otras muchas venezuelas…

ok. de acordo. nem a venezuela nem o brasil são um paraíso no que se refere às suas muitas e tantas urgências sociais, políticas, econômicas, culturais, etc. mas daí a sair por aí disseminando ignorâncias é não apenas um desserviço. é criminoso. e tem muita gente por aí promovendo intervenções (seja nas ruas, seja em entrevistas a uma tv portuguesa, por exemplo, né ney?) que se baseiam em… em que mesmo? em preconceitos, em desinformação. ou má fé, claro. conheça nesta edição algumas venezuelas que não costumam frequentar nossos ilustrados jornais nacionais…

[spoiler title=”mañana tuyera” open=”0″ style=”1″]

de aquiles baez, guitarrista, arranjador, compositor e produtor musical. nascido em caracas, na venezuela, o artista reúne elementos que unem a música tradicional venezuelana ao jazz, com 13 discos gravados em mais de 30 anos de carreira. a canção “mañana tuyera”, que está no sexto trabalho reflejando el dorado (2001), é um joropo, gênero musical pertencente à venezuela e à colômbia. aquiles baez esteve na bahia em 2008, participando do vii mercado cultural, apresentando-se no teatro castro alves.

[/spoiler] [spoiler title=”receita de samba ” open=”0″ style=”1″]

composição de jacob do bandolim, gravada pela primeira vez em 1967, e interpretada aqui pelo grupo venezuelano c4 trío no cd entre manos (2009). este disco vem acompanhado de um dvd com uma apresentação do grupo, que já esteve na bahia em 2008, participando do vii mercado cultural. formado em 2006 com integrantes de diferentes cidades da venezuela, o c4 trío é jorge glem, de cumaná; héctor molina, de mérida e edward ramírez, de caracas. o nome é uma referência ao cuatro, violão de quatro cordas, oriundo da venezuela.

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[spoiler title=”hay un loco en el techo ” open=”0″ style=”1″]

composição do álbum musikapicúa (2006) da banda venezuelana kapicúa. formado em 2001 por edward ramírez (cuatro), jorge torres (mandolina) e alvaro paiva bimbo (guitarra), o kapicúa utiliza instrumentos tradicionais venezuelanos para interpretar temas autorais com influências de jazz contemporâneo. eles integram o coletivo movida acústica urbana, formado pela nova geração de instrumentistas e compositores venezuelanos.

[/spoiler] [spoiler title=”café, tabaco y azúcar ” open=”0″ style=”1″]

de cesar orozco, pianista cubano radicado na venezuela. o artista já participou de gravações com músicos como aquiles baez, caetano veloso e eric clapton, entre outros, e fundou em 2001 o grupo kamarata, com o qual desenvolve seu trabalho como produtor, compositor e arranjador. “café, tabaco y azúcar” faz parte do cd orozcojam (2010), que  combina o jazz com ritmos como o merengue caraqueño (veja aqui um documentário sobre esse ritmo), o joropo llanero, tango e ritmos afro-venezuelanos.

[/spoiler] [spoiler title=”olor a rocka y jazzmín” open=”0″ style=”1″]

de mauricio malandra, harpista venezuelano, que aprendeu a tocar harpa de forma autodidata aos 15 anos. esta composição, uma mistura entre rock e jazz, faz parte do primeiro disco como solista do artista, que se intitula rural + urbano (2007). e integra também o volume 26 da coletânea venezuela demo, um catálogo da produção musical discográfica venezuelana. maurício malandra esteve no rio de janeiro em maio de 2014, fazendo três apresentações no ix rioharpfestival (festival internacional de harpas).

[/spoiler] [spoiler title=”ta mi mes a gara bosnan-hanoshi  ” open=”0″ style=”1″]

do grupo acanda, fundado em 1986 na comunidade de ateneo de punta cardón, venezuela. o repertório musical do grupo é baseado nas tradições e costumes das culturas dessa região. “ta mi mes a gara bosnan-hanoshi” está incluída no disco venezuela demo 34.

[/spoiler] [spoiler title=”prenda ” open=”0″ style=”1″]

interpretada por vassalos del sol, é um golpe de tambor, máxima expressão da música e dança das festas de são joão venezuelanas. existe uma grande variedade de golpes de tambor ao longo da costa do país. esta versão se espelha no estilo de execução da comunidade de san millán, no estado de carabobo. vasallos del sol é um grupo  formado no ano de 1990 por músicos e dançarinos, tendo como base de trabalho cantos e danças tradicionais da venezuela, além  da concepção cênica e musical.

[/spoiler] [spoiler title=”tonada de luna llena ” open=”0″ style=”1″]

do cd fina estampa (1994), do cantor e compositor caetano veloso. nesse disco, caetano reuniu canções de sucesso de países da américa latina, como cuba, paraguai e porto rico. “tonada de luna llena” foi composta pelo cantor e compositor venezuelano simón díaz, que faleceu no mês de fevereiro deste ano. nos anos 40, havia rumores do desaparecimento das tonadas, que são cantos entoados por trabalhadores no campo. simón díaz tratou de incorporar este gênero em seu repertório. esta canção foi regravada por vários artistas latino-americanos, a exemplo de mercedes sosa.

