“nos descubrieron! por fin nos descubrieron!”

no dia 12 de outubro eles chegaram ao “novo mundo”… “novo” para quem, cara pálida? como todos os anos, nesta edição a gente destaca textos, poemas e canções que são o resultado do modo como esta história foi / vem sendo lida por estas latitudes. você vai ouvir textos de eduardo galeano e textos e canções em portunhol selvagem e outras línguas rarófilas. Ah, a propósito de “conquistadores”, o título do programa desta semana foi tomado da famosa “cantata del adelantado don rodrigo díaz de carreras, de sus hazañas en tierras de Indias, de los singulares acontecimientos en que se vio envuelto y de cómo se desenvolvió” que você pode ver aqui.

confira as canções e os artistas desta edição

[spoiler title=”volte para o seu lar” open=”0″ style=”1″]

canção do álbum um som (1998) do compositor, músico, escritor e artista visual brasileiro arnaldo antunes. este artista participou do grupo de rock brasileiro titãs e do projeto tribalistas, com os amigos carlinhos brown e marisa monte, que gravou “volte para o seu lar” em seu álbum mais (1991).

[quote style=”1″]

Aqui nessa casa ninguém quer a sua boa educação
Nos dias que tem comida, comemos comida com a mão.
E quando a polícia, a doença, a distância ou alguma discussão
nos separam de um irmão,
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração.
Mas não choramos à toa,
Não choramos à toa.
Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização.
Falamos a sua língua, mas não entendemos seu sermão.
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão.
Mas não sorrimos à toa,
Não sorrimos à toa.
Volte para o seu lar,
Volte para lá.
Aqui nesse barco ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectiva mas o vento nos da a direção
A vida que vai a deriva é a nossa condução
Mas não seguimos a toa, não seguimos a toa
Volte para o seu lar,
Volte para lá.

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”barbossa” open=”0″ style=”1″]

composta por juan salceda e interpretada por florentino no cd la banda floricalista, disco que desde o título é repleto de influências tropicalistas, uma espécie de tropicália à argentina. florentino é um músico argentino independente, que grava seus discos no estúdio de sua própria casa, e que canta em espanhol, inglês e português.

[/spoiler] [spoiler title=”a marca de deux” open=”0″ style=”1″]

uma bem-humorada canção, cantada em português pelo pessoal da bersuit vergarabat, uma banda argentina que transita pelo universo do humor e da ironia, mas também da indignação. confira também o vídeo de “el tiempo no para”, um clássico de cazuza regravado pelo grupo, e aqui a cumbia rockeira “cambiar el alma” do seu novo disco la revuelta (2012). “a marca de deux” faz parte do álbum libertinaje, lançado em 1998.

[/spoiler] [spoiler title=”el justiciero” open=”0″ style=”1″]

uma canção composta em portunhol pelos mutantes, um trio de rock brasileiro formado em 1964 por rita lee, arnaldo baptista e sérgio dias. em 1967 participaram na apresentação de gilberto gil no III festival de música popular brasileira da tv record com a canção “domingo no parque”, evento a partir do qual ganharam um espaço importante na música brasileira das décadas de 60 e 70. “el justiciero” faz parte do álbum tecnicolor, gravado em 1970. a versão que você ouve aqui foi feita pelo argentino omar giammarco para o cd el justiciero – tributo aos mutantes, disco em que artistas de diferentes latitudes fazem sua homenagem a esta banda que tanto marcou a cena musical destas latitudes.

[quote style=”1″]

Once upon a time when the hot sun faded behind the mountains
The shadow of a strong man. With a gun in his hand,
Raised protect the poor people of the haciendas,
They called him: “El Justiciero”
He, El Justiciero buenos dias
Que tienes a decir
El Justiciero yo soy pobre
¿Que tienes a me dar?
“Tiengo chocolate quiente
Tequilla, paga lo que deves”
El Justiciero cha, cha, cha
Que otra cosa puedo dar
El Justiciero cha, cha, cha
Que otra cosa puedo dar
El Justiciero yo tengo 30 hojos com hambre
La guerra, la guerra me ay strupatto tanto bena,
Socuerro, El Justiciero
¡Ajuda-me por favor!
He, El Justiciero buenos dias
Que tienes a decir
El Justiciero yo soy pobre
¿Que tienes a me dar?
“Besa me mucho Juanita Banana
Cuando calienta el sol”
(x5)
El Justiciero cha, cha, cha
Que otra cosa puedo dar
El Justiciero cha, cha, cha
Que otra cosa puedo dar

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”amalucada vida” open=”0″ style=”1″]

composta e interpretada em português pelo franco-espanhol manu chao no cd la radiolina. o músico trabalha com uma ampla variedade de estilos musicais devido a suas influências e viagens pelo mundo. canta em espanhol, inglês, português, francês e galego, muitas vezes misturando diferentes idiomas em uma mesma canção.

