negras en marcha

pra parar. pra por um basta em opressões de todo tipo. pra seguir. com força, leveza e alegria combativa. pra pirar cabecinhas confortavelmente formatadas; pra liberar: cabeleiras, peles, cabeças, alegrias. pra fazer circular versões outras das histórias todas. nesta edição, trilha sonora que celebra o empoderamento crespo, o enegrecimento, o estar pretamente prontas pras tantas lutas destes tempos. confira aqui a conversa que tivemos com samira soares, que é a dona da voz que você ouve também nesta edição. e transite pelas pretas latitudes desta américa de cá.


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confira as canções e xs artistas desta edição

flor de verano – catalina quintero cd marimba magia

“flor de verano” é uma tonada composta e interpretada por catalina quintero, uma integrante do grupo katanga, que foi criado na província de esmeraldas, equador, pelo músico papa roncon. o cd marimba magia, lançado em 2003, faz uma homenagem à floresta tropical do equador e ao povo que vive nas margens dos rios cayapas e santiago, conhecidos por suas grandes águas.

 

ndje mukanie – de boca en boca cd de boca en boca

“ndje mukanie” é uma canção tradicional de  ruanda/zaire, cantada pelo grupo de boca en boca em seu primeiro disco. o  quarteto vocal de boca en boca é formado por cantoras e instrumentistas argentinas que buscam vozes e sons de diferentes lugares do mundo, reproduzindo-os com timbres e sonoridades próprias de instrumentos de cada região.

 

me gritaron !negra! – poema de victoria santacruz lido por ela mesma cd ritmos y aires afroaperuanos

victoria santa cruz nasceu no peru e iniciou sua carreira em 1958 no grupo cumanana e em 1968, após voltar de estudos na frança, criou junto ao poeta e jornalista nicomedes santa cruz gamarra a “companhia de teatro e danças negras do peru”.  “me gritaron !negra!” é um poema autobiográfico de victoria santa cruz, falecida em 2014 e que  hoje é reconhecida como uma das pesquisadoras mais importantes da cultura afroperuana.

tenía siete años apenas,
¡qué siete años!
¡no llegaba a cinco siquiera!
de pronto unas voces en la calle
me gritaron ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!

“¿soy acaso negra?”- me dije
¡sí!
“¿qué cosa es ser negra?”
¡negra!

y yo no sabía la triste verdad que aquello escondía.
¡negra!
y me sentí negra,
¡negra!
como ellos decían
¡negra!

y retrocedí
¡negra!
como ellos querían
¡negra!

y odié mis cabellos y mis labios gruesos
y miré apenada mi carne tostada
y retrocedí
¡negra!

y retrocedí . . .
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!

y pasaba el tiempo,
y siempre amargada
seguía llevando a mi espalda
mi pesada carga
¡y cómo pesaba!…

me alacié el cabello,
me polveé la cara,
y entre mis entrañas siempre resonaba la misma palabra

¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra!

hasta que un día que retrocedía , retrocedía y qué iba a caer
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra! ¡negra!
¡negra! ¡negra! ¡negra!

¿y qué?
¿y qué?
¡negra!


¡negra!

soy
¡negra!
negra
¡negra!

negra soy
¡negra!


¡negra!
soy
¡negra!
negra
¡negra!
negra soy

de hoy en adelante no quiero
laciar mi cabello
no quiero
y voy a reírme de aquellos,
que por evitar -según ellos-
que por evitarnos algún sinsabor
llaman a los negros gente de color

¡y de qué color!
negro
¡y qué lindo suena!
negro
¡y qué ritmo tiene!
negro negro negro negro
negro negro negro negro
negro negro negro negro
negro negro negro

al fin
al fín comprendí
al fin
ya no retrocedo
al fin
y avanzo segura
al fin
avanzo y espero
al fin

y bendigo al cielo porque quiso dios
que negro azabache fuese mi color
y ya comprendí
al fin
¡ya tengo la llave!

negro negro negro negro
negro negro negro negro
negro negro negro negro
negro negro

¡negra soy¡

cântico tradicional afrocubano / belén cochambre – virginia rodrigues e susana baca cd mama kalunga

“cântico tradicional afrocubano/ belen cochambre” faz parte do  cd da cantora baiana virgínia rodrigues intitulado mama kalunga (2015). esta canção foi compilada e adaptada pela cantora peruana susana baca, que faz uma participação especial nesta versão.

negro mirar – ale kumá cd cantaoras

um bullerengue escrito sobre versos originais da escritora porto-riquenha carmelina vizcarrondo, musicalizado por leonardo gómez e interpretado pelo grupo colombiano alé kumá no seu cd cantaoras. este disco é uma homenagem às vozes femininas da colômbia, como gloria perea, martina camargo e etelvina maldonado, que interpreta a canção “negro mirar”. etelvina maldonado é uma referencia do ritmo e dança bullerengue,  da tradição do caribe colombiano.

