pensar-cantar américa

nesta edição, vozes diversas, como o espaço cultural que as abriga, que lhes nutre, inspira e dá sentido. trilha sonora para cantar-bailar-pensar américa. outro modo possível de contar(-nos) versões pouco citadas de nossas histórias.

confira as canções e os artistas desta edição

[spoiler title=”yapinilke mapu (a capella)” open=”0″ style=”1″]

do cd plata, de  beatriz pichi malen. esta cantora argentina, descendente dos povos mapuche, contempla em seu trabalho  os cânticos tradicionais e sagrados, que expressam a maneira particular desses povos de  estar no mundo. neste disco, ela reúne cânticos ancestrais, como “yapinilke mapu”, que significa terra mapuche.

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Yapinilke, Yapinilke, Yapinilke mapu
Yapinilke, Yapinilke, Yapinilke mapu
Yaken angan mekei, Futa kem a trankó
Fei nou mai tain chi, Lam gñe na neim lam gñe
Lam gñe na neim lam gñen, Liu kon ga me kei
Treke treké lu mau, Treke treké lu mau
Futa kem a trankó, Fei nou mai tain chiu
Lam gñe na neim lam gñe

Cha dingue ve liu mai, Badubukum me liu mai
Waku wakum ne chi ku meu liu kon fen ma yu lam gñén
A du kurán g’liu may Patutukum g’liu mai
arrú konfén meu, Liu fe liu lam gñén
Chadingue main xiu, a du kurán gue liu mai,
Liu fe liu lam gñén
A rukufén Patutu kungue liu ka lam gñén
Yapinilke mapu, Yapinilke mapu
Yaken angan mekei, Futa kem a trankó

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”tso ere poma” open=”0″ style=”1″]

música tradicional da tribo karitiana, de rondônia, norte do brasil, incluída no cd canções do brasil, do selo palavra cantada, coordenado por paulo tatit e sandra peres. interpretada por dardete karitiana, esta canção foi traduzida para o português por marlui miranda. de acordo com as informações do encarte do cd, tso ere poma é a observação de uma criança karitana dizendo “eu vou pegar” numa caçada em que volta para casa trazendo no seu cesto um tatu para brincar.
[/spoiler] [spoiler title=”yanahuari nïn” open=”0″ style=”1″]

canção triqui interpretada por lila downs no cd una sangre. o povo triqui é uma das 16 etnias do estado mexicano de oaxaca. no huipil – longa túnica de algodão adornada com bordados, usada pelas mulheres triqui – , cada símbolo de seu bordado é um yahuii, mariposa. “yanahuari nïn”, cujo título significa “mulher de huipil”, evoca a mulher que tece mariposas.
[/spoiler] [spoiler title=”el eclipse” open=”0″ style=”1″]

conto de augusto monterroso, incluído no cd antologia personal. monterroso é um destacado escritor  guatemalteco que por motivos políticos se radicou  no méxico em 1944,   onde começou a publicar seus livros. é conhecido por escrever  narrativas breves, entre elas o clássico “el dinosaurio” que é considerado o menor conto do mundo.
[/spoiler] [spoiler title=”la cazadora (ipiagai)” open=”0″ style=”1″]

de  tonolec, do cd homônimo.  formado pela cantora charo bogarín e pelo músico diego pérez, tonolec já conta com três discos lançados, em que combinam elementos da música eletrônica com tradições da cultura indígena, especialmente dos povos qom toba, que vivem em resistência, província de chaco, argentina.
[/spoiler] [spoiler title=”son sotz leb (allegro)” open=”0″ style=”1″]

do cd xch’ulel balamil poema rockfónico, do sak tzevul, que é um projeto criado pelo músico damián martínez, oriundo de zinacantán, chiapas, méxico, em que propôs combinar as influências dos cânticos ancestrais da sua comunidade indígena,  tzotzil, com o  castellano, além das influências do rock e da música clássica.
[/spoiler] [spoiler title=”gwyra mi” open=”0″ style=”1″]

