madres de mayo: la lucha sigue!

mães de maio. de novo e toda vez que for necessário (e é sempre necessário). mães de maio. mães de maio de uma são paulo mas também de um país, de um continente que parece ter se habituado à truculência do estado, às violências todas. mas acontece que em meio a tantas balas, a tanto baculejo, a tanta desaparição forçada, estão estas guerreiras. que choram, que dóem o tempo todo na memória de um país tão desigual. mães que tiram sabe-se lá de onde a força pra seguir. e pra seguirem juntas. porque são muitas as mães que neste maio estarão longe do abraço possível de seus filhos porque estes já haviam sido condenados bem antes de nascerem… a elas, às mães guerreiras, a essas mães a quem célia reis dedica um poema que fala das “mães da alegria de ver o seu menino nascer” mas que em meio à perversidade e à indiferença de muitxs, não chegam jamais a florescer. confira aqui o poema de célia reis na íntegra e leia a matéria publicada por nossos parceiros da radio zapatista, do méxico. porque “nossos mortos têm voz”!

 

 

clique abaixo para ouvir o programa pelo computador:

clique para ouvir o programa

 

 

confira as canções e xs artistas desta edição:

mães de maio – samba de thiago, selito e everaldo para o cordão da mentira (2012)
“mães de maio” é uma canção composta para o 2º desfile do cordão da mentira, ocorrido em 2012 em são paulo, brasil. o cordão da mentira é um bloco carnavalesco formado por sambistas, grupos de teatro, coletivos culturais e artísticos, militantes e movimentos sociais que intervém fazendo crítica sobre a realidade social e política do país.

eu já perdi a esperança, juventude
eu já perdi minha luz, minha alegria
resta o altar com o sorriso do meu guia
meu menino tão suspeito pra vocês

ele é meu anjo e eu rezo todo dia
não é pra deus, nem pra santo, ave maria
é só pra ele trazer mais esperança
dos pequenos renascerem na bonança

eu já falei que não quero mais vingança
a guerra que eu quero é das almas dos meninos
o fogo que arda e incendeie o rico imundo
e ilumine com sua chama um novo mundo

que em algazarra os guris assassinados
possam voltar e cantar os chacinados
que nosso sangue escreva nova história
e ocupe o esquecimento com memória

 

 

los desaparecidos – sergent garcia
sergent gracía é uma banda franco cubana que ganhou destaque nos 90. liderada por bruno garcía, o repertório musical do grupo, conta, por exemplo, com reggae e o ska. a canção “los desaparecidos” foi composta por rubén blades, compositor e cantor.

que alguien me diga si ha visto a mi esposo,
preguntaba la doña
se llama ernesto x, tiene cuarenta años
trabaja de celador en un negocio de carros.
llevaba camisa oscura y pantalón claro.
salió anteanoche y no ha regresado;
y no sé ya qué pensar.
pues esto antes no me había pasado.
llevo tres días buscando a mi hermana,
se llama altagracia, igual que la abuela.
salió del trabajo pa’ la escuela.
tenía puestos unos jeans y una camisa blanca.
no ha sido el novio. el tipo está en su casa.
no saben de ella en la psn, ni en el hospital.
que alguien me diga si ha visto a mi hijo.
es estudiante de pre medicina.
se llama agustín.
es un buen muchacho.
a veces es terco cuando opina.
lo han detenido. no sé qué fuerza.
pantalón blanco, camisa a rayas.
pasó anteayer.
clara, clara, clara, clara quiñones se llama mi madre.
ella es, ella es un alma de dios, no se mete con nadie.
y se la han llevado de testigo,
por un asunto que es nada más conmigo.
y fui a entregarme, hoy por la tarde
y ahora di que no saben quién se la llevó del cuartel.
anoche escuché varias explosiones.
putun, patá, putun, peté.
tiros de escopeta y de revólver
carros acelerados, frenos, gritos.
eco de botas en la calle.
toques de puerta. quejas. por dioses. platos rotos.
estaban dando la telenovela.por eso nadie miró pa’ fuera.
¿adónde van los desaparecidos?
busca en el agua y en los matorrales.
¿y por qué es que se desaparecen?
porque no todos somos iguales.
¿y cuándo vuelve el desaparecido?
cada vez que los trae el pensamiento.
cómo se le habla al desaparecido?
con la emoción apretando por dentro.
desaparecidos – orishas cd emigrante
de origem cubana, orishas é uma banda de hip-hop que recebe este nome devido a crença dos membros do grupo nos orixás. fundada em paris no ano de 1999, orishas tem influências de diversos ritmos latinos, e em especial, de ritmos cubanos. emigrante, segundo álbum da banda e lançado em 2002, é marcado por uma forte crítica social.