[quote style=”1″]

yo vide una garza mora
dándole combate a un río
así es como se enamora
tu corazón
con el mío (bis)

luna luna, luna llena
menguante
luna, luna, luna llena
menguante
anda muchacho a la casa , y me traes
la carabina jioo

pa´mata este gavilán
que no me deja gallina
la luna me esta mirando
yo no sé lo que me ve
yo tengo la ropa limpia
ayer tarde la lave….

luna, luna luna

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”sueño caraqueño” open=”0″ style=”1″]

“sueño caraqueño” é uma composição do grupo venezuelano caracas dixieland jazz. em caracas, venezuela, nos anos 40, já existia uma cena de jazz que foi se consolidando e  deu  origem a diferentes grupos, que atualmente são referências para o jazz nesse país.  caracas dixieland jazz é formado por seis músicos com formação acadêmica; eles têm como base de trabalho o jazz dixieland, oriundo de new orleans. “sueño caraqueño” faz parte do do disco billo prometa.

[/spoiler] [spoiler title=”la abejita ” open=”0″ style=”1″]

esta canção faz parte do disco  sin aditivos químicos, lançado em 2012 por  los hermanos naturales, grupo formado pelos músicos andrés barrios (voz e clarinete), daniel pacheco (guitarra e voz), armando lovera (percussão). los hermanos naturales apresenta um trabalho que une a boa música e o bom humor: “mesmo com o bom humor, a música que fazemos não perde a seriedade”. escute a canção “la abejita”, em ritmo de chorinho.

[/spoiler] [spoiler title=”joroporoll” open=”0″ style=”1″]

canção composta pelo artista venezuelano juan bautista lópez, ou “yatu”, guitarrista e vocalista da banda la seguridad nacional, um dos grupos de rock mais famosos da venezuela. originalmente presente no álbum joroporoll (2005) a canção também está no disco venezuela demo 9. Conta com  Juan Bautista “Yatu” López  (guitarra e voz)  e “Cangrejo” (bateria, baixo e gaita).

[/spoiler] [spoiler title=”no te vayas” open=”0″ style=”1″]

a canção é uma timba, ritmo tradicional cubano que se aproxima da salsa, e foi gravada pela banda agua de luna, grupo venezuelano que combina os elementos de improvisação próprios do jazz com ritmos afro-caribenhos. composta por rafael omar briceño, a canção faz parte do álbum mi tempo, lançado em 2005, mas também faz parte do projeto venezuela demo, estando presente no terceiro volume do catálogo.

[/spoiler] [spoiler title=”montuno a barreto” open=”0″ style=”1″]

“montuno a barreto” é uma salsa e foi gravada pela orquesta salsaboryson. a canção, assim como primeiro álbum da banda, presta homenagem ao maestro ruy barreto, importante nome da música afro-caribenha do jazz. a canção foi composta por alberto gonzález, um dos dez integrantes do grupo, e encontra-se no vigésimo quinto volume do projeto venezuela demo.

[/spoiler] [spoiler title=”uma vacina” open=”0″ style=”1″]

canção da desorden público, grupo que se caracteriza por seu forte compromisso social, o que lhe rendeu o reconhecimento da anistia internacional como emissário da consciência. hoje a banda está envolvida com campanhas anti-bulling. “uma vacina” encontra-se no penúltimo disco lançado pela banda, estrellas del caos, de 2006. confira a abaixo a letra da canção, que conta com a participação de músicos das bandas Slackers e Papashanty Saundsystem.

[quote style=”1″]

o planeta azul precisa inventar
uma vacina pra sua doença fatal
uma vacina que cure a febre sua,
que cure seu sufoco antes de que fique nua,
terra vítima de horror terreno,
vírus terrível imensa dentada
desventura do mundo inteiro,
pra refazer ferida aberta precisamos (duma)
coro: uma vacina, uma vacina (x2)

fanática – fundamentalista,
corrida em espiral hiper consumista
da por falta duma cura –
vai se queimar o berço como vamos nos aliviar desta incultura?,
injeta rápido, procura a agulha contra a infelicidade,
contra as penúrias,
tantas fronteiras, vidas negadas, fome, balas, más fortunas
(coro)

descubra la vacuna que ilumina la conciencia, sanando
y llenando de colores la apariencia,
dejando atrás la turbulencia viviendo en equilibrio,
sólo con tu esencia
tenemos la misión de conseguir las soluciones
y vacunarnos contra las malas acciones,
pa’ que la plaga no domine y no se asome
ni un solo minuto en torno a nuestros corazones
(coro)

frita desaba a pomba da paz, em nova iorque, em kabul, em bagdá,
coista tão feia assassinam sem piedade a gente precisa agora duma vacina
armas, armas, armas pra manter o reinado da intolerância
propaganda, propaganda pra vender, comprar, conta mina minar

i say i need vaccine – for the human sin
i say i need some protection from all directions
i need a vaccination for the state of the nation
i say i need some protection for the human infection

es muy dificil conseguir desde la tierra hasta la luna,
la protección que nos ofrezca una vacuna,
que sane y alivie el dolor de tantas cosas causadas
por un mal que tanto acosa
el ser humano es víctima y victimario,
el productor y el heredero de un problema innecesario
que se combate a veces con escapularios
pero falta la conciencia como gran factor primario
( es necesario…es necesario…una vacuna…una vacuna..búscala a diario…vacuna…una vacuna)

i got no plan but to pay da man

david hillyard:
ain’t that a bitch

[/quote]

[/spoiler]

 


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