son y se hacen

nesta edição, vozes femininas destas latitudes. na primeira parte você vai conhecer o trabalho de las taradas, divertido projeto de um grupo de senhoritas del siglo xxi que lançaram o excelente cd son y se hacen. confira no face da banda a campanha que elas estão fazendo para arrecadar fundos para terminar seu primeiro videoclipe. na segunda parte, mais vozes femininas. vozes que ecoam o chamado geral de mobilização: dia 25 de novembro é a data simbólica que marca o dia internacional da luta contra a violência contra as mulheres. confira mais detalhes sobre este dia aqui  e veja aqui  o filme tropico de sangre, que conta a historia de las hermanas mirabal.

confira as canções e os artistas desta edição

na primeira parte do programa, especial com las taradas

a banda las taradas surgiu em 2010 e é uma orquestra formada por mulheres que cantam canções dos anos 40 e 50. elas acrescentam a essas músicas toques contemporâneos buscando também manter o som original da canção. a banda nasceu quando luísa malatesta (paula maffía) e lucía de paco (lucy patané) decidem reunir um grupo de mulheres com o objetivo de recuperar músicas esquecidas no passado. son y se hacen é o primeiro disco do grupo,gravado entre junho e agosto de 2012. o álbum foi gravado no ion studios, ao vivo e sem a utilização dos fones de ouvido, pois a banda queria ouvir o som diretamente. dentre as músicas do albúm estão: “americanizada”, “pepito”, “santa marta”, “otorrinolaringólogo”, “la parranda”, “cocaine blues” e “cartas a eufemia”.

[spoiler title=”Americanizada” open=”0″ style=”1″]

versão de las taradas do samba de 1940 “disseram que eu voltei americanizada”, composto por luiz peixoto (letra) e vicente paiva (música) para ser interpretado por carmen miranda, por ocasião de sua volta da primeira temporada em hollywood. confira um vídeo da canção com a pequena notável e também com las taradas.

[/spoiler] [spoiler title=”pepito” open=”0″ style=”1″]

aqui las taradas interpretam uma canção do repertório tradicional latinoamericano que ficou conhecida através do grupo los machucambos, um trio formado no final dos anos 50, radicado em paris e que fez muito sucesso na europa, e que contava em sua formação com uma costa-riquenha, um espanhol e um italiano. confira um vídeo da canção interpretada por los machucambos e outro na voz de las taradas.

http://youtu.be/AQysX5mE3I4

[/spoiler] [spoiler title=”santa marta” open=”0″ style=”1″]

o grupo interpreta o clássico porro “santa marta tiene tren”, do argentino eduardo armani. a canção teve muito êxito na colômbia e ficou popularizada na argentina graças ao grupo los wawanco. confira a versão de las taradas!

[/spoiler] [spoiler title=”otorrinolaringólogo” open=”0″ style=”1″]

confira o vídeo e a letra desta canção cuja versão original foi gravada no disco Percussive Latin TRio in Phase 4 (1962), de los machucambos.

[quote style=”1″]

El otorrinolaringólogo ólogo
conoce también el geólogo ólogo
y como luego el odontólogo ólogo
tomaron una decisión.

Llamaron a Pepe el radiólogo
y a su compadre el entomólogo
y acompañados del cardiólogo
se fueron a bailar el son, el son.

Ese que ustedes bailan
es cha cha cha, señora, chacha cha
ese que ustedes bailan
Es cha cha cha, señorita, cha cha cha

Oto oto oto rino, lari lari laringólogo, (bis)(bis)

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”La parranda” open=”0″ style=”1″]

[quote style=”1″]

Ay cuanto me gusta el gusto
y toda la parranda y todo se me va en beber
que hare para enamorar yo a esa perdida mujer?

Ay cuanto me gusta el gusto
y toda la parranda y todo se me va en beber
que hare para enamorar yo a esa perdida mujer?

Bello es amar (bello es amar),
a una mujer (a una mujer),
a una mujer (a una mujer),
que sepa amar
porque el amor es traicionero-soy… parrandero
para que lo he de negar

Ay cuanto me gusta el gusto,
y al gusto le gusto yo
al que no le guste el gusto tampoco le gusto yo

Ay cuanto me gusta el gusto,
y al gusto le gusto yo
al que no le guste el gusto tampoco le gusto yo

Bello es amar (bello es amar),
a una mujer (a una mujer),
a una mujer (a una mujer),
que sepa amar
porque el amor es traicionero-soy… parrandero
para que lo he de negar

Ay cuanto me gusta el gusto
y toda la parranda y todo se me va en beber
que hare para enamorar yo a esa perdida mujer?

Ay cuanto me gusta el gusto
y toda la parranda y todo se me va en beber
que hare para enamorar yo a esa perdida mujer?

Bello es amar (bello es amar),
a una mujer (a una mujer),
a una mujer (a una mujer),
que sepa amar
porque el amor es traicionero-soy… parrandero
para que lo he de negar.

