índio é nós

sabe aquela atividade sobre o dia do índio realizada na escola ou num outro centro cultural qualquer? sabe aquele monte de crianças pintando o rosto, usando cocar de cartolina e pena e fazendo uh uh uh enquanto dança em círculos? então… aqui não tem nada disso não… aproveite a trilha sonora desta edição – feita de rap, rock, cumbia e mais – pra saber também de que forma índio educa.

clique no nome das canções e confira mais informações

[spoiler title=”hanal weech” open=”0″ style=”1″]

uma “cumbia-maia”, segundo o que é apresentado no encarte do cd border (la línea), da cantora mexicana lila downs. “a língua maia é falada por mais de três milhões de habitantes, um motivo de celebração”, anuncia lila downs em uma  das suas apresentações, antes de cantar “hanal wech”. confira o vídeo da canção e a letra em maia e em espanhol.

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Je’e tun teecho’ ki’ichpan ch’uup
kex buka’aj tu’n ja’tzilech
yaan tu k’iin in xuump’atkech
tumeen yaantech u book tech weech

A wojel ba’axten
laayli’ ka k’a’ajalten
a wojel ba’axten
ma’ tu pa’ajtal a tu’ubulten

Tu preciosa, mujer
por mucho que sea tu hermosura
el día llegará que te deje
porque tienes olor a armadillo
sabes porque siempre te recuerdo
sabes porque no te puedo olvidar

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”antiguos dueños de las flechas” open=”0″ style=”1″]

canção interpretada por tonolec, dupla formada pelo músico diego pérez e pela cantora charo bogarín. composta por ariel ramíez e félix luna, esta canção é conhecida pelo público como “índio toba”, porque ressalta  expressões dos povos indígenas da região de chaco, argentina, conhecidos como toba (qom). tonolec propõe a combinação das tradições indígenas com elementos da música contemporânea. abaixo você pode conferir o vídeo e também conhecer um pouco mais sobre os toba.

[/spoiler] [spoiler title=”son sotz leb” open=”0″ style=”1″]

integra o cd  xch’ulel balamil poema rockfónico, de sak tzevul. este projeto foi criado pelo músico damián martínez, oriundo de zinacantán, chiapas, méxico, que propôs combinar as influências dos cânticos ancestrais da sua comunidade indígena tzotzil, com o castelhano, além das influências do rock e da música clássica.

[/spoiler] [spoiler title=”anhanga ixé” open=”0″ style=”1″]

esta é a primeira faixa o cd ka’umondá, do grupo sinhô preto velho. este disco é resultado de estudo e pesquisa sobre as comunidades indígenas guarani, especificamente, sobre a língua tupi-guarani, que resultou em um repertório de canções que compõe este primeiro trabalho da banda. os guaranis vivem em uma vasta extensão territorial por serem um dos maiores contingentes populacionais na américa do sul. conheça a campanha guarani – o grande povo,  que busca articular os povos guaranis do brasil, argentina, bolívia e paraguai.

[/spoiler] [spoiler title=”xavantes” open=”0″ style=”1″]

esta canção faz parte do disco sudaka, do músico ramiro musotto, e combina a música eletrônica com os cânticos dos índios da nação xavante. foi composta por p. cipassé xavante, paul f. supretaprã, ramiro musotto e tsuptó buprewen wairi xavante, e conta com um coro de crianças xavantes, sampleado do álbum “música dos xavantes”. ramiro musotto foi um músico argentino que viveu  no brasil, na cidade de salvador, bahia,  onde trabalhou com a percussão, especialmente com o berimbau.  confira o vídeo.

[/spoiler] [spoiler title=”gwyra mi” open=”0″ style=”1″]

de ramiro musotto, é uma canção com marcação de capoeira e levada de samba-reggae. “gwyra mi” está no cd civilização & barbarye (2007), trabalho batizado com o nome do ensaio político escrito em 1845 por domingo faustino sarmiento. esta canção conta com um canto de crianças guaranis da aldeia morro da saudade, em são paulo, gravado pelo cacique timóteo, e sampleado com um discurso do subcomandante marcos sobre a causa indígena, que você lê aqui e ouve

      1. aqui
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[/spoiler] [spoiler title=”indígena” open=”0″ style=”1″]

do sangre poeta, grupo de rap formado em guadalajara, méxico, em 2006, por pesok e xhaman, que se conheceram quando estavam em um centro de reabilitação e decidiram levar adiante a necessidade de expressão através da poesia. ao longo dos anos sangre poeta transformou-se em um coletivo de cantores de rap, músicos, grafiteiros e pintores. “indígena” está no cd rola la lucha zapatista (2012), coletânea de 77 canções inspiradas na luta das comunidades zapatistas. veja a seguir o vídeo oficial da canção.

