catequilla: latitud cero

“en catequilla el norte está a la izquierda y el sur a la derecha…”
a história destas latitudes tem versões muito diferentes daquelas que nos contaram e que – desinformados por uma estranha pedagogia – nós contamos. nesta edição você fica sabendo onde fica mesmo a metade do mundo. e além de curtir uma seleção que dialoga com saberes ancestrais, recebe o convite para participar das ações de gente indignada com o que andam fazendo com la mitad del mundo (ou seja, com uma das provas concretas de que – sim – existem outras histórias sobre os povos e a vida destas latitudes…
a gente agradece de maneira especial ao nosso amigo sebastián salvador, pesquisador e músico, que junto a cristóbal cobo, estiveram dedicados a estudar e a divulgar o que representa catequilla e seu entorno. Veja aqui um vídeo sobre “la mitad del mundo” e conheça aqui o projeto quitsato.

confira as canções e os artistas desta edição

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de trencito de los andes, que começou como um projeto musical (1974-1987) e, logo, uma associação cultural italiana (il laboratorio delle uova quadre) dedicada à pesquisa sobre a música tradicional andina, e que deixou como legado 21 discos. confira a letra da canção, que faz parte do disco zig zig parte seconda.

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LATITUD 0°

Carupi chirishpash
Ay cununashgaypaj
Ay punchuy capuwan
Ay llama chompapash
Carupi chirishpash
Ay cununashgaypaj
Anacu capuwan
Ay millma chalina

Ay pichuy jahuapi camiseta churashaj
Ay patsag tintacunawan punllayachinca

Cay camisetapi
Quilcashca nishpa nin
¡Ay que viva Ecuador!¡Ay Latitud 0!

LATITUD CERO

Lejos en el frío
Ay para abrigarme
Ay tengo mi poncho
Y una chompa de lana

Ay sobre el pecho me pondré una camiseta
Ay brillará de cien colores

En esta camiseta
Un letrero dice:
Ay ¡Qué viva Ecuador!
Ay ¡Latitud cero!

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”yangana” open=”0″ style=”1″]

liderado por daniel mancero, mancero trío é um projeto acústico de piano, contrabaixo e bateria. fazem, segundo daniel,“música pós-colonial”,  que, de acordo com sua explicação, seria uma espécie de “luta  que não tenta questionar nem ‘resgatar’ a música equatoriana, mas chegar a ela, entendê-la a partir de sua própria realidade”. confira o vídeo de “yangana” e uma entrevista com daniel mancero.

[/spoiler] [spoiler title=”el gran eclipse” open=”0″ style=”1″]

do cantor e compositor equatoriano hugo idrovo. nascido em 1957, este artista é considerado como um dos mais importantes representantes da música equatoriana. iniciou sua trajetória aos 19 anos, quando formou em quito a banda “promesas temporales”, também reconhecida na história musical do pais. “el gran eclipse” faz parte do cd cuentos del río colgado. confira a letra.

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ya terminó el gran eclipse
y se prendió algo de hash
nosotros quisimos que
alguien nos diga lo que hicimos con el agua
ya terminó el gran eclipse
y entre el crujir de dientes
nosotros seguimos hundidos
en el gran caldo de brea del Yasuní
nihuai ruku allpa
ñuka hulpipi causanichu
maipita ñukanchik kausaikuna
tukui ñuka kausaipash
jatun mama
dime vieja tierra
¿dónde está la realidad en todo
lo que hoy yo vivo?
dime, abuela
¿después de esta lluvia negra
seguiré viviendo en todo?
¿seguiré viviendo en todo?
ya se acabó el tal eclipse
¿quién tendrá algo pa’ fumar?
los niños volvieron
por fin han vuelto
¡alabanza!

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”takakoma” open=”0″ style=”1″]

de inti illimani. formado em 1966 este é um dos grupos chilenos mais conhecidos internacionalmente. pertenceram ao movimento musical, social e político, de fins dos anos 60 e início dos 70, conhecido como “nova canção chilena”. confira a interpretação de “takakoma” no dvd inti illimani histórico.

