se trata de nosotras

tráfico de pessoas (trata de personas). trata-se disto. de nós. de todas as pessoas. de todas as mulheres contra todas as violências. disso se trata. e se trata também do direito a decidir o que fazer com o próprio corpo, por exemplo. nesta edição, mais (e muitas) mulheres revolusonando.

ouça:

flores horizontales – liliana herrero cd se trata de nosotras

flores horizontales
flores de la vida
flores blancas de papel
de la vida rubra de burdel
flores de la vida
ahogadas en ventanas a la luna

carbonizadas de remedios
golpes, puntapiés
oscuras flores puras
putas suicidas sentimentales
flores horizontales
que rezáis

con dios me acuesto
con dios me levanto

flores horizontais – elza soares cd do cóccix até o pescoço

flores horizontais
flores da vida
flores brancas de papel,
da vida rubra de bordel,
flores da vida
afogadas nas janelas do luar
carbonizadas de remédios, tapas, pontapés,
escuras flores puras, putas, suicidas, sentimentais.
flores horizontais.
que rezais?

com deus me deito.
com deus me levanto.

mujer, cántaro, niño – tonolec cd se trata de nosotras

vírgenes rotas – 34 puñaladas (com victoria di raimondo – altertango) cd se trata de nosotras

donde vas a ir que más valgas – ana prada cd se trata de nosotras

monólogo interruptus – poema de aida toledo

que no somos dueños de nada
que regresas mañana o no regresas
que tienes miedo
de mis uñas tan largas
y de mi mirada lasciva
que para que esa boca tan grande
y esos labios bembosos?
que para qué?
que para comerme todita, dices?
ni lo pienses, caperuza, ni lo pienses.

que no que no – las taradas cd se trata de nosotras

basta – camila lópez cd se trata de nosotras

necesitamos – las positivas cd las positivas

no se me nota – las positivas cd las positivas

mulata exportação – poema de elisa lucinda

“mas que nega linda
e de olho verde ainda
olho de veneno e açúcar!
vem nega, vem ser minha desculpa
vem que aqui dentro ainda te cabe
vem ser meu álibi, minha bela conduta
vem, nega exportação, vem meu pão de açúcar!
(monto casa procê mas ninguém pode saber, entendeu meu dendê?)
minha tonteira minha história contundida
minha memória confundida, meu futebol, entendeu meu gelol?
rebola bem meu bem-querer, sou seu improviso, seu karaoquê;
vem nega, sem eu ter que fazer nada. vem sem ter que me mexer
em mim tu esqueces tarefas, favelas, senzalas, nada mais vai doer.
sinto cheiro docê, meu maculelê, vem nega, me ama, me colore
vem ser meu folclore, vem ser minha tese sobre nego malê.
vem, nega, vem me arrasar, depois te levo pra gente sambar.”
imaginem: ouvi tudo isso sem calma e sem dor.
já preso esse ex-feitor, eu disse: “seu delegado…”
e o delegado piscou.
falei com o juiz, o juiz se insinuou e decretou pequena pena
com cela especial por ser esse branco intelectual…
eu disse: “seu juiz, não adianta! opressão, barbaridade, genocídio
nada disso se cura trepando com uma escura!”
ó minha máxima lei, deixai de asneira
não vai ser um mal resolvido
que vai libertar uma negra:
esse está fadado
não é com lábia de pseudo-oprimido
que vai aliviar seu passado.
olha aqui meu senhor:
eu me lembro da senzala
e tu te lembras da casa-grande
e vamos juntos escrever sinceramente outra história
digo, repito e não minto:
vamos passar essa verdade a limpo
porque não é dançando samba
que eu te redimo ou te acredito:
vê se te afasta, não invista, não insista!
meu nojo!
meu engodo cultural!
minha lavagem de lata!
porque deixar de ser racista, meu amor,
não é comer uma mulata!

negras em marcha – luana hansen (partipação especial: leci brandão)

supón – poema de aida toledo

Supón
Que yo hubiese sido la culpable
Por no lavar, planchar
Barrer, limpiar,
Coser y copular

Todo a un mismo tiempo

tengo un trato – mala rodríguez cd lujo ibérico

tonantzin – lengualerta (com andrea echeverri)

ella, la misma – poema de aida toledo

me miro en el espejo
y no he dejado de ser la misma
la que creyó en príncipes
la virgen
la que leía libros en el bus
la misma

con sus faldas cortas
y sus piernas flacas
la de la invariable rutina
de la casa al instituto
del instituto a la casa
la misma

la que medio soñó con hijos
la que pasó seis años con el mismo novio
la que se equivocó pensando que lo amaba
la misma

la que no miraron cuando ella los miró
la que ahora escribe
en tanto un hombre
su príncipe tan esperado
la deja, la olvida
la ignora o la evade

ella, la misma.

eu sou um monstro – karina buhr cd selvática

mulher, tua apatia te mata
não queria de graça
o que nem você dá pra você, mulher

hoje eu não quero falar de beleza
ouvir você me chamar de princesa
eu sou um monstro

mulher, tua apatia te mata
não queira de graça
o que nem você dá pra você, mulher
tua apatia te mata
o que você vai fazer
vai dizer
o que vai acontecer com você

hoje eu não quero falar de beleza
ouvir você me chamar de princesa
eu sou um monstro

poder elegir – é o nome da campanha  sobre o direito de as mulheres latino-americanas decidirem sobre seus destinos.


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