llacta laq’a mapu abya yala yvy tierra / terra…y gente

nesta edição, cantos tristes, indignados, cantos de luta, de esperança e uma carta da comunidade guarani-kaiowá de pyelito kue/mbarakay – ms.

programa guarani de 20 de outubro de 2012 – parte 02

yvýgui ñande’apo
yma raka’e tupã
yvy ñane pyrữha
aníkena ñaroyrõ,
há éku ñanemokõ
oso ñande pytu
ñanẽ kangue oñongatu
ha oikữmby ñande ro’o.
yvy ñanderechapa
jaikóvo ñambiriki
ñanẽ kangue atyrami
hi’ári jaroguata,
yvýnte oikuaapa
maymarõ ñande rape,
puka térã ku tasẽ.

leia aqui a versão completa – em guarani e em castelhano – do poema yvy (tierra) do poeta paraguaio benicio figueredo. e confira aqui e aquinotícias e a carta aberta que a comunidade guarani-kaiowá de pyelito kue/mbarakay fez circular nestas últimas semanas. e não curta… nem no face, nem em lugar algum.

visite também o portal índios on line e saiba mais sobre as iniciativas, projetos e lutas dos povos destas latitudes. e confira aqui o documentário à sombra de um delírio verde, dirigido poran baccaert, cristiano navarro, nicola paola munoz.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=fRuH3ydihHE” width=”600″ height=”400″]

confira as canções e os artistas desta edição

[spoiler title=”gwyra mi” open=”0″ style=”1″]

gwyra mi, do disco civilizacao & barbarye, do compositor, percussionista e produtor musical argentino ramiro musotto. na canção, intercalam-se um cântico da aldeia guarani tenondé-porã, do morro da saudade, em são paulo, na voz de crianças da tribo, levadas de capoeira ao som do berimbau, samba-reggae eletrônico e fragmentos de um discurso do subcomandante marcos, membro do exército zapatista de libertação nacional.

[/spoiler] [spoiler title=”eju orendive” open=”0″ style=”1″]

eju orendive, do grupo bro mc’s. formado por bruno, charles, clemerson e kelvin, este grupo é pioneiro no brasil em rap indígena. diretamente da reserva jaguapirú bororó, em dourados, mato grosso do sul, e cantando em guarani e em português, bro mc’s fazem um rap guarani para revolucionar, como afirmam nesta letra, clamando pela igualdade entre índios e brancos, pela paz, pelo amor, contra qualquer tipo de discriminação e de guerra. vídeo

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=oLbhGYfDmQg” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”vector al viento” open=”0″ style=”1″]

vector al viento, dos colombianos da FB7. nascido na cidade de medellín em 1993, num cenário de bastante violência, este grupo também trabalha a partir do universo do hip hop. escute outras canções ou baixe a discografia completa do grupo em seu site oficial.

[/spoiler] [spoiler title=”wenu mapu” open=”0″ style=”1″]

wenu mapu, de vicente durán, conhecido como subverso. este rapper chileno, que agora mora nos estados unidos, canta nesta canção a luta do povo mapuche e a repressão sofrida por parte do estado chileno. seu título, “wenu mapu” (wenu = em cima, mapu = terra), faz referência ao universo, ao cosmos, ao lugar onde, na cosmovisão mapuche, habitam os antepassados.

[/spoiler] [spoiler title=”américa latina” open=”0″ style=”1″]

américa latina, do boliviano ukamau y ke (abraham bojorquez). o músico encontrou suas primeiras influências musicais na cidade de são paulo, para onde migrou aos onze anos de idade para trabalhar com costura, como fazem milhares de bolivianos. com letras combativas e preocupado com questões bolivianas e latino-americanas, ukamau y ké utilizava instrumentos tradicionais e cantava rap em aymara e em espanhol.