[/spoiler] [spoiler title=”resistencia mapuche – wenu mapu” open=”0″ style=”1″]

de subverso, ou vicente durán, cantor de rap chileno-estadunidense. foi um dos fundadores do projeto hiphoplogia, organização que faz trabalhos sociais vinculados à educação popular, e membro do grupo de rap conspirazion. “resistência mapuche – wenu mapu” fala da história de luta da nação mapuche, povo indígena da região centro-sul do chile e do sudoeste da argentina. “wenu mapu”, na mitologia mapuche, é o espaço sagrado e invisível onde habita a família divina, os espíritos do bem e os antepassados. veja abaixo um documentário sobre a luta mapuche por autodeterminação e resistência à invasão de seus territórios.

[/spoiler] [spoiler title=”terra vermelha” open=”0″ style=”1″]

de brô mc’s, grupo de rap guarani-kaiowá formado em 2008 por bruno, charlie, kelvin e clemerson. o grupo surgiu de oficinas oferecidas em um ponto de cultura da universidade federal de grande dourados, em mato grosso do sul. também participaram dos grupos de dança da cufa – central única de favelas, onde aprenderam a dançar e cantar rap misturando o guarani com o português. o brô mc’s participou do documentário à sombra de um delírio verde, que fala sobre a luta do povo guarani-kaiowá para reconquistar suas terras. veja a seguir uma apresentação do brô mc’s cantando “terra vermelha”.

[/spoiler] [spoiler title=”condor” open=”0″ style=”1″]

da masilva, banda liderada por camilo martínez, músico colombiano que reside no peru. camilo martínez se define como um eletro-trovador, inspirado na tradição latino-americana e nos ritmos urbanos contemporâneos. “condor”, que conta com feli muñoz nos vocais,  possui alguns de seus versos em quechua, língua indígena falada por alguns povos da américa do sul e uma das línguas oficiais da bolívia, peru e equador. confira o vídeo da canção.

[/spoiler] [spoiler title=”identidad” open=”0″ style=”1″]

canção gravada pelos los nin, banda de hip hop equatoriana que em seus versos mistura o espanhol com o quéchua.  em suas canções, com letras que protestam contra as injustiças sociais, los nin combina sons eletrônicos com instrumentos andinos. o grupo originou-se na província de imbabura, lugar dos índios otavalo, que tem importante destaque na economia da região. eles são conhecidos pelos seus coloridos tecidos vendidos na maior feira ao ar livre da américa latina, em otavalo. saiba aqui mais informações sobre esta comunidade indígena, e não deixe de ver o vídeoclipe da canção “identidad”.

[/spoiler] [spoiler title=”raza de racistas” open=”0″ style=”1″]

canção da banda de hip-hop boliviana ukamau y ke. o grupo, que canta em espanhol e em aymara, lançou dois discos, para la raza (2007) e  la ciudad de los ciegos (2010). a banda é liderada pelo miltante abraham bojorquez ukamau y ke , importante nome do gênero hip-hop na bolívia, que faleceu em 2009. o artista realizava trabalhos culturais nas comunidades indígenas de el alto, onde buscava fortalecer e divulgar as culturas locais e combater o racismo. foi líder do movimento “wayna rap” (rap jovem, em aimará). confira abaixo o vídeo desta canção.

[/spoiler] [spoiler title=”kumbarikira” open=”0″ style=”1″]

a canção faz parte do projeto creat your voice, que juntamente com a radio ucamara, realizou um vídeo onde crianças da tribo de kukama, peru, cantam sobre sua identidade e pelo resgate de sua língua. a canção apresenta batidas de rap com versos em kukama. a tribo kukama-kukamira pertence a família linguística do tupi guarani e é um dos povos com maior presença na amazônia peruana. no entanto, sua língua original corre o risco de entrar em extinção. assim, um dos propósitos do projeto também é arrecadar fundos para a escola ikuari, onde a língua kukama é ensinada. para saber mais sobre o projeto, clique aqui e não deixe de conferir o vídeo da canção abaixo.

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kumbarikira urupukira
tsa kumbari utsu ukaima
kurachi wiri tima tsa katupi
tsa kumbarikira urupukira

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