[/spoiler] [spoiler title=”la bossa nostra” open=”0″ style=”1″]

pelos argentinos les luthiers. gravada no cd homônimo, “la bossa nostra” conta uma história em que amigos relembram, com muito bom-humor e ao ritmo de bossa-nova, sua passagem pela praia de copacabana. confira aqui a letra.

[quote style=”1″]

Corpas: Ahora les quiero presentar
a un excelente músico,
un gran guitarrista nacido en Bahía,
en Bahía, en Bahía Blanca,
les voy a presentar a Lampinho,
con el cual hicimos La Bossa Nostra,
un día que caminábamos juntos por Copacabana
¿te acuerdas Lampinho? Copacabana…
el mar estaba tan hermoso
Lampinho: Si, o mar
Corpas: jejeje, o mar do Brasil,
el sol era maravilloso
Lampinho: jeje, o sol
Corpas: O sol do Brasil, ¿te acuerdas Lampinho?
Lampinho: No
Corpas: No, no, no se acuerda,
recuerda esas cosas tan bonitas de nostro Brasil,
caçaça
Lampinho: Bananas
Corpas: Feijoadas
Lampinho: eh, eh, Bananas
Corpas: Bueno Lampinho, no solo bananas hay en Brasil
¿no?, por ejemplo futebol, Pelé
Lampinho: Pelé Bananas
Corpas: Bueno, Lampiño saravah mejor saravah,
maestro…
Coro: Oh sol, oh sol, oh sol, oh sol, oh sol
oh sol quemante e ardente,
oh sol cozinheiro da gente,
oh sol tan firme e bruñido,
oh sol de fogo encendido
que queima hasta o apelhido,
oh sol, oh sol sostenido,
oh sol,
oh sol bemol.
Corpas: (idem primera parte estrofa)
Eu gosto tirarme na areia
da praia sereia
asando meu corpo gentil,
asando de frente e de perfil.
Eu gosto hasta o paroxismo
con o bestialismo
do sol do Brasil.
Coro: Que el gosta do sol está a la vista
é um verdadeiro solista.
Corpas: Eu contare uma historia
que aconteceu uma vez numa praia… eh, eh!
Escola de samba: No Brasil é bendición
como se faz a digestión.
De Botafogo a Ipanema
não ten que tomar enema
porque, con tudo respeito,
Brasil… é tan digestivo….
Corpas: No, basta, basta!
Eu contare uma historia
que aconteceu uma vez
e muito meihor éis
que me deixeis
a não me interrumpéis.
Coro: Comta tu comto extrangeiro
a la uma, a las dois y a las treis.
Corpas: Okeis,
Um día do sol na praia
sonhando cosas bonitas,
masticaba uma banana,
a mais folklorica fruta,
gozando a fresca viruta
na praia de Copacabana.
Estaba feliz no sol tan fogoso, ¿no?
na areia que ardía,
cuando de repente…
Um oscurecimiento!
Coro: Um que?
Corpas: Um oscurecimiento!
Coro: En pleno día?
Corpas: Eah, fizo a noite en pleno día
Coro: No!
Corpas: Eah,
Uma sombra tan tupida,
uma sombra tan grandota,
era a sombra producida
das cadeiras d’uma garota.
Era uma garota que tenía: (batucada de samba)
Um andar, um andar de gacela
cintura de avispa,
piel de terciopelo,
cabellos de lino,
manos de Eurídice,
umos piecitos, umos pies cúbicos,
talón de Aquiles,
nuez moscada,
dedo de frente,
frente popular,
y lengua, lengua, lengua muerta,
palmas de Mallorca,
l’homo sapiens,
Boca corazón,
nalgas marinas
y um pubis y um pubis…
Sacerdote: Oh! no!(Basta!),hmmm detente pecador!,
Pubis pro-nobis.
Corpas: Continúo a relação
de tan colosal levante:
Comence a persecução
das cadeiras bamboleantes,
cruzamos Copacabana
debaixo do sol queimante.
E cruzamos Ipanema
aguantando o sol queimante,
Cuando ya no pude más,
tomando muito coragem
decidí tirarme o lance.
Dixe de fazer romance,
dixe coisas tan bonitas
que a garota me dio cita
pra bailar en uma boite
esa mismísima noite.
Lampinho: E como foi o final
da historia tan colosal?
Corpas: O final foi muito vil
pela culpa do Brasil.
O sol tan ardente e cruel
me queimou toda a piel.
tenia queimado tudo
de la proa hasta la popa.
que ni siquiera desnudo
podía aguantar a ropa.
Coro: Maldita sea la praia
maldito sol asesino (bis)
Corpas: Perdi piel, perdi garota,
perdi outras coisas mil!
Escola de samba: Vivan as praias cariocas
viva o sol do Brasil.
Escola: laralarala (idem a vez primera)