negro mirar de ojos negros,
negro se mi noche negra.

tus ojos son como el cielo,
negro se mi noche negra.

azules según se calma,
negro se mi noche negra.

y negros cuando al besar,
negro se mi noche negra.

llevan tormentas al alma,
negro se mi noche negra.

respeitem meus cabelos, brancos – chico césar, cd respeitem meus cabelos, brancos

“respeitem meus cabelos, brancos” é canção que dá nome ao o quinto cd do cantor e compositor paraibano chico césar, lançado em 2002. neste álbum o cantor mescla ritmos nordestinos, como o coco da paraíba, com outras sonoridades contemporâneas.

respeitem meus cabelos, brancos
chegou a hora de falar
vamos ser francos
pois quando um preto fala
o branco cala ou deixa a sala
com veludo nos tamancos

cabelo veio da áfrica
junto com meus santos

benguelas, zulus, gêges
rebolos, bundos, bantos
batuques, toques, mandingas
danças, tranças, cantos
respeitem meus cabelos, brancos

se eu quero pixaim, deixa
se eu quero enrolar, deixa
se eu quero colorir, deixa
se eu quero assanhar, deixa
deixa, deixa a madeixa balançar

 

filme de terror – nega gizza, cd na humildade

nega gizza é uma rapper, ativista e produtora brasileira. diretora do hutúz, maior festival de rap da américa latina, ela foi também uma das fundadoras da cufa (central única das favelas), organização criada no rio de janeiro e que atua social e politicamente com esportes e cultura nas periferias. o cd na humildade foi lançado em 2002 e é seu primeiro disco.

país da democracia racial
da mulata exportação, da beleza natural
brasil ! nação feliz, um país tropical
país da pedofilia, futebol e carnaval
brasil, que nos condena a viver como animal irracional
vamos fingir que vai passar , vamos fingir que é natural!
o tempo do conformismo já passou.
não quero guerra, só quero amor!

não temos armas, chega de horror
troque esse filme de terror
me digam o que tenho que ser, que eu serei
o que tenho que aceitar, eu agradecerei
me digam se sou feliz, e direi graças a deus
meu futuro foi tramado por parentes seus
me deixem comer os restos dos ratos
me deixem lustrar as graxas dos seus sapatos
nascemos pra morrer feliz de fome
nascemos sem se orgulhar do próprio nome,
como a família do sarney pode querer me convencer
como a família do acm pode achar que posso crer
que eu ache tudo isso lindo e natural?
eles saqueiam nosso estado e povo passa mal
rezar um terço, um pai nosso não é o suficiente
concentram renda, e não se acham indecentes
ô maranhão, terra de pretos transfornados em capachos
ô salvador, terra de pretos já domados aos laços dos carrascos
descruza os braços,
siga meus passos
o som é o rap, esse é o compasso
nós somos povo, deus, os donos da razão
eles são reis, opressores, uma caixa de ilusão
se não quiserem dividir o que é nosso, aquele abraço
precisamos nivelar tudo por cima, sem esculacho

filme de terror é o que eu vejo
botar a chapa quente é o meu desejo
o que for meu eu protejo
pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
e traz pro lado de cá pa pa

filme de terror é o que eu vejo
botar a chapa quente é o meu desejo
o que for meu eu protejo
pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
e traz pro lado de cá vai lá

vamos tirar esse nariz de palhaço
se não quiserem, então só resta nivelar tudo por baixo
é uma afronta a vida humana
não querem vida, só querem grana
não há revolta em minhas preces

nada mais me estarrece
não há no fundo um ideal
esse é a penas o meu jeito de menina marginal
o povo quer terra, ninguém quer esmola
mas quem se rebela nessa senzala enfrenta a degola
somos parte de um povo sem futuro
de uma gente sem cultura , sem orgulho
os brancos na orla, os pretos no morro
os índios sufocados contra o muro
não é normal perseguição policial
aceitar que a desgraça é uma tendência mundial
não é legal ser criticada no jornal
sou retardada, apaixonada pelo bem, e pelo mal
a poesia é nesse tom pejorativo
meu irmão é desertor e meu pai é fugitivo
não me chame pra debate
só me chame pro combate
o arrastão é o novo hit do verão
só sangue bom. só sangue bom !