su madre pregunta que paso, fue a ver a su novia pasadas las diez,
desperte al sentir disparos, mi hijo anoche no llego.
madre no preguntes que paso, lo se, testigos no habran, me olvidaran,
sigue la misma historia.
el dia a dia, sangre que corre, muertos por sida,
guerra mundial se clona.
diecisiete primaveras, hiba a la universidad,
no se buscaba nunca un problema, que a lguien diga donde esta.
me hacias falta y tu no estabas dios rezos fueron poco,
gritos locos, planes, suenos rotos, a plomo y sangre olian otros,
familia como nosotros.
salio a la esquina, quien lo vio, mi amigo desaparecio,
no dejo ni la sombra, el culpable sabe de que hablo yo.
anoche escuche varias explociones,
butum batam butum bete,
y eso es muy normal, bebe,
la conciencia de hoy en dia esta al reves,
la gente no sabe donde cono mete el pie,
y a demas para los criminales una cena de buen provecho
y aunque salgan por el techo con las palabras que he dicho,
del dicho al hecho hay un buen trecho, y prosigo.
en nombre de mi amigo muerto que ya saben como fueron,
lo detuvieron, arrestaron, secuestraron, las ropas le quitaron,
fusilaron, las pruebas quemaron,
lo mismo le ocurrio a mi vecino de diez anos,
que sus organos no encontraron oye, que fatiga,
los quemaron e torturaron
salio a la esquina, quien lo vio, mi amigo desaparecio,
no dejo ni la sombra, el culpable sabe de que hablo yo.
otro mas de los caidos, otra espina, otro dolor,
otra madre sin un hijo, arbol que fruto no dio.
diecisiete primaveras, iba a la universidad,
no se buscaba nunca un problema, que alguien diga donde esta.
a los presidentes asesinos, a los responsables de desaparecidos,
pa’ los que trafican con ninos, el culpable sabe de que hablo yo.
yo yo yo se que a mi canon de palabras
le faltaron canallas para derribar en esta batalla,
pero el destino se encargara de cortar sus garras hijos de… asesinos.
desaparecido. ya ves lo que he vivido,
sin rastro para ponerle flores en mi tumba a mi madre le han dejado,
quien pagado me mata no sabe que arrebata un alma. independencia
salio a la esquina, quien lo vio, mi amigo desaparecio,
no dejo ni la sombra, el culpable sabe de que hablo yo.

 

 

terroristas – subverso
subverso é o nome do projeto musical do rapper chileno vincente durán. vincente durán abrange em suas canções temas políticos e sociais numa mescla de rap, rock, ska e cumbia. o rap feito por ele destaca- se, sobretudo, por apoiar as lutas pelos direitos dos povos indígenas a e justiça social no continente latino-americano.

 

 

a carne – elza soares cd do cóccix até o pescoço
elza soares iniciou sua carreira nos anos 50 em um show de calouros. em 2016, o jornal “the new york times”, colocou a mulher do fim do mundo (2015), 34º álbum de estúdio da cantora, entre os melhores álbuns daquele ano. “a carne”, canção composta por marcelo yuka, seu jorge e wilson capellette, está presente no cd do cóccix até o pescoço (2002).

 

 

mães de maio – poema de célia reis (texto retirado da radio zapatista, em 28/04/17)

“do luto à luta”, pois “nossos mortos têm voz”.

em janeiro de 2006 me mudei com minha família para a capital do estado de são paulo, brasil. em maio desse mesmo ano, mais de 500 jovens das periferias foram assassinados em chacinas realizadas por grupos de extermínio, com suspeita de participação de agentes de segurança do estado da polícia militar. um verdadeiro massacre contra a sociedade civil, um crime de estado, na visão das mães de maio (formado por famílias de jovens chacinados) e de muitos.
falo dos crimes de maio, como são conhecidos, ligados aos atentados do primeiro comando da capital (pcc), uma facção criminosa que nasceu dentro dos presídios paulistas, em reação, dentre outras razões, ao chamado massacre do carandiru, quando foram mortos 111 presos pela policia militar do estado de são paulo, em 1992. o pcc atacou bases policiais, delegacias e outros agentes identificados como responsáveis pela segurança pública, resultando na morte de 59 pessoas, entre policiais, bombeiros, carcereiros e outros. isto causou pânico na cidade de são paulo, o que em seu ápice, entre boatos e notícias de ataques, fizeram com que quase todo o comércio, indústria, repartições públicas e escolas fechassem suas portas, decretando um toque de recolher informal, no dia 15 de maio. até minha escola dispensou todos, alunos, professores e funcionários. isso causou um caos na cidade, com pessoas tentando voltar pra casa, apavoradas, com medo de serem atingidas num desses possíveis ataques.
mas foram as famílias das periferias quem mais sofreram neste episódio, pois a ação de grupos de extermínio com fortes suspeitas de participação de policiais militares quando não da ação direta da própria pm, durante dez dias de retaliação, deu fim à vida de jovens, de forma indiscriminada, produzindo uma estatística macabra de 564 mortes.
daí surgiu o movimento mães de maio, cujas famílias tiveram seus filhos mortos nessa ação descabida. indignadas, acionaram a justiça, acusando o estado de responsabilidade por esse massacre. desde então, sob a insígnia “do luto à luta”, vem denunciando os crimes de maio e para que sejam apurados, os culpados julgados e condenados; e que as famílias sejam indenizadas. tornando-se referência na luta contra crimes de estado.
nessa caminhada, em 2008 também participaram do “tribunal popular, o estado brasileiro no banco dos réus”, realizado na faculdade de direito da usp, em são paulo, envolvendo várias entidades de movimentos sociais e direitos humanos. no recinto, onde acontecia o julgamento, a exposição de fotos dos jovens vítimas das chacinas de maio de 2006 impactava. faixas afirmavam que se tratava de crimes do estado contra a sociedade civil, periférica, negra, pobre. cada rosto representava famílias, comunidades, bairros, regiões. a representante do movimento mães de maio nesse tribunal denunciava e partilhava os detalhes cruéis, absurdos, do ocorrido, assim como a repercussão para as famílias, fazendo valer o grito: “nossos mortos têm voz”.
diante daqueles rostos, tão jovens, em sua maioria negra, e da fala das mães de maio sobre suas dores por essas perdas, a forma como perderam seus filhos me levou a construir um poema dedicado a elas. sobretudo me lembrei destes fatos e do próprio poema quando soube do desaparecimento dos 43 jovens estudantes mexicanos em iguala, méxico em 2015. também uma tragédia para suas famílias e a sociedade mexicana. seu grito: “vivos os levaram, vivos os queremos”, coaduna com o de muitas famílias na américa latina. e por isso declamo mães de maio:

em português:
mães de maio
mães da alegria de ver o seu menino nascer
da atenção e cuidado para o pequeno crescer
da dor e aflição por seu rebento emudecer
pela fúria de um sistema em cólera
que não perguntou quem foi, quem era
julgou e condenou sem razão
atropelou a emoção
tirou do rosto o sorriso
impôs lágrimas e gritos
por ver o filho morrer
sem tempo de florescer

 

em espanhol:
“del luto a la lucha”, pues “nuestros muertos tienen voz”

en enero de 2006 me mudé con mi familia a la capital del estado de são paulo, brasil. en mayo de ese año, más de 500 jóvenes de las periferias fueron asesinados en matanzas realizadas por grupos de exterminio, con sospechas de participación de agentes de seguridad pública del estado de la policía militar.una verdadera masacre contra la sociedad civil, un crimen de estado, según las madres de mayo (formado por familias de jóvenes asesinados) y de muchos otros.
hablo de los crímenes de mayo, como son conocidos, vinculados a los atentados del primer comando de la capital (pcc), una facción criminal que nació en los presidios de são paulo, como reacción, entre otras cosas, a la llamada masacre de carandiru, en la que fueron asesinados 111 presos por la policía militar del estado de são paulo en 1992. el pcc atacó bases policiales, delegaciones y otros agentes identificados como responsables por la seguridad pública, resultando en la muerte de 59 personas, entre policías, bomberos, carceleros y otros. eso causó pánico en la ciudad de são paulo, lo cual en su ápice, entre rumores y noticias de ataques, hizo que todo el comercio, la industria, las instituciones públicas y las escuelas cerraran sus puertas, decretando un toque de queda informal el 15 de mayo. hasta mi escuela despidió a todos los alumnos, profesores y funcionarios. eso provocó un caos en la ciudad, con personas tratando de regresar a casa aterrorizadas, con miedo de ser víctimas de un posible ataque.
pero fueron las familias de las periferias las que más sufrieron en ese episodio, pues la acción de grupos de exterminio con fuertes sospechas de participación de policías militares, cuando no la acción directa de la propia pm, durante diez días de retaliación, acabó con la vida de jóvenes de forma indiscriminada, produciendo una estadística macabra de 564 muertes.
de ahí surgió el movimiento madres de mayo, cuyas familias tuvieron a sus hijos muertos en esa acción impensable. indignadas, acudieron a la justicia, acusando al estado de responsabilidad por esa masacre. desde entonces, bajo el lema “del luto a la lucha”, han estado denunciando los crímenes de mayo, exigiendo que sean investigados, que los culpados sean juzgados y condenados y que las familias sean indemnizadas. el movimiento se volvió así una referencia en la lucha contra los crímenes de estado.
en ese andar, en 2008 participaron también en el tribunal popular “el estado brasileño en el banco de los acusados”, realizado en la facultad de derecho de la universidad de são paulo, con la participación de varias entidades de movimientos sociales y derechos humanos. en el local donde se llevó a cabo el tribunal, la exposición de fotos de los jóvenes víctimas de las matanzas de mayo de 2008 impactaba. pancartas afirmaban que se trataba de crímenes del estado contra la sociedad civil, periférica, negra y pobre. cada rostro representaba familias, comunidades, barrios, regiones. la representante del movimiento madres de mayo en ese tribunal denunciaba y compartía los detalles crueles, absurdos, de lo sucedido, así como la repercusión para las familias, tornando vivo el grito: “¡nuestros muertos tienen voz!”.
frente a esos rostros, tan jóvenes, en su mayoría negros, y las palabras de las madres de mayo sobre sus dolores por esas pérdidas, sobre cómo perdieron a sus hijos, decidí escribir un poema dedicado a ellas. sobre todo recordé esos hechos y el poema cuando supe de la desaparición de los 43 normalistas mexicanos en iguala, méxico, en 2015. también una tragedia para sus familias y para la sociedad mexicana. su grito: “¡vivos se los llevaron, vivos los queremos!” resuena con el de muchas familias en américa latina. por eso declamo madres de mayo:

madres de mayo

madres de la alegría de ver a su niño nacer
de atención y cuidados para que el pequeño pueda crecer
del dolor y aflicción de ver a su retoño enmudecer
por la furia de un sistema en cólera
que no preguntó quién fue, quién era
juzgó y condenó sin razón
atropelló la emoción
borró del rostro la sonrisa
impuso lágrimas y gritos
por ver al hijo fallecer
sin tiempo para florecer
chapa – emicida
emicida é um produtor musical e rapper brasileiro. em 2009, lançou seu primeiro álbum intitulado pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe. atualmente, emicida é um dos nomes de maior destaque no rap nacional, dedicando- se também nas lutas contra o racismo e as desigualdades sociais.

chapa, desde que cê sumiu
todo dia alguém pergunta de você
onde ele foi? mudou? morreu? casou?
tá preso, se internou, é memo? por quê?

chapa, ontem o sol nem surgiu, sua mãe chora
não da pra esquecer que a dor vem sem boi
sentiu, lutou, ei djow, ilesa nada
ela tá presa na de que ainda vai te ver

chapa, sua mina sorriu, mas era sonho
quando viu, acordou deprê
levou seu nome pro pastor
rezou, buscou em tudo, face, google, iml, dp
e nada

chapa, dá um salve lá no povo
te ver de novo faz eles reviver
os pivetin’ na rua diz assim
ei tio, e aquele zica lá que aqui ria com nóiz, cadê?

chapa pode pá, to feliz de te trombar
da hora, mas xô fala prucê
isso não se faz, se engana ao crê
que ninguém te ame e lá
todo mundo temendo o pior acontecer

chapa, então fica assim, jura pra mim que foi
e que agora tudo vai se resolver
já serve, e eu volto com o meu peito leve
até breve, eu quero ver sua família feliz no rolê

mal posso esperar o dia de ver você
voltando pra gente
sua voz avisar, o portão bater
acende de um riso contente
vai ser tão bom, tipo são joão
vai ser tão bom, que nem reveillon
vai ser tão bom, cosme e damião
vai ser tão bom, bom, bom, bom

chapa, então fica assim, jura pra mim que isso foi
e que agora tudo vai se resolver

(vô menti prucê não, mano
às vez eu acho de bobeira um retrato lá em casa
olho não aguenta não, enche de água)
la bala – calle 13
de porto rico, calle 13 é uma banda de rap. formada pelo escritor e vocalista rené pérez, por eduardo cabra, compositor e diretor musical e por ileana cabra joglar, a calle 13 destaca- se pelo comprometimento com os direitos humanos e por sua diversidade de influências musicais que vão do rock, rap, ska, merengue à bossa nova, por exemplo.