[/spoiler] [spoiler title=”baila baila” open=”0″ style=”1″]

do álbum equinoccial imaginario (2007) de  fabián meneses. o músico é pesquisador da trova equatoriana e, junto com a rede equatoriana de trovadores, busca divulgar  e estimular o trabalho de cantautores destas latitudes. em janeiro de 2012, participou com fabián jarrín e gloria arcos do fórum social temático, em porto alegre. logo depois, eles também participaram do ciclo de encontros sobre arte e cultura latino-americana, realizado por latitudes latinas, em salvador.

[/spoiler] [spoiler title=”el niño yumbo” open=”0″ style=”1″]

de fragua, projeto musical formado em quito  e integrado por andrés alvarez (percussão), diego arboleda (charango e guitarra), ricardo salvador (baixo) e sebastián salvador (voz e guitarra). esta canção faz parte do o primeiro disco do grupo, o cd óxidos y trenes, lançado em 2008.

[/spoiler] [spoiler title=”la mina” open=”0″ style=”1″]

canção que integra o álbum óxidos y trenes,  do  grupo  fragua. este quarteto  propõe um trabalho que combina o rock com elementos do funk, jazz, inserindo instrumentos e ritmos da tradição andina, além de temas que denunciam a exploração criminosa dos recursos naturais, como podemos assistir no vídeo da cancão “la mina”, que faz referência à pedreira que funciona no monte catequilla.

[/spoiler] [spoiler title=”ojos de la luna andina” open=”0″ style=”1″]

do cd personal (2007), da nuages. banda formada por músicos equatorianos e franceses, que  ao longo de sua carreira tem explorado o jazz conhecido como  manouche (ou jazz cigano).  neste disco, destaca-se  a influência da cultura cigana e judaica ,  da música francesa.confira o vídeo.

[/spoiler] [spoiler title=”homenaje al mundo andino” open=”0″ style=”1″]

canção que faz parte do cd tribal, de manongo mujica. este percussionista e artista plástico peruano utiliza o conceito de paisagem sonora, que nasce das observações das paisagens de seu país,  a fim de captar cores, texturas e o espirito da música contido na natureza. a canção “homenaje al mundo andino” reflete sua percepção da experiência vivida na cidade de puno, peru,  na festa da virgem da candelaria.

[/spoiler] [spoiler title=”xch’ulel balamil” open=”0″ style=”1″]

poema rockfónico do grupo sak tzevul. sak tzevul é um projeto criado pelo músico damián martinez, oriundo de zinacatán, ao sul do méxico. inicialmente, o projeto destacou a conexão da música tradicional de zinacatán com o rock. depois, agregou  o blues e o jazz, além da  música renascentista e barroca. sak tzevul conta em sua formação com jovens tzotziles e com duas violinistas japonesas.

[/spoiler] [spoiler title=”gwyra mi” open=”0″ style=”1″]

canção do álbum civilizacao & barbarye (2007), de ramiro musotto, percussionista argentino, radicado no brasil. musotto se destacou por construir pontes entre a música eletrônica, a percussão sul-americana e as tradições das culturas negras e indígenas. a canção “gwyra mi” traz o coro de crianças da nação guarani tenondé porã, que vivem no morro da saudade, em são paulo, além de trechos de uma declaração do subcomandante marcos, do exército zapatista de libertação nacional, méxico.

[/spoiler] [spoiler title=”katary (identidad)” open=”0″ style=”1″]

do grupo equatoriano los nin. esta canção reflete o propósito deste grupo formado por jovens nascidos na província de imbabura, no equador. eles combinam o rap com elementos das tradições indígenas equatorianas. cantam em quichua e em castelhano e utilizam instrumentos da tradição andina ao lado de elementos da música eletrônica. assista ao vídeo.

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