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”tico-tico no fubá” open=”0″ style=”1″]

chorinho composto por zequinha de abreu e eternizado na voz da cantora luso-brasileira carmen miranda. aqui interpretada pelo trio venezuelano los hermanos naturales, no álbum traspatio (2009). este grupo está composto por andrés gallipoli (clarinete), carlos sanchez (percussão) e daniel pacheco (violão e guitarra).

[/spoiler] [spoiler title=”el sacoleiro mágico y su ciencia cuento ficción” open=”0″ style=”1″]

o grupo revolber, do álbum sacoleiro mágico (2008). nesse disco, o grupo propõe canções com um conceito principal: um personagem que vem do futuro e atua como um robin hood das américas, que rouba os  impostos do governo para dar aos pobres. além disso, eles  fazem uma sátira à forma negativa como os paraguaios são vistos fora do país, quando se autodenominam “um grupo original do paraguai”.

[/spoiler] [spoiler title=”el guia espacial fronterizo” open=”0″ style=”1″]

canção que também faz parte do cd sacoleiro mágico (2008), da banda revolber.  formado na ciudad del leste, paraguai, revolber  demonstra  em suas composições as dinâmicas culturais percebidas nas ruas da ciudad del leste,  como a mescla  entre o português, o  guarani e o espanhol.

[/spoiler] [spoiler title=”milonga del mejor” open=”0″ style=”1″]

do cantor e compositor zeca baleiro,  do cd  concerto (2010).  este disco é um registro do show acústico realizado no teatro fecap, são paulo, e que conta com a  presença dos músicos swami jr. e tuco marcondes.  o repertório contempla releituras e canções inéditas, como a “milonga del mejor”, composta por vanessa bumagny e zeca baleiro.
[/spoiler] [spoiler title=”pra ti juana” open=”0″ style=”1″]

do cantor e compositor gaúcho wander wildner, do álbum caminando y cantando (2011). wander wildner inicia a carreira solo em 1996, após fazer parte de bandas de rock, e destaca o trabalho com o punk-brega,  punk-folk, hippie-punk  além das músicas cantadas em portuñol selvagem.  “pra ti juana” é uma composição de marcelo guimarães interpretada por wander wildner.

[/spoiler] [spoiler title=”tiburón” open=”0″ style=”1″]

de los pirata. criado em 2000,  o  trio paulistano combina o rock, o bolero, o country, o punk, entre outros gêneros,  ressaltando a ironia e muito humor nas letras. “tiburón” faz parte do álbum  la re-vuelta (2007).

[/spoiler] [spoiler title=”freak to meet you” open=”0″ style=”1″]

jumbo elektro, banda paulista de rock e eletro. suas apresentações marcam o trabalho musical com a presença teatral de seus integrantes, que surpreendem com figurino e  instrumentos inusitados. assista ao vídeo de “freak to meet you”.

[/spoiler] [spoiler title=”wreining rouing mai maind” open=”0″ style=”1″]

com retrofoguetes, um trio formado pelos baianos rex (bateria), julio moreno (guitarra) e ch straatmann (contrabaixo). eles combinam a influência das hqs, seriados de tv, desenhos animados com a polca, o latin jazz, tango. “wreining rouing mai maind” faz parte do  álbum cha cha chá (2009).

[/spoiler] [spoiler title=”inalabama” open=”0″ style=”1″]

de karnak, banda formada pelo multi-instrumentista andré abujamra, que propunha um estilo pop com diversas influências musicais e apresentava shows performáticos com muito bom humor.  “inalabama” pertence ao cd universo umbigo.

[/spoiler] [spoiler title=”en su corazón” open=”0″ style=”1″]

de  wander wildner, que se considera um cantor popular de música brega, fugindo aos estereótipos que tendem a diminuir essa forte expressão musical. “en su corazón” faz parte do disco  la canción inesperada.

[/spoiler]

 

 

 


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