novembro negro i

nesta edição o destaque fica por conta dos saberes musicais e culturais afro-latino-americanos.

trazidos para as américas como escravos a partir do século 16, os iorubá, da nigéria, os fon, do daomé, atual benin, os fanti-ashanti, de gana, os hausás e mandingas do norte da nigéria, além das culturas banto dos grupos congo-angola, trouxeram saberes e tradições que marcaram profundamente as manifestações culturais latino-americanas. apesar disso, pouca gente se lembra da presença negra em países como o chile, o peru, a bolívia e a argentina, para citar uns poucos exemplos. nesta edição – e em outras deste mês de novembro – a gente destaca pra você algo do universo musical e cultural afrolatino-americano.

confira as canções e os artistas desta edição:

[spoiler title=”cangoma” open=”0″ style=”1″]

cangoma, este tradicional canto de escravos, gravado na década de 70 por clementina de jesus, faz parte do cd astrolabio tucupira.com.brasil (2000) do mawaca, grupo brasileiro formado por sete cantoras e seis músicos que pesquisa e recria músicas de diversas partes do mundo. esta versão de “cangoma” conta com a participação especial de eduardo contrera.

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me gritaron negra! (poema), composto e interpretado por victoria santa cruz no disco ritmos y aires afroaperuanos. a artista é responsável, junto ao seu irmão nicomedes santacruz, pela intensa valorização das tradições musicais e culturais negras no peru. assista a uma cena do espetáculo musical “la magia del ritmo, dirigido pela artista, que conta a história da música negra no peru.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=lN5M0jehU7s” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”canto II” open=”0″ style=”1″]

canto II, do cd o canto dos escravos, interpretada por clementina de jesus, conhecida como a rainha negra da voz. lançado em formato digital, 21 anos após ter sido lançado em LP, este disco reúne 14 cantos ancestrais dos negros benguelas, de são joão da chapada, em diamantina, minas gerais, interpretados por clementina de jesus, geraldo filme e tia doca.

[/spoiler] [spoiler title=”andarele” open=”0″ style=”1″]

andarele, do disco marimba magia (2003), de papá roncón & grupo katanga. o grupo é fundado em 1981 e recebe este nome a partir de um tradicional instrumento de pesca, katanga, e da província homônima, no congo, áfrica. “andarele” é o nome de uma dança e de um ritmo musical das comunidades afro-descendentes do pacífico, cultivado no sul da colômbia e em esmeraldas, equador, que tem na marimba o seu principal instrumento. conheça mais sobre a cultura e a música garifuna no vídeo abaixo.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=7unT0927ag8″ width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”panalivio / zancudito” open=”0″ style=”1″]

panalivio / zancudito, canção do álbum eco de sombras (2000) da cantora peruana susana baca. este álbum traz as tradições da música afro-peruana unidas à contemporaneidade. susana baca nasceu na vila costeira de chorrillos, onde fundou o instituto negrocontinuo e hoje contribui muito para a difusão da cultura afro-peruana pelo mundo. confira

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=ewtSxbwBAbI” width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”ndje mukanie” open=”0″ style=”1″]

ndje mukanie (ruanda/zaire), do disco de boca en boca, do quarteto vocal de boca en boca, grupo de jovens argentinas que buscam vozes e sons de diferentes lugares do mundo, reproduzindo-os com timbres e sonoridades próprias de instrumentos de cada região.

[/spoiler] [spoiler title=”fuleisei (favours)” open=”0″ style=”1″]

fuleisei (favours), interpretada por silvia blanco, a canção faz parte do umalali the garifuna women’s project, projeto musical produzido por ivan durán que conta com a participação de diversas mulheres interpretando canções em idioma garífuna (comunidades garífuna da américa central). veja um clipe sobre este projeto.

[media url=”http://www.youtube.com/watch?v=_SfsJkuYjo8″ width=”600″ height=”400″] [/spoiler] [spoiler title=”toque de mestre” open=”0″ style=”1″]

toque de mestre, do primeiro cd da orquestra de berimbaus do morro do querosene, que se intitula sinfonia de arame. dirigida por dinho nascimento, a instrumentação da orquestra é formada por diferentes tipos de berimbaus e por outros instrumentos, que juntos apresentam diversos toques de capoeira e ritmos da música brasileira.

[/spoiler] [spoiler title=”socavón” open=”0″ style=”1″]

socavón, segundo o compositor da canção, nicomedes santa cruz, é assim que se chama a décima cantada, ritmo e dança afro-peruanos que foram proibidos por possuir uma coreografia considerada lasciva, mas que continuaram sendo executados ainda que clandestinamente. nicomedes santa cruz foi um poeta e decimista de grande importância para a cultura negra no peru. “socavón” faz parte do cd victoria santa cruz y gente morena.

[/spoiler] [spoiler title=”africa mía” open=”0″ style=”1″]

africa mía, composta e interpretada pelo percussionista cubano olnides ribeaux vega. em seu disco yambambé, vega explora ritmos e estilos musicais como merengue, chachacha, mozambique, conga, oriental, tambores batá, bolero e rumba.

[/spoiler] [spoiler title=”santo negro” open=”0″ style=”1″]

santo negro, canção cantada em idioma garífuna, do disco llevarte al mar, resultado do trabalho dos músicos hondurenhos guillermo anderson e aurelio martínez, que mesclam aqui as percussões hondurenhas e ritmos tradicionais da etnia garífuna como la parranda e la punta.

[/spoiler] [spoiler title=”quítame la mano” open=”0″ style=”1″]

quítame la mano, composta por cruz maria conopoy e jesús rosas marcano, com base rítmica do tambor cumaco e las guaruras, a canção é interpretada pelo grupo venezuelano tambor urbano e está disponível para baixar no site tambor urbano.

[/spoiler] [spoiler title=”el viejo josé” open=”0″ style=”1″]

el viejo josé, canção que encerra o disco baile – dance de pablo mayor & folklore urbano. nascido na cidade de cali, colômbia, pablo mayor é um compositor, arranjador e pianista, que, à frente do seu grupo folklore urbano, há alguns anos vem difundido os ritmos e o repertório colombiano pelo mundo.

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