manifesto contra o golpe, por ivan maia

manifesto político contra o golpe
nós, brasileiros, estamos ameaçados de perder direitos trabalhistas conquistados na era vargas entre outros retrocessos nas políticas públicas através dos atos ilegítimos e inconstitucionais do vice-presidente ficha-suja que governa desmantelando as politicas sociais, sobretudo educação, saúde, cultura e meio-ambiente. o golpe na nossa frágil democracia representativa é multifacetado e é promovido por uma complexa articulação parlamentar-jurídica-midiática-policial sustentado economicamente pela classe empresarial e ideologicamente pelo fundamentalismo religioso. tais forças políticas elitistas e conservadoras estão interessadas em ganhar mais no momento de crise em que a nação está perdendo. querem mais dinheiro e mais poder para exercer sua dominação sem hesitarem em adotar métodos fascistas de controle e manipulação de massas, como ocorre com o desmantelamento da petrobrás e a venda do pré-Sal, a proposta de privatização da educação pública, o desfinanciamento (desvinculação de receitas) do sus e das universidades federais, a flexibilização das leis ambientais, o aumento do tempo de trabalho para aposentadoria, etc.

isso não pode continuar acontecendo diante da passividade de muitos! precisamos ocupar as ruas com nosso inconformismo, indignação e revolta. se avançamos na última década em muitas conquistas sociais, continuaremos lutando para manter as conquistas, defender a nossa jovem democracia e as reservas naturais, sobretudo de petróleo, grande fonte de recursos para as politicas sociais. ainda que o foco deva ser no uso de energias renováveis, o petróleo ainda é a grande fonte de recursos do programa desenvolvimentista de distribuição de renda, que precisa ser reorientado para a sustentabilidade.

as diversas lutas micropolíticas precisam se articular e superar todo tipo de sectarismo através da integração numa frente ampla de luta contra o golpe que está instalando no país um estado de exceção já repudiado internacionalmente por governos, parlamentares de vários países, orgãos da onu e oea. nacionalmente, individualmente ou através de entidades de juristas, cientistas, artistas, estudantes, sindicatos e centrais sindicais têm se manifestado publicamente. apesar de nada disso aparecer na imprensa que, como dizia milton santos, insiste em “criar uma fábula que mascara uma globalização perversa”.

então vamos nos mobilizar para ocupar as ruas, os espaços públicos, num grande movimento de contra-golpe popular politizador e expressivo de nossa indignação!

abaixo assinado:

ivan maia de mello – professor do ihac milton santos – ufba


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