destaques do festival de cinema latino-americano de são paulo

O Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo já divulgou a programação de filmes e encontros de sua 8a edição, que acontece com sede no Memorial da América Latina de 11 a 18 de julho.

Como sempre, há ótimos títulos na seleção e, especialmente no caso da mostra de contemporâneos, é preciso aproveitar a passagem deles pelo Brasil para assisti-los em salas, conhecer os diretores que veem à cidade acompanhando seus filmes etc.

A lista completa de longas, curtas, homenagens, encontros e debates está disponível aqui. Mas abaixo vem um punhado de indicações para quem gosta de ter duas ou três dicas e highlights.

MOSTRA CONTEMPORÂNEOS

“7 caixas paraguaias”, de Juan Carlos Maneglia e Tana Schémbori, é um filme premiado em vários festivais, incluindo o de San Sebastián, e, melhor ainda, se tornou a maior bilheteria da história do Paraguai, superando o público em salas de “Titanic” no país. Conta a história de um menino que passa por uma série de contratempos para levar sete caixas de um lado ao outro do famoso Mercado 4 de Assunção para ganhar 100 dólares.

Tem também “Até o sol tem manchas”, do guatemalteco Julio Hernández Cordón, realizador considerado um fenômeno no contexto da “indústria” de cinema da América Central. Realizou quatro longas-metragens e outros tantos curtas em seis anos, sempre com orçamentos pra lá de enxutos. E para enxugá-los, suas ideias são as mais criativas e, ao mesmo tempo, bem realizadas. No caso desse filme, ele mostra dois personagens: um rapaz com problemas mentais que faz propaganda na rua para um candidato presidencial, cuja principal proposta de governo é qualificar a Guatemala para a Copa do Mundo, e um grafiteiro que expressa seu descontentamento através da arte de rua e atacando os pedestres. Tudo o que eles fazem acontecem num cenário desenhado a giz nas paredes de uma grande sala, na qual o filme foi rodado com iluminação particular.

Por fim, o uruguaio “Tanta água”, de Ana Guevara e Letícia Jorge, é um sucesso recente de festivais, cujo enredo costuma encantar também espectadores comuns ao retratar as férias de um pai separado com seus dois filhos numa cidadezinha pacata do Uruguai.

HOMENAGEM MANUEL MARTINEZ CARRIL / JOSÉ CARLOS AVELLAR

No caso dessa mostra, cada título é mais do que relevante para quem acompanha de perto a produção latino-americana. Argentina, México e Brasil, por serem países de maior tradição cinematográfica na região, aparecem bastante, mas a seleção dos dois críticos homenageados conta também com filmes de rara circulação no Brasil, como o falso documentário “Tigre de papel”, do colombiano Luis Ospina.

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Haverá também uma homenagem a Guido Araújo (idealizador da Jornada Internacional de Cinema da Bahia e um dos criadores da ABD), uma pequena mostra de telefilmes brasileiros, uma seção de obras que celebra os 40 anos da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (a ABD), a tradicional mostra de Escolas de Cinema com curtas latino-americanos e, ufa, mesas, encontros e debates, entre os quais se destaca um papo sobre coprodução com as presenças da mexicana Andrea Stavenhagen, do Festival de Morelia, e de profissionais brasileiros com experiências pra contar sobre o tema.

Fonte: La Latina
http://www.lalatina.com.br/wp/destaques-do-8-festival-de-cinema-latino-americano-de-sao-paulo/


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