sumak kawsay

sumak kawsay chamam em quéchua o bem viver. um bem viver que dá conta de um modo de estar no mundo que contrasta com etnocídios, com massacres. sumak kawsay como conceito pode significar, por exemplo, um lugar de onde pensar o mundo, um lugar de onde falar. nesta edição um tributo às muitas vozes e culturas indígenas que continuam sendo alvo de violências de toda ordem. saiba também o que acontece, por exemplo, com o povo xavante marãiwatsédé e com a aldeia maracanã, no rio de janeiro. e inspire-se ao saber do resultado das ações de apoio aos povos guarani kaiowa e guarani ñandéva, do mato grosso do sul. a imagem que você vê hoje em destaque foi tomada desta iniciativa que você também deveria conhecer.
quer saber mais sobre os povos indígenas? confