mães de maio

uma delas conta: “eu tô me chapando de remédio… ele (meu marido), não. ele foi pra bebida…”; a outra: “porque nossos filhos são o lixo da sociedade que eles varrem pra debaixo do tapete…” pedimos licença às mães queridas que nos acompanham… mas o destaque desta edição são as mães de maio, são as mães de davi fiuza, de eduardo de jesus ferreira, dos jovens estudantes de ayotnizapa e de tantos outros jovens que – nas mais diversas latitudes – não estarão por perto neste dia em que os restaurantes, os shoppings, as lojas todas oferecem suas sedutoras  promoções… confira aqui o documentário mães – efeitos psicológicos da violência policial nas famílias de vítimas. e depois converse com alguém que insiste em defender a redução da maioridade penal… aproveite e compartilhe também textos nos quais eliane brum sugere uma “ampliação da maioridade moral”. e mais este.

[spoiler title=”the mother of god” open=”0″ style=”1″]

composta por bono vox e está incluída no cd 20 años – ¡ni un paso atras! (1997). este projeto  foi  produzido em comemoração  ao aniversário  dos  20 anos  de luta das mães da praça de maio.

[quote style=”1″]

Medianoche, nuestros hijos e hijas
Fueron arrancados y tirados lejos de nosotros
Escuchen sus latidos
Nosotros escuchamos sus latidos
En el viento
nosotros escuchamos sus risas
En la lluvia
nosotros vemos sus lágrimas
Escuchen sus latidos
Nosotros escuchamos sus latidos
Noche pasada como prisionero
Tirados sobre el negro y el azul
Escuchen sus latidos
Nosotros escuchamos sus latidos
En los árboles
Nuestros hijos juegan desnudos
A través de las paredes
Nuestras hijas gritan
Vean sus lágrimas en la tormenta
[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”los desaparecidos” open=”0″ style=”1″]

canção composta por rubén blades, aqui ganha a interpretação do músico francês, de ascendência cubana, sergent garcia.

[/spoiler] [spoiler title=”desaparecidos” open=”0″ style=”1″]

canção do grupo cubano orishas e faz parte do cd emigrante.

[/spoiler] [spoiler title=”negro drama” open=”0″ style=”1″]

canção interpretada e composta por edy rock e mano brown do grupo de rap racionais mc’s. ela faz parte do cd nada como um dia após o outro dia (2002).


[quote style=”1″]

Entre o sucesso e a lama
Dinheiro, problemas
Inveja, luxo, fama
Negro drama
Cabelo crespo
E a pele escura
A ferida, a chaga
À procura da cura
Negro drama
Tenta ver
E não vê nada
A não ser uma estrela
Longe, meio ofuscada
Sente o drama
O preço, a cobrança
No amor, no ódio
A insana vingança
Negro drama
Eu sei quem trama
E quem tá comigo
O trauma que eu carrego
Pra não ser mais um preto fodido
O drama da cadeia e favela
Túmulo, sangue
Sirene, choros e vela
Passageiro do Brasil
São Paulo
Agonia que sobrevivem
Em meia às honras e covardias
Periferias, vielas e cortiços
Você deve tá pensando
O que você tem a ver com isso
Desde o início
Por ouro e prata
Olha quem morre
Então veja você quem mata
Recebe o mérito, a farda
Que pratica o mal
Me ver
Pobre, preso ou morto
Já é cultural
Histórias, registros
Escritos
Não é conto
Nem fábula
Lenda ou mito
Não foi sempre dito
Que preto não tem vez
Então olha o castelo e não
Foi você quem fez cuzão
Eu sou irmão
Dos meus trutas de batalha
Eu era a carne
Agora sou a própria navalha
Tin, tin
Um brinde pra mim
Sou exemplo de vitórias
Trajetos e glórias
O dinheiro tira um homem da miséria
Mas não pode arrancar
De dentro dele
A favela
São poucos
Que entram em campo pra vencer
A alma guarda
O que a mente tenta esquecer
Olho pra trás
Vejo a estrada que eu trilhei
Mó cota
Quem teve lado a lado
E quem só fico na bota
Entre as frases
Fases e várias etapas
Do quem é quem
Dos mano e das mina fraca
Negro drama de estilo
Pra ser
E se for
Tem que ser
Se temer é milho
Entre o gatilho e a tempestade
Sempre a provar
Que sou homem e não covarde
Que Deus me guarde
Pois eu sei
Que ele não é neutro
Vigia os rico
Mas ama os que vem do gueto
Eu visto preto
Por dentro e por fora
Guerreiro
Poeta entre o tempo e a memória
Hora
Nessa história
Vejo o dólar
E vários quilates
Falo pro mano
Que não morra, e também não mate
O tic-tac
Não espera veja o ponteiro
Essa estrada é venenosa
E cheia de morteiro
Pesadelo
Hum
É um elogio
Pra quem vive na guerra
A paz nunca existiu
Num clima quente
A minha gente sua frio
Vi um pretinho
Seu caderno era um fuzil
Um fuzil
Negro drama
Crime, futebol, música, caraio
Eu também não consegui fugir disso aí
Eu só mais um
Forrest Gump é mato
Eu prefiro conta uma história real
Vô conta a minha
Daria um filme
Uma negra
E uma criança nos braços
Solitária na floresta
De concreto e aço
Veja
Olha outra vez
O rosto na multidão
A multidão é um monstro
Sem rosto e coração
Ei,
São Paulo
Terra de arranha-céu
A garoa rasga a carne
É a torre de babel
Família brasileira
Dois contra o mundo
Mãe solteira
De um promissor
Vagabundo
Luz
Câmera e ação
Gravando a cena vai
Um bastardo
Mais um filho pardo
Sem pai
Ei,
Senhor de engenho
Eu sei
Bem quem você é
Sozinho, cê num guenta
Sozinho
Cê num entra a pé
Cê disse que era bom
E as favela ouviu, lá
Também tem
Whisky, Red Bull
Tênis Nike e fuzil
Admito
Seus carro é bonito
É
Eu não sei fazê
Internet, videocassete
Os carro loco
Atrasado
Eu tô um pouco sim

Eu acho
Só que tem que
Seu jogo é sujo
E eu não me encaixo
Eu sô problema de montão
De carnaval a carnaval
Eu vim da selva
Sou leão
Sou demais pro seu quintal
Problema com escola
Eu tenho mil
Mil fita
Inacreditável, mas seu filho me imita
No meio de vocês
Ele é o mais esperto
Ginga e fala gíria
Gíria não, dialeto
Esse não é mais seu
Ó,
Subiu
Entrei pelo seu rádio
Tomei
Cê nem viu
Nós é isso ou aquilo
O quê?
Cê não dizia?
Seu filho quer ser preto
Rááá….
Que ironia
Cola o pôster do 2Pac aí
Que tal?
Que cê diz?
Sente o negro drama
Vai
Tenta ser feliz
Ei bacana
Quem te fez tão bom assim?
O que cê deu,
O que cê faz,
O que cê fez por mim?
Eu recebi seu tic
Quer dizer kit
De esgoto a céu aberto
E parede madeirite
De vergonha eu não morri
To firmão
Eis-me aqui
Você, não
Cê não passa
Quando o mar vermelho abrir
Eu sou o mano
Homem duro
Do gueto, Brown
Obá
Aquele louco
Que não pode errar
Aquele que você odeia
Amar nesse instante
Pele parda
Ouço funk
E de onde vem
Os diamantes
Da lama
Valeu mãe
Negro drama
Drama, drama, drama…
Aê, na época dos barracos de pau lá na Pedreira, onde vocês tavam?
O que vocês deram por mim?
O que vocês fizeram por mim?
Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho
Agora tá de olho no carro que eu dirijo
Demorou, eu quero é mais
Eu quero até sua alma
Aí, o rap fez eu ser o que sou
Ice Blue, Edy Rock e Kl Jay e toda a família
E toda geração que faz o rap
A geração que revolucionou
A geração que vai revolucionar
Anos 90, século 21
É desse jeito
Aê, você sai do gueto, mas o gueto nunca sai de você, morou irmão?
Você tá dirigindo um carro
O mundo todo tá de olho em você, morou?
Sabe por quê?
Pela sua origem, morou irmão?
É desse jeito que você vive
É o negro drama
Eu não li, eu não assisti
Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama
Eu sou o fruto do negro drama
Aí dona Ana, sem palavras, a senhora é uma rainha, rainha
Mas aê, se tiver que voltar pra favela
Eu vou voltar de cabeça erguida
Porque assim é que é
Renascendo das cinzas
Firme e forte, guerreiro de fé
Vagabundo nato!

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”niños” open=”0″ style=”1″]

esta canção integra o cd ofrenda (2002), lançado pelo cantor e compositor espanhol pedro guerra. aqui ele compatilha a interpretação com a cantora mexicana julieta venegas.

[quote style=”1″]

A 30 pisos de altura frente a la playa de copacabana
La calle huele a humedad a fruta sexo bronceador cachaza
A 30 pisos de altura veo la vida que me mira y pasa
Bebiendo agua de coco frente a la playa de copacabana
Cuando den las diez no volveran a casa
Se quedaran ahi no volveran a casa
Cuando den las diez los niños de la playa
Se quedaran ahi no volveran a casa
Coro:
Como los coches luz de farola
Como los gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo
Desde la asfixia y la altura veo el temor de la ciudad dormida
Nada se intuye en el aire de la violencia en la que todo gira
Colombia avanza y el mundo no sabe nada y si lo sabe olvida
Y todo sigue girando morir al dia es parte de la vida
Niño del dolor que cuelga de los coches
Y aspira oscuridad crecida de la noche
Niño del dolor sin nada a que agarrarse
Perdido en la ciudad ya es parte del paisaje
Coro:
Como los coches luz de farola,
Como gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo
A muchas horas de casa miro la luz de la ciudad torcida
La inmensidad del df. la multitud que en el smog respira
A muchas horas de casaotra mirada nos observa y mira
Y la serpiente emplumada quedó atrapada y ahora es luz cautiva
Niño del dolor haciendo piruetas
A cambio de tener migajas o monedas
Niño del dolor que juega a hacerse grande
Ausente del amor ya es parte de la calle
(coro)

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”a carne” open=”0″ style=”1″]

composta por seu jorge, marcelo yuca e wilson capellette, “a carne” tornou-se conhecida na voz da cantora Elza Soares e integra o cd cóccix até o pescoço (2002).

[quote style=”1″]

A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
Que vai de graça pro presídio
E para debaixo do plástico
Que vai de graça pro subemprego
E pros hospitais psiquiátricos
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
Que fez e faz história
Segurando esse país no braço
O cabra aqui não se sente revoltado
Porque o revólver já está engatilhado
E o vingador é lento
Mas muito bem intencionado
E esse país
Vai deixando todo mundo preto
E o cabelo esticado
Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra
A carne mais barata do mercado é a carne negra

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”latino fuma droga” open=”0″ style=”1″]

dos músicos do manifesto urbano. “latino fuma droga” integra o  cd amanecer (2014).

[quote style=”1″]

latino-fuma-droga:
No protesta por fumar.
Y la pesca le celebra
Que no quiera trabajar.

Ustedes no tuestan?
Leon es la vegas.

Yandi:

La cosa no esta bien, miseria, hambre, lodo.
Pero donde esta la causa?
Es en la falta de amor.
Y el amor nos sobra, cuando estamos presente,
Cuando dejamos de oír las voces de los poderosos,
Que hablan de miedo.
Las voces frías,
Las voces sucias que no hablan de Dios.
No ese hombre crucificado que era mas que un hombre,
Porque era igual que todos nosotros.
Que al igual que el ché,
Quizás con menos dolores,
Quiso salvar una Era.
La vida viene y cruza, nos ensucian la vida,
Con todo tipo de adicciones, al sexo
Adicción a la locura,
Adicción al hambre
De siempre querer más y más,
Seguimos viviendo no televisados,
Invadidos de reality sin sentido,
Inspirando cirugías plásticas y masacres escolares (pa pa pa).
Las libertades se nos niegan en los aeropuertos.
Nuestra integridad es abolidas por la brutalidad policial,
Con la razón no se conquista la justicia en estos días.
La televisoras vomitan sangre al medio día,
Se divierten con sus publicidades
Se divierten con mantenernos adormecidos.

Tito:

Oe chavalo ideay jueputa, levantate, te miras todo chiva ahí…
Ideay yo no podia hacer nada, me baje del bus, y me comenzaron a catear los majes,
Y encontraron la onda….

Yandi:

Hay S.I.D.A que no se atiende,
Hay hambre que no se sana,
Heridas que se alimentan del desinterés común.
Las corporaciones están pariendo veneno,
Los mandatarios se olvidaron que sus actos
Son meramente decorativos.
Sus pompas y sus cenas,
Son insulto a nuestra tristeza
Una burla a nuestro dolor,
Somos llama y agua.
Pero nada es eterno,
Ni en la tierra,
Ni en el cielo men…
Porque todo fluye y cambia como un río de sonido men…
Denso celeste men…
Con voz de luz…

Tito:

Ahi va la luz,
Hoy,
Mañana,
Y siempre…

Cielo y tierra,
Infierno unido,
Clase loquera.
Pero ahí vamos a estar todos algún día…
Manifiesto Urbano.

Ana:

Latina que despierta
Con arena entre sus pies.
America descalza,
Pies descalzos de mujer.

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”informe estadístico de fin de siglo ” open=”0″ style=”1″]

esta canção  integra o cd tributos, guancascos y otras luchas da banda hondurenha café guancasco.

[/spoiler] [spoiler title=”andan yugando” open=”0″ style=”1″]

da banda argentina bersuit vergarabat e faz parte do cd testosterona (2005).

[/spoiler] [spoiler title=”crack” open=”0″ style=”1″]

da banda venezuelana desorden público. “crack” integra o cd estrellas del caos.

[/spoiler] [spoiler title=”menino da rua” open=”0″ style=”1″]

esta canção integra o cd mirando el mundo al revés do grupo che sudaca.

[quote style=”1″]

Menino da rua sou
Ninguem se lembra de mim
O ministerio do interior
Ja esqueceu do mim
Fico com saudade
Da minha mae
Fico com saudade
Do meu futebol
Fico com saudade
Do meu carnaval
Menino da rua sou
Vai que vai
Minha vida vai que vai
Voce no pode falar
Menino da rua sou
Jogar capoeira do angola
No e bricadera menino vem ver
A cabeça no chao va saiendo de a um
A completar o role
Meu mestre me falo volta o corpo menino
Deja balançar
Menino da rua sou

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”la patria madrina ” open=”0″ style=”1″]

esta canção faz parte do novo cd da cantora mexicana lila downs – balas y chocolate. downs compartilha os vocais com o cantor juanes.

[/spoiler]

 


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