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”cocaine blues” open=”0″ style=”1″]

canção de t. j. “red arnall” que ficou mundialmente conhecida pela voz do cantor e compositor estadunidense de música country johnny cash.

[/spoiler] [spoiler title=”cartas a eufemia” open=”0″ style=”1″]

canção composta por pedro infante e interpretada por las taradas.

[/spoiler] [spoiler title=”ustedes” open=”0″ style=”1″]

margarita velásquez pavón é o verdadeiro nome desta poeta hondurenha mais conhecida como juana, la loca, título de um de seus poemas. poeta da dor, da marginalidade, símbolo latino-americano das mulheres em luta, tem dois livros publicados, versos a dos voces (1981), em co-autoria com a poeta costarriquense carmen naranjo, e yo soy ese sujeto (1994), além de vários livros inéditos. em latitudes poéticas, você pode conferir alguns poemas desta militante feminista.

[/spoiler] [spoiler title=”Malinche” open=”0″ style=”1″]

canção interpretada por lila downs, artista que nasceu em oaxaca, méxico. fazendo uma releitura da música tradicional mexicana com influência do jazz e folk, suas canções já integraram trilhas sonoras para o cinema, inclusive em um dueto com caetano veloso interpretando “burn it blue”, trilha sonora do filme frida (2002).“malinche” faz parte do cd una sangre (2004), com canções que versam sobre imigração, discriminação e uma homenagem à defensora de direitos humanos digna ochoa.

[quote style=”1″]

por el camino va malinche,
paso de polvo y canela
mira que voy buscando
por el camino a mi corazón

vengo con mi promesa
buscando ceiba y el caracol
mira que juega ese malacate
mira que come ese camarón

de la costa viene caminando
con paso libre tono de mar
la morena una rede carga
medalla de oro y de coral

por el camino va malinche
paso de amor y de penas
busco en los días buenos
conla marina bailar chilena

yo te quiero a ti, morena
niña marina delcorazón
mira que baila toro e’petate
mira que busca un toro rabón
[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”flor de verano” open=”0″ style=”1″]

de papa roncón y grupo katanga. papá roncón aprendeu a tocar marimba quando criança, no equador. mais tarde já fabricava seus próprios instrumentos e em 1981 fundou o grupo katanga que empresta esse nome de um tradicional instrumento de pesca. esta canção está no álbum marimba magia (2003) que faz uma homenagem à floresta tropical do equador e ao povo que vive nas margens dos rios cayapas e santiago, conhecidos por grandes águas. . “flor de verano” é uma tonada de catalina quintero.

[/spoiler] [spoiler title=”el guayabón ” open=”0″ style=”1″]

de mun azul, trio vocal feminino, formado em 2001 na cidade do méxico, que se utiliza de sons e ritmos que elas mesmas produzem com suas vozes e seus corpos. mesclando influências de jazz e bossa nova com canções populares mexicanas,  gravou seu primeiro trabalho em 2003. “el guayabón” integra o cd en viaje (2006),  segundo o trio “criado para os viajantes de corpo e alma”, no qual cantam em espanhol, inglês e em algumas línguas indígenas.

[/spoiler] [spoiler title=”Obá” open=”0″ style=”1″]

esta canção faz parte do repertório da banda comadre florzinha.  os instrumentos de percussão e clássicos da canção  popular (de domínio público), com novos arranjos e em ritmo de coco, baião e ciranda, embasam o trabalho da banda comadre florzinha.  na primeira formação da banda, composta somente por mulheres, fizeram parte as cantoras isaar frança e karina buhr. “obá”, composta por erasto vasconcelos, está presente no disco tocar na banda (2003).

[quote style=”1″]

cantei obá pra ana
na praça
onde as pessoas passeiam com calma
o berimbau quando canta invade minha alma
é um mar de alegria
cadê o mar?

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”Me gritaron !Negra!” open=”0″ style=”1″]

é um poema musicalizado que  narra uma história de discriminação  relacionada à cor da pele. este poema foi composto e interpretado  por victoria santa cruz,  poeta, cantora, compositora e coreógrafa. victoria  santa cruz é uma importante artista peruana que buscou na sua carreira, assim como outros artistas peruanos,  dar  visibilidade  às culturas afro-peruanas através da revitalização das danças, das canções, da literatura. assista ao vídeo “me gritaron negra”, que faz parte do disco ritmos y aires afroaperuanos.