do disco civilizacao & barbarye, do compositor, percussionista e produtor musical argentino ramiro musotto. na canção, intercalam-se uma levada de capoeira ao som do berimbau – um dos principais instrumentos de trabalho do artista -, samba-reggae eletrônico, o coro de crianças indígenas da tribo guarani tenondé porã e fragmentos de um discurso do subcomandante marcos, membro do exército zapatista de libertação nacional.
[/spoiler] [spoiler title=”agô” open=”0″ style=”1″]

do álbum agô – cantos sagrados de brasil e cuba. o disco, que foi gravado entre havana e salvador, é fruto de um trabalho conjunto entre o grupo abaçaí, a orquestra hb e músicos cubanos. tem como proposta mostrar as origens comuns entre o candomblé brasileiro e a santería cubana através de cantos para os orixás.
[/spoiler] [spoiler title=”la tisanera (pregón) ” open=”0″ style=”1″]

faz parte do cd ritmos y aires afroperuanos, da cantora, compositora e pesquisadora das culturas de raíz africana victoria santa cruz . neste disco, victoria  contempla os ritmos populares da cultura afro-peruana, como se pode conferir na canção “la tisanera”.
[/spoiler] [spoiler title=”tonada el congo” open=”0″ style=”1″]

integra o álbum son de los diablos, realizado por diana baroni em parceria com  sapukái. neste disco, a cantora e flautista  diana baroni, a partir do manuscrito de trujillo, que contém  descrição de aspectos musicais das culturas negras da provincia de trujillo, século xviii,  recria as  melodias,  aproximando-se  da música folclórica atual, acompanhada pelo grupo sapukay.
[/spoiler] [spoiler title=”¿esojoporojoojoropojoes?” open=”0″ style=”1″]

do curupira, que é uma banda colombiana que tem contemplado no seu repertório ritmos e instrumentos das culturas negras do pacifico colombiano, além de agregar elementos da música urbana.  “¿esojoporojoojoropojoes?” faz parte do cd el fruto.
[/spoiler] [spoiler title=”hay un loco en el techo” open=”0″ style=”1″]

do ensamble kapicua cd musikapicua. este trio venezuelano, formado pelos músicos solistas edward ramírez (cuatro), jorge torres (mandolina) e  alvaro paiva bimbo (guitarra),  reúne-se em torno do repertório tradicional da música venezuelana, assim como dos  instrumentos a fim de criar, interpretar e difundir algo da cena musical tradicional e popular deste país.
[/spoiler] [spoiler title=”vidala de la copla” open=”0″ style=”1″]

tema que faz parte do álbum lumbre, de mariana baraj. cantora, compositora e percussionista argentina, mariana baraj já conta com cinco discos lançados, detacando um  trabalho que se relaciona com a música folclórica. em 2011, ganhou o prêmio gardel como melhor artista feminina de folclore. neste álbum, mariana interpreta belos temas do folk argentino embalados pelo jazz.
[/spoiler] [spoiler title=”negro mirar ” open=”0″ style=”1″]

um bullerengue escrito sobre versos originais da escritora porto-riquenha carmelina vizcarrondo e interpretado pelo grupo colombiano alé kumá no seu cd cantaoras. este projeto integra cantoras e músicos do litoral atlântico e pacífico colombiano, e produziu  até hoje dois discos que procuram compilar diversos cantos tradicionais da colômbia. “alé kumá” na língua guahibos (do cauca) significa união sem ruptura.
[/spoiler] [spoiler title=”santo negro” open=”0″ style=”1″]

canção do álbum llevarte al mar (2004) do músico hondurenho guillermo anderson. “santo negro” foi gravada em la ceiba na costa hondurenha com a sua banda ceibiana. a composição em língua garífuna, falada pela comunidade afro-indígena de honduras, é o resultado de sua parceria com o cantor aurelio martinez e o coro feminino “la mala polilla”, ambos grandes artistas garífunas.
[/spoiler] [spoiler title=”no meio da praça” open=”0″ style=”1″]

de autoria de kako xavier,  que em parceria com richard serraria, walter pingo, mimmo ferreira compõe o grupo percussivo alabê ôni. a proposta do grupo é  difundir as manifestações de tambores que fazem parte da história das culturas negras que contribuíram para a construção cultural do rio  grande do sul. o grupo tem viajado por todo o brasil divulgando estas tradições culturais. “no meio da praça” integra o dvd alabê ôni.
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