mujer, fuerza, camino y vida

“não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
o mar da história é agitado. as ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas.” isto nos envia um maiakovski que emerge em meio a este gelo que hoje rodeia nosso coração tropical… mas, como você vai ouvir nesta edição, seguimos com ela, com elas: con mujer, fuerza, camino y vida.
sim, vivemos por enquanto este “tiempo de brumas. tiempo de infamias. tiempo de vergüenza. tiempo de canallas” – como diz eric nepomuceno em texto que você lê aqui. por enquanto. afinal, en este juego en que andamos estas almas rebeldes que somos, amanhã vai ser maior.

 
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poema “el juego en que andamos” – juan gelman na voz de andrea murillo

si me dieran a elegir, yo elegiría
esta salud de saber que estamos muy enfermos,
esta dicha de andar tan infelices.
si me dieran a elegir, yo elegiría
esta inocencia de no ser un inocente,
esta pureza en que ando por impuro.
si me dieran a elegir, yo elegiría
este amor con que odio,
esta esperanza que come panes desesperados.
aquí pasa, señores,
que me juego la muerte.

coração do mar / a mulher do fim do mundo – Elza Soares

coração do mar
é terra que ninguém conhece
permanece ao largo
e contém o próprio mundo
como hospedeiro
tem por nome “Se eu tivesse um amor”
tem por nome “Se eu tivesse um amor”
tem por nome “Se eu tivesse um amor”
tem por nome “Se eu tivesse um amor”

tem por bandeira um pedaço de sangue
onde flui a correnteza do canal do mangue
tem por sentinelas equipagens, estrelas, taifeiros madrugadas e escolas de samba

é um navio humano quente, negreiro do mangue
é um navio humano quente, guerreiro do mangue

/

meu choro não é nada além de carnaval
é lágrima de samba na ponta dos pés
a multidão avança como vendaval
me joga na avenida que não sei qualé

pirata e super homem cantam o calor
um peixe amarelo beija minha mão
as asas de um anjo soltas pelo chão
na chuva de confetes deixo a minha dor

na avenida deixei lá
a pele preta e a minha voz
na avenida deixei lá
a minha fala, minha opinião
a minha casa, minha solidão
joguei do alto do terceiro andar
quebrei a cara e me livrei
do resto dessa vida,
na avenida, dura até o fim
mulher do fim do mundo
eu sou e vou até o fim cantar

eu quero cantar até o fim
me deixem cantar até o fim
até o fim eu vou cantar
eu vou cantar até o fim
eu sou mulher do fim do mundo
eu vou cantar, me deixem cantar até o fim

até o fim eu vou cantar, eu quero cantar
eu quero é cantar eu vou cantar até o fim
eu vou cantar me deixem cantar até o fim

mujer, fuerza, camino y vida (sikureada) – sagrada Coca, sibah & nina Uma & marisol díaz cd aylli – canto de mujeres

voz de mujer– naik madera

necesitamos – las positivas cd las positivas

somos sur – ana tijoux & shadia mansour

tu nos dices que debemos sentarnos,
pero las ideas solo pueden levantarnos
caminar, recorrer, no rendirse ni retroceder,
ver, aprender como esponja absorbe
nadie sobra, todos faltan, todos suman
todos para todos, todo para nosotros.

soñamos en grande que se caiga el imperio,
lo gritamos alto, no queda mas remedio
esto no es utopía, es alegre rebeldía
del baile de los que sobran, de la danza tuya y mía,
levantarnos para decir “ya basta”
ni áfrica, ni américa latina se subasta,
con barro, con casco, con lápiz, zapatear el fiasco
provocar un social terremoto en este charco.
todos los callados (todos),
todos los omitidos (todos),
todos los invisibles (todos),
todos, to to todos,
todos, to to todos
nigeria, bolivia, chile, angola, puerto rico y tunisia, argelia,
venezuela, guatemala, nicaragua, mozambique, costa rica,
camerún, congo, cuba, somalía, méxico, república dominicana,
tanzania, fuera yanquis de américa latina,
franceses, ingleses y holandeses, yo te quiero libre palestina.

(parte rapeada por shadia mansour)

todos los callados (todos),
todos los omitidos (todos),
todos los invisibles (todos),
todos, to to, todos,
Todos, to to, todos.

saqueo, pisoteo, colonización, matias catrileo, gualmapu
mil veces venceremos, del cielo al suelo, y del suelo al cielo
vamos, sa, sa, sa, sa, sa, sa, sa, saltando.
caballito blanco, vuelve pa’ tu pueblo, no te tenemos miedo
tenemos vida y fuego, fuego nuestras manos, fuego nuestros ojos,
tenemos tanta vida, y hasta fuerza color rojo.
la niña maría no quiere tu castigo, se va a liberar con el suelo palestino,
somos africanos, latinoamericanos, somos este sur y juntamos nuestras manos.

todos los callados (todos),
todos los omitidos (todos),
todos los invisibles (todos),
todos, to to, todos,
todos, to to, todos

eu vou ficar aqui – elza soares cd do cóccix até o pescoço

eu vou ficar aqui
até acabar a festa
se ela ainda não chegou
esperar por ela é o que me resta
nenhuma pessoa mais me interessa

eu não vou sair daqui

podem insistir
mesmo que amanheça o dia
não tenho para onde ir
e nem que tivesse eu me moveria
daqui do meio da pista vazia

por isto toquem a música bem alto
toquem e me façam dançar
façam meu corpo dançar
por isto toquem a música bem alto
façam o tempo passar
façam o tempo parar

parar passar parar passar
parar passar parar passar

e então, que quereis? / corsário – joão bosco

fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
e logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades
não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
o mar da história
é agitado.
as ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las.
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas

/

meu coração tropical está coberto de neve, mas
ferve em seu cofre gelado
e à voz vibra e a mão escreve mar
bendita lâmina grave que fere a parede e traz
as febres loucas e breves
que mancham o silêncio e o cais
roserais, nova granada de espanha
por você, eu, teu corsário preso
vou partir a geleira azul da solidão
e buscar a mão do mar
me arrastar até o mar, procurar o mar
mesmo que eu mande em garrafas
mensagens por todo o mar
meu coração tropical partirá esse gelo e irá
com as garrafas de náufragos
e as rosas partindo o ar
nova Granada de Espanha
e as rosas partindo o ar
iela, iela, iela, iela la la la

pra não dizer que não falei das flores – charlie brown jr

caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais braços dados ou não
nas escolas nas ruas, campos, construções
caminhando e cantado e seguindo a canção

então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer
então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer

pelos campos a fome em grandes plantações
pelas ruas marchando indecisos cordões
ainda fazem da flor seu mais forte refrão
e acreditam nas flores vencendo o canhão

então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer
então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer

há soldados armados, amados ou não
quase todos perdidos de armas na mão
nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
de morrer pela pátria e viver sem razão

então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer
então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer

nas escolas, nas ruas, campos, construções
somos todos soldados, armados ou não
caminhando e cantando e seguindo a canção
somos todos iguais, braços dados ou não

os amores na mente, as flores no chão
a certeza na frente, a história na mão
caminhando e cantando e seguindo a canção
aprendendo e ensinando uma nova lição

então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer
então, vem vamos embora que esperar não é saber
quem sabe faz a hora e não espera acontecer

no suena mal– frontline guerrilla sonora cd frijoles y circo

el aguante – calle 13

nacimos para aguantar lo que el cuerpo sostiene
aguantamos lo que vino y aguantamos lo que viene.
aguantamos aunque tengamos los segundos contados,
nuestro cuerpo aguanta hasta quince minutos ahorcado.
aguantamos latigazos, que nos corten los dos brazos,
fracturas en cualquier hueso, tres semanas con un yeso.

aguantamos todo el tiempo las ganas de ir al baño
pa’ ver el Cometa Halley hay que aguantar setenta años.
aguantamos la escuela, la facultad, el instituto;
a la hora de cenar, nos aguantamos los eructos.
el pueblo de Burundi sigue aguantando la hambruna,
aguantamos tres días para llegar a la Luna

aguantamos el frío del ártico, el calor del trópico
aguantamos con anticuerpos los virus microscópicos
aguantamos las tormentas, los huracanes, el mal clima
aguantamos nagasaky, aguantamos hiroshima…
aunque no queramos, aguantamos nuevas leyes
aguantamos hoy por hoy que todavía existan reyes
castigamos al humilde y aguantamos al cruel
aguantamos ser esclavos por nuestro color de piel
aguantamos el capitalismo, el comunismo, el socialismo, el feudalismo
aguantamos hasta el pendejismo
aguantamos al culpable cuando se hace el inocente
aguantamos cada año a nuestro pu* presidente

por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
a brindar por el aguante!

por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso y a brindar por el aguante!
¡A brindar por el aguante!

aguantamos cualquier tipo de dolor aunque nos duela
aguantamos pinochet, aguantamos a videla,
a franco, mao, ríos montt, mugabe,
hitler, idi amin, stalin, bush, truman, ariel sharón y hussein
aguantamos más de veinte campos de concentración
cuando nadas bajo el agua, aguantas la respiración;
pa’ construir una pared, aguantamos los ladrillos
el que no fuma se aguanta el olor a cigarrillo.
aguantamos que Monsanto infecte nuestra comida
aguantamos el agente naranja y los pesticidas

cuando navegamos aguantamos el mareo
aguantamos el salario mínimo y el desempleo
aguantamos las malvinas y la invasión británica en la ciudad de pompeya
aguantamos lava volcánica y dentro de la lógica
de nuestra humanidad, nos creemos la mentira de que nadie aguanta la verdad

por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso y a brindar por el aguante!
¡a brindar por el aguante!

aguantamos al ateo, al mormón, al cristiano
al budista, al judío,
aguantamos al pagano, al
aguantamos el que vende balas y el que la dispara
aguantamos la muerte de lennon, la de víctor jara
aguantamos muchas guerras, la de vietnam, la guerra fría
la guerra de los cien años, la guerra de los seis días

¡que aguanten la revancha, venimos al desquite
hoy nuestro hígado aguanta lo que la barra invite!

por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
a brindar por el aguante!

por lo que fue y por lo que pudo ser
por lo que hay, por lo que puede faltar
por lo que venga y por este instante
levanta el vaso y a brindar por el aguante!
¡a brindar por el aguante!

almas rebeldes – che sudaka cd mirando el mundo al revés

almas rebeldes levántense
griten mas fuerte despiértense!!!!

agarro el micrófono hablando lo que se
toda realidad que parece que usted no ve
lo que tengo es lo que ves
pero no hay pero no hay
mas nada que ver
are you ready???
are you ready???
con la cumbia reggae!!!!

almas rebeldes levántense
griten mas fuerte comuníquense!!!!

digo lo que veo
no tengo que pensar
para que entiendas bien
lo que pasa en la ciudad
si vas a la calle y no podes tocar
viene la policia tu guitarra a secuestrar
cual es tu problema
digo digo la verdad
digo digo lo que quiero
no me vas a hacer callar
digo digo no hay conciencia
solo saben disparar
digo digo una masacre
no vas a justificar

almas rebeldes levantanse
griten mas fuerte comuníquense!!!!

amanhã vai ser maior – la digna rabia cd el increíble baile calavera


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