el martillo impacta la aguja
la explosión de la pólvora con fuerza empuja
movimiento de rotación y traslación
sale la bala arrojada fuera del cañón
con un objetivo directo
la bala pasea segura y firme durante su trayecto
hiriendo de muerte al viento, más rápida que el tiempo
defendiendo cualquier argumento
no le importa si su desitno es violento
va tranquila, la bala, no tiene sentimientos
como un secreto que no quieres escuchar
la bala va diciéndolo todo sin hablar
sin levantar sospecha, asegura su matanza
por eso tiene llena de plomo su panza
para llegar a su presa no necesita ojos
y más cuando el camino se lo traza un infrarojo
la bala nunca se da por vencida
si no mata hoy, por lo menos deja una herida
luego de su salida no habrá detenida
obedece a su patrón una sola vez en su vida
coro

hay poco dinero, pero hay muchas balas
hay poca comida, pero hay muchas balas
hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
cuidao’ que ahí viene una (pla! pla! pla! pla!)

hay poco dinero, pero hay muchas balas
hay poca comida, pero hay muchas balas
hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
cuidao’ que ahí viene una (pla! pla! pla! pla!)

se escucha un disparo, agarra confianza
el sonido la persigue, pero no la alcanza
la bala sacas sus colmillos de acero
y sin pedir permiso, entra por el cuero
muerde los tejidos con rabia y arranca,
el pecho a las arterias para causar hemorragia
vuela la sangre batida de fresa
salsa boloñesa, syrup de frambuesa
una cascada de arte contemporaneo
color rojo vivo, sale por el cráneo

hay poco dinero, pero hay muchas balas
hay poca comida, pero hay muchas balas
hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
cuidao’ que ahí viene una (pla! pla! pla! pla!)

hay poco dinero, pero hay muchas balas
hay poca comida, pero hay muchas balas
hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
cuidao’ que ahí viene una (pla! pla! pla! pla!)

serñia inaccesible el que alguien te mate
si cada bala costara lo que cuesta un yate
tendrías que ahorrar todo tu salario
para ser un mercenarío, habría que ser millonario
perto no es así, se mata por montones
las blas son igual de baratas que los condones
hay poca educación, hay muchos cartuchos
cuando se lee poco, se dipara mucho
hay quienes asesinan y no dan la cara
el rico da la orden yel pobre la dispara
no se necesitan balas para probar un punto
es lógico, no se puede hablar con un difunto
el diálogo destruye cualquier situación macabra
antes de usar balas, diparo con palabras
pla! pla! pla! pla!

hay poco dinero, pero hay muchas balas
hay poca comida, pero hay muchas balas
hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
cuidao’ que ahí viene una (pla! pla! pla! pla!)

hay poco dinero, pero hay muchas balas
hay poca comida, pero hay muchas balas
hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
cuidao’ que ahí viene una (pla! pla! pla! pla!)
despierta – rebeca lane cd poesia venenosa
atriz, poeta, socióloga, ativista e rapper, a guatemalteca rebeca lane lançou em 2015, numa parceria com o produtor juliano huertas, seu primeiro álbum intitulado poesia venenosa. rebeca faz parte dos coletivos “somos guerreras” e “somos mujeres, somos hip hop”, que atuam em rede e desenvolvem ações de formação e criação artística com intervenção política e feminista.
basta – p.l.a.n.t.a cd rebel sounds
a canção “basta” gravada por p.l.a.n.t.a está presente no cd rebel sounds, de 2011. este disco é resultado de um projeto que buscou difundir, explorar e multiplicar a variedade de ritmos ao redor do mundo.
los dados de la muerte – desorden público cd los contrarios
com mais de 30 anos de estrada, a banda venezuelana desorden público é considerada uma das percussoras do ska no seu país. a banda tem mais de 15 álbuns gravados e marcados por letras de canções com forte teor de crítica social e política.

caminemos juntos – panteón rococó cd panteón rococó
a banda panteón rococó formou- se no méxico no ano de 1995. com sete discos lançados, a banda possui desde 2010 um selo de gravação denominado “el crocodilo solitario”, nome da obra de hugo arguelles que também inspirou o nome da banda. panteón rococó mescla o rock com ritmos latino- americanos e participa de diversos festivais em países da europa e da américa latina.
verte regresar – belafonte sensacional & paulina lasa cd de vuelta a casa
de vuelta a casa é um cd lançado em 2015 em apoio aos familiares estudantes mexicanos desaparecidos em setembro de 2014 em ayotznapa. proposto pelas produtoras rip.mx e pedro y el lobo, a iniciativa chegou a receber mais de 160 canções de diversos artistas da américa latina e de países como a espanha e estados unidos. esta produção ainda conta com a participação de familiares de alguns sobreviventes do massacre.


compartilhe!

  • Facebook
  • Twitter
  • Google Plus
  • RSS
  • PDF
  • Email