filme de terror é o que eu vejo
botar a chapa quente é o meu desejo
o que for meu eu protejo
pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
e traz pro lado de cá pa pa

filme de terror é o que eu vejo
botar a chapa quente é o meu desejo
o que for meu eu protejo
pegue a sua arma e vá buscar o que é nosso
e traz pro lado de cá vai lá

o futuro é a fadiga, o passado é o fracasso
obedeça , siga as regras e não dê nem mais um passo
sua alteza dá esmola para os pobres depois foge
não aceite, não concorde isso não pode
vai rever sua nobreza vai gozar do paraíso
é o tom do animal, é o tom do inimigo
tranca as grades dos castelos
pinta a cara de seus filhos de verde e amarelo
nos tratam como doentes
só porque não temos dentes
passa a mão na minha cara , diz que sou inteligente
tudo que eu não queria é morrer com indigente
mas eles sobem no palanque e nos convence
que tem pena da miséria dessa gente
se seu coração diz
vai! vai! vai pro combate!
se seu punho diz
vai! vai! vai pro ataque!

rotundamente negra, por shirley campbell barr, autora

shirley é ativista, escritora e poeta nascida na região afrocostarriquenha. formada em antropologia, ela conta com registros biográficos que revelam o interesse por temas como a presença negra, sobretudo das mulheres nas sociedades e culturas de raiz africana. o poema “rotundamente negra” dá nome a um dos seus três livros, lançado em 1994.

me niego rotundamente
a negar mi voz,
mi sangre y mi piel.

y me niego rotundamente
a dejar de ser yo,
a dejar de sentirme bien
cuando miro mi rostro en el espejo
con mi boca
rotundamente grande,
y mi nariz
rotundamente hermosa,
y mis dientes
rotundamente blancos,
y mi piel valientemente negra.

y me niego categóricamente
a dejar de hablar
mi lengua, mi acento y mi historia.

y me niego absolutamente
a ser parte de los que callan,
de los que temen,
de los que lloran.

porque me acepto
rotundamente libre,
rotundamente negra,
rotundamente hermosa.

 

bahía negra – buika con bebo valdés, cd en mi piel

concha buika é uma cantora espanhola de origem africana. o cd en mi piel, de 2011, se caracteriza por  uma fusão de sonoridades que passa pelo pop, jazz, soul, reggae, afro beat, r&b e o flamenco. a canção “bahía negra” é interpretada em parceria com o músico afrocubano bebo valdés, falecido em 2013.

bahía tiene el color
de tus ojos niña
tiene también tu olor
que trajo la brisa
tiene la risa fácil
como tu risa

bahía tiene la piel
negra de la noche
áfrica duerme allí
desde que era joven
y en su memoria, música
pa’ que nadie la robe

áfrica duerme y alguien romperá su silencio
cuando despierte se hará realidad sus sueños

negras em marcha – luana hansen & leci brandão

a produtora musical e rapper luana hansen é uma das referencias brasileiras no rap feminino. “negras em marcha” é uma composição de sua autoria cantada com a sambista leci brandão e dá nome ao seu segundo cd de produção independente.

mulher negra vai marchar contra os racistas
pra acabar de vez com a história dos machistas
pelo fim do genocídio da juventude negra
acontece todo dia não finja que não veja
onde a parcela mais oprimida e explorada da nação
luta diariamente contra a criminalização
quer moradia digna, educação e saúde.

pelo tom de pele ninguém nunca te julgue
cansada de uma mídia sexista e racista
que só promove a violência física
anônimas,famosas, afro- latinas brasileiras.
são suas as vitórias, grandiosas guerreiras.

lutando por suas terras oh mulheres quilombola
trazendo a ancestralidade em cada aurora
marchamos mulher negra contra o racismo e violência
pois todas nós juntas sim fazemos a diferença
afro-negra de todas as idades
vamos todas juntas mudar nossa realidade
afro-negra de todas as cidades
vamos todas juntas mudar nossa realidade
marcha contra o racismo, eu vou.

marcha contra violência,
marcha pelo bem viver
mulheres de memória ylároixas
tocando no djembe, o som do ilu obá.

mulheres de axé, resistência e tradição.
manteve nossa fé e religião
cansada do lugar de inferioridade
de conviver com tanta desigualdade
falta creches,escola, uma mídia igualitária.

enquanto isso a mulher negra vive em condições precárias
uma legião de lutadoras clandestinas,
silenciada enquanto impunidade segue sua rotina
matando, julgando, a marginalizada.

sou mais uma cláudia, mais uma negra arrastada.
cansada da pobreza que pra nos já foi imposta.
o som do meu tambor, sim já e minha resposta.

respeite o meu cabelo é minha cultura que ecoa
respeite meu turbante sim ele é minha coroa
que segue resistindo de uma forma natural
e vai sobrevivendo ao preconceito racial
vamos todas juntas, lutando lado a lado.
ocupando cargos públicos e derrubando o patriarcado.

marcha contra o racismo, eu vou.
marcha contra violência,
marcha pelo bem viver
eu sou tereza de benguela, eu sou.