[/spoiler] [spoiler title=”sapa arumaw” open=”0″ style=”1″]

sapa arumaw, ou cada noche, ou every night, ou chaque nuit. cantada em aymara, espanhol, inglês e francês, “sapa arumaw” é uma canção do grupo boliviano de hip hop nación rap. foi dedicada ao irmão de um dos integrantes do grupo e a todos os que partiram desta terra. vídeo

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=fsUN5E6-mNw” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”cuanto vales” open=”0″ style=”1″]

cuanto vales, de btu (broth de tendência urbana), destacado grupo de rap de huancayo, cidade localizada nos andes peruanos. este grupo faz um rap combativo, com duras críticas à realidade, como “cuanto vales”, que versa sobre a realidade das ruas. vídeo

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=3JAr-nsyOf0″ width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”¡huambrarap!” open=”0″ style=”1″]

¡huambrarap!, do cd zigzag, do trencito de los andes, um projeto dirigido por rafaelle clemente, que há alguns anos se dedica à pesquisa sobre as músicas tradicionais andinas. cantada em quéchua e em espanhol, com referências ao inglês, “huambrarap” é um rap que combina idiomas e culturas e, de maneira muito irônica, brinca com os estereótipos que se tem dos indígenas. letra

[/spoiler] [spoiler title=”identidad” open=”0″ style=”1″]

identidad, do grupo equatoriano los nin. cantando em quíchua e em castelhano, misturando instrumentos tradicionais andinos e contemporâneos, tem como base o conhecimento musical aprendido nas comunidades indígenas equatorianas unido aos estudos musicais desenvolvidos na universidad de san francisco, em quito, equador. assista ao vídeo de “identidad”.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=7yLXfruOQAs” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”pitaqmi kanki?” open=”0″ style=”1″]

pitaqmi kanki?, uma das canções do primeiro disco, qukman muskiy respiro diferente, lança em 2000, do grupo peruano uchpa. o grupo ganhou notoriedade por cantar suas músicas no idioma quéchua. na sua trajetória já haviam gravado 2ep’s, e a formação atual é composta por carlos kcht sevillano no baixo, marcos maizel na guitarra principal, cesar gonzales na guitarra y coros,hugo ortiz na bateria e fredy ortiz na voz principal. letra

[/spoiler] [spoiler title=”chiapas” open=”0″ style=”1″]

chiapas, composta e interpretada por pedro guerra a partir de um pronunciamento do subcomandante marcos, porta voz do exército zapatista de libertação nacional, que em chiapas, no sul do méxico vem há décadas inspirando movimentos que procuram evidenciar que sim, um outro mundo é possível. confira aqui e letra desta canção cuja melodia se inspira em “haiti”, de caetano veloso e gilberto gil.

[/spoiler] [spoiler title=”quetzal” open=”0″ style=”1″]

quetzal, do cd xch’ulel balamil-poema rockfónico, do grupo sak tzevul, criado em 1996, em zinacantán, no estado de chiapas, méxico, pelo músico damián martínez. sak tzevul tem se dedicado à mescla do rock com os ritmos tradicionais indígenas e a música clássica, como também tem composto temas nos idiomas tzotzil, tzeltal, tojolabal, espanhol e japonês.

[/spoiler] [spoiler title=”bolomchón” open=”0″ style=”1″]

bolomchón, de sak tzevul, também do cd xch’ulel balamil – poema rockfónico. “bolomchón” é um dos temas tradicionais e antigos das culturas indígenas do méxico, reinterpretado ao estilo do sak tzevul. além de difundir a cultura das populações indígenas, o grupo tem participado de ações que tratam da concretização dos direitos humanos e da igualdade social em países da américa latina. vídeo

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=xCsFM261FIA” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”luna y sol” open=”0″ style=”1″]

luna y sol, do cd clandestino, do franco-espanhol manu chao, um músico comprometido com movimentos sociais e cujas canções abordam com frequência as mais diferentes formas de violência. a canção “luna y sol” traz trechos de um comunicado do subcomandante marcos, um dos integrantes do movimento zapatista mexicano, que também reivindica o fim da marginalização dos indígenas no méxico.

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