[quote style=”1″]

Tenía siete años apenas,
apenas siete años,
¡Que siete años!
¡No llegaba a cinco siquiera!
De pronto unas voces en la calle
me gritaron ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
“¿Soy acaso negra?” –me dije ¡SÍ!
“¿Qué cosa es ser negra?” ¡Negra!
Yyo no sabía la triste verdad que aquello escondía. ¡Negra!
Y me sentí negra, ¡Negra!
Como ellos decían ¡Negra!
Y retrocedí ¡Negra!
Como ellos querían ¡Negra!
Y odié mis cabellos y mis labios gruesos
y miré apenada mi carne tostada
Y retrocedí ¡Negra!
Y retrocedí…
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Neeegra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
Y pasaba el tiempo,
y siempre amargada
Seguía llevando a mi espalda
mi pesada carga
¡Y cómo pesaba! . . .
Me alacié el cabello,
me polveé la cara,
y entre mis cabellos siempre resonaba
la misma palabra
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Neeegra!
Hasta que un día que retrocedía,
retrocedía y que iba a caer
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¡Negra! ¡Negra! ¡Negra!
¿Y qué?
¿Y qué? ¡Negra!
Sí ¡Negra!
Soy ¡Negra!
Negra ¡Negra!
Negra soy
¡Negra! Sí
¡Negra! Soy
¡Negra! Negra
¡Negra! Negra soy
De hoy en adelante no quiero
laciar mi cabello
No quiero
Y voy a reírme de aquellos,
que por evitar –según ellos–
que por evitarnos algún sinsabor
Llaman a los negros gente de color
¡Y de qué color! NEGRO
¡Y qué lindo suena! NEGRO
¡Y qué ritmo tiene!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO
Al fin
Al fin comprendí AL FIN
Ya no retrocedo AL FIN
Y avanzo segura AL FIN
Avanzo y espero AL FIN
Y bendigo al cielo porque quiso Dios
que negro azabache fuese mi color
Y ya comprendí AL FIN
Ya tengo la llave
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
¡Negra soy!

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”Fuleisei (Favours)” open=”0″ style=”1″]

canção interpretada por silvia blanco no cd umalali the garifuna women’s project.. este  projeto, que foi produzido pelo músico ivan durán, reuniu  mulheres garífunas e seus cânticos, que versam sobre suas histórias cotidianas, as histórias das culturas garífunas (comunidades garífuna da américa central) que mantêm aspectos da cultura dos ancestrais africanos. conheça um pouco sobre as  mulheres garífunas que participaram deste projeto no vídeo abaixo.

[/spoiler] [spoiler title=”jiri son bali” open=”0″ style=”1″]

canção que integra o disco mundo (2002),  lançado  por  rubén blades.  blades é  um cantor e compositor de salsa bastante conhecido no panamá. neste disco,  ele contou com a participação das cantoras do  grupo de boca en boca, um quarteto vocal formado pelas cantoras argentinas soledad escudero, alejandra tortosa, viviana pozzebón e marcela benedetti, que propunham cantar as músicas tradicionais do mundo. “jiri son bali” é uma canção do mali e o título significa “árvore não regada”. é um convite a ser perseverante e foi dedicada aos jovens da guiné, mauritânia e mali.

[/spoiler] [spoiler title=”Las Cosas Por Su Nombre ” open=”0″ style=”1″]

de anita tijoux. filha de exilados da ditadura chilena, anita tijoux nasce na frança e cresce num ambiente de intensa discussão e atividade política. de volta ao chile, já inserida da cena do hip hop,  anita inicia seu trabalho na banda makiza, com a qual grava de três discos;  logo depois, inicia carreira solo. o rap é a base do trabalho desta cantora que sempre ressalta letras de conteúdo político e de crítica  social. confira abaixo o video da canção “ las cosas por su nombre”.

[quote style=”1″]

Las cosas por sunombresintapujo,
Tenemos trajes sin etiqueta, pero se ven de lujo,
El garabato lustrado, el insulto marcado,
El manual de carreño se borro de este lado,
Ni tu ministerio ni monasterio ni dinero,
Que por cierto viene de nuestros impuestos,
Todo es complitud tú con estatuto,
Que puedes perder tributo,
Caer bien por caer bien, no decirlo que piensas
Porque te pueden demoler, vivir con miedo a lamier…
Ni chicha ni limonada esa cosa light con sabor a nada,
Nata cortada, no cabe de entrada.
A lamier…, a lacon…, a lachu…,
Tenemos el rosario más perfecto, las cosas por su nombre,
A lamier…, a lacon…, a lachu…,
Tenemos el rosario más perfecto, las cosas por su nombre.
No te gusta la gente rara,
A mi no me gustan los homofóbicos con cara de nada,
El amor es libre ¿sabias?, por lo menos eso nos queda,
O mi abuela decía que, mejor estar sola que mal acompañada
Rodeada de gente buena onda que no quiere romper platos,
Las cosas por su nombre, ni fu ni fa,
Aquí laverdad la buena onda no cabe más,
Que si tu ministerio dice que no tengo proyección artística
Ahora te puedes comer completa mi proyección lengüística,
Que tengan cuidado que se van a cerrar las puertas,
Pero seamos claros, nunca estuvieron abiertas.
A lamier…, a lacon…, a lachu…,
Tenemos el rosario mas perfecto, las cosas por su nombre.
A lamier…, a la con…, a lachu…,
Tenemos el rosario mas perfecto, las cosas por su nombre.
A lamier…, a lacon…, a lachu… chuchuchu
A lamier…, a lacon…, a lachu…

[/quote] [/spoiler]

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