carolina de jesus, eu sou.
minha resistência aqui não para
eu sou filha de dandara
sou chiquinha gonzaga, eu sou.
sou luiza mahin, eu sou.

estou disposta a dar um basta
eu sou filha de anastácia
marcha contra o racismo, eu vou.
marcha contra violência,
marcha pelo bem viver

 

de donde vengo – chocquibtown, cd oro

grupo afrocolombiano de hip hop formado no ano 2000, choc quib town traz em seu nome uma homenagem  a  sua  região  de  origem,  chocó  na  colômbia.  o  grupo composto por mc tostao, goyo e slow mescla diversos ritmos passando pelo rap, afro beats, reggae, salsa e a música tradicional da região do pacifico colombiano. o cd oro foi lançado em 2009, sendo o segundo álbum da banda.

de donde vengo yo
la cosa no es fácil pero siempre igual sobrevivimos
vengo yo
de tanto luchar siempre con la nuestra nos salimos
vengo yo
y aquí se habla mal pero todo está mucho mejor
vengo yo
tenemos la lluvia el frio el calor
de la zona de los rapi mami papi
tenemos problemas pero andamos happy
comparsa también bailamos salsa
y bajamos el rio en balsa
el calor se siente eeeh…
y no hay problema pa’ tomase su botella de aguardiente
hace días que soliaos te la pasas enguayabado

todo el mundo toma whisky… aja
todo el mundo anda en moto… aja
todo el mundo tiene carro… aja
menos nosotros… aja

todo el mundo come pollo… aja
todo el mundo está embambado… aja
todo mundo quiere irse de aquí
pero ninguno lo ha logrado

de donde vengo yo
la cosa no es fácil pero siempre igual sobrevivimos
vengo yo
de tanto luchar siempre con la nuestra nos salimos
vengo yo
y aquí se habla mal pero todo está mucho mejor
vengo yo
tenemos la lluvia el frio el calor

de donde vengo yo
si mi señor
se baila en verbena con gorra y con sol
con raros peinados o con extensión
critíquenme a mí o lo critico yo
si tomo cerveza no tengo el botín

y si tomo whisky hay chaglo y blin blin
y si tengo oro en el cuello colgado
hay ia iay… es porque estoy montado

todo el mundo toma whisky… aja
todo el mundo anda en moto… aja
todo el mundo tiene carro… aja
menos nosotros… aja

todo el mundo come pollo… aja
todo el mundo está embambado… aja
todo mundo quiere irse de aquí
pero ninguno lo ha logrado

de donde vengo yo
la cosa no es fácil pero siempre igual sobrevivimos
vengo yo
de tanto luchar siempre con la nuestra nos salimos
vengo yo
y aquí se habla mal pero todo está mucho mejor

vengo yo
tenemos la lluvia el frio el calor

acá tomamos agua de coco
lavamos moto
todo el que no quiere andar en rapi moto
carretera destapada pa’ viajar

no plata pa’ comer hey… pero si pa’ chupar
característica general alegría total
invisibilidad nacional e internacional
auto-discriminación sin razón

racismo inminente mucha corrupción
monte culebra
máquina de guerra
desplazamientos por intereses en la tierra

su tienda de pescado
agua por todo lado
se represa
que ni el discovery ha explotado
hay minas llenas de oro y platino
reyes en la biodiversidad
bochinche entre todos los vecinos

y en deporte ni hablar
de donde vengo yo
ya cosa no es fácil pero siempre igual sobrevivimos
vengo yo
de tanto luchar siempre con la nuestra nos salimos

vengo yo
y aquí se habla mal pero todo está mucho mejor
vengo yo
tenemos la lluvia el frio el calor

chaio condoto istmita… aja
la quinta san pedro yesquita el disfraz
de donde vengo yo

ya cosa no es fácil pero siempre igual sobrevivimos
vengo yo
de tanto luchar siempre con la nuestra nos salimos
vengo yo
y aquí se habla mal pero todo está mucho mejor
vengo yo
tenemos la lluvia el frio el calor

 

negão  – chico cesar & lazzo matumbi, cd estado de poesia

composta por chico cesar, a canção “negão” foi gravada em parceria com o cantor e compositor baiano lazzo matumbi num estúdio no bairro da liberdade, um dos bairros mais negros da cidade de salvador. lazzo é uma referência da música afro brasileira, sendo responsável pela difusão do afroreggae no mundo.

negam que aqui tem preto, negão
negam que aqui tem preconceito de cor
negam a negritude, essa negação
nega a atitude de um negro amor

mas pra todo canto aonde tem você, eu vou
com o canto do olho lançam setas de indagação
ainda não sabem, mas sabemos que opressão
é a falta de pressa do opressor pedir perdão
a quem não perdeu tempo e a muito tempo perdôo
mas nunca esqueceu, não


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