana, rica, fusa e carnaval
“this city burns on fire!”

ela é a “disney tropical dos bardos”,
“sítio louco além do carmo”, “vila velha do costa azul”
ela é loira, galega, é infame
musa que, por mais que eu ame, tenta me cegar com tua luz

onde bate o coração dos santos,
pretos, vindos de outros cantos: “carne fresca pro seu freguês!”
ela finge andar como se manda,
mas basta tocar a banda: joia! ela se entrega de vez!

outros olhos se inflamam e se espantam loucos
“this city burns on fire!”
outros gritos que estouram e ecoam roucos
“hoje, eu não vou chorar…”

dois leões, te encontro na calçada!
rio vermelho é madrugada, na saída somos ciganos
são tantas colinas, tantos anos,
tantas casas, tantos planos, tantos donos, tantos danos

já foi gorda na segunda-feira,
como um dia, na ribeira, onde a vaca magra foi pastar
em seus muros, mil nomes estranhos,
pedem só mais quatro anos, vida boa de se abastar

outros olhos se inflamam e se espantam loucos
“this city burns on fire!”
outros gritos que estouram ecoam roucos
“hoje, eu não vou chorar”

eu queria que a visse só, de um jeito mais confesso

e sem truques de altar
noiva de um raio de sol, te olhando aí disperso, bem onde você está
com as coisas dela
que são coisas bem mais velhas que os segredos de um xá
estamos nela, aonde ela não vai…
ana

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”El Ángel de la Bicicleta” open=”0″ style=”1″]

Canção do disco por favor, perdón y gracias (2005) do argentino León Gieco. Foi composta em homenagem a Claudio Lepratti, um militante uruguaio que vivia em Rosário, na Argentina, e trabalhava com causas sociais locais. Claudio Lepratti, também conhecido como Pocho, foi assassinado pela polícia na escola onde ele trabalhava voluntariamente. Por utilizar a bicicleta para se locomover pela cidade, Pocho ficou conhecido como “o anjo de bicicleta”. Confira abaixo a letra da canção, que faz menção às últimas palavras do militante: “Bajen las armas que aquí solo hay pibes comiendo”

[quote style=”1″]

Cambiamos ojos por cielo
sus palabras tan dulces, tan claras
cambiamos por truenos.

Sacamos cuerpo, pusimos alas
y ahora vemos una bicicleta alada que viaja
por las esquinas del barrio, por calles
por las paredes de baños y cárceles.
¡Bajen las armas
que aquí solo hay pibes comiendo!

Cambiamos fe por lágrimas
con qué libro se educó esta bestia
con saña y sin alma
Dejamos ir a un ángel
y nos queda esta mierda
que nos mata sin importarle
de dónde venimos, qué hacemos, qué pensamos
si somos obreros, curas o médicos.
¡Bajen las armas
que aquí solo hay pibes comiendo!

Cambiamos buenas por malas
y al ángel de la bicicleta lo hicimos de lata.
Felicidad por llanto
ni la vida ni la muerte se rinden
con sus cunas y sus cruces.

Voy a cubrir tu lucha más que con flores
Voy a cuidar de tu bondad más que con plegarias.
¡Bajen las armas
que aquí solo hay pibes comiendo!

Cambiamos ojos por cielo
sus palabras tan dulces, tan claras
cambiamos por truenos
Sacamos cuerpo, pusimos alas
y ahora vemos una bicicleta alada que viaja
por las esquinas del barrio, por calles
por las paredes de baños y cárceles.
¡Bajen las armas
que aquí solo hay pibes comiendo!

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”Hoje é dia de festa” open=”0″ style=”1″]

Canção composta por Jorge Benjor e gravada por Elza Soares no Cd Do Cóccix Até O Pescoço (2012). A canção faz parte da trilha sonora do documentário Dia de festa (2005) que fala sobre o MSTC, Movimento dos Sem-Teto do Centro de São Paulo. O filme tem direção de Toni Venturi e Pablo Georgieff, e traz o relato de quatro mulheres representantes do movimento. Em um dos depoimentos, elas contam que a expressão “hoje é dia de festa” funcionava como um código para alertar aos colegas que naquele dia haveria ocupação.

[quote style=”1″]

Hoje é dia de festa
Hoje é dia de festa

[Alô comanche
Alô poeta
Alô poeta
Alô comanche]

Hoje é dia de festa
Hoje é dia de festa

É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá
É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá

Tá florido, tá bonito, tá querido, tá garrido.
Tá amigo, sem perigo, tá contigo, tá comigo.
De poeta pra comanche, de comanche pra poeta.
De comanche pra poeta de poeta pra comanche.

Hoje é dia de festa
Hoje é dia de festa

É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá
É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá

Sabonete, colônia, água-de-cheiro.
Batom, esmalte, ruje, pente, grampo,
escova, jóia e espelho.
Sabonete, colônia, água-de-cheiro.
Batom, esmalte, ruje, pente, grampo,
escova, jóia e espelho.

Hoje é dia de festa
Hoje é dia de festa

É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá
É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá

[Alô comanche
Alô poeta
Alô poeta
Alô comanche]

Hoje é dia de festa
Hoje é dia de festa

É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá
É dia de jogar flores no mar
É dia de dar presentes para Iemanjá

[/quote] [/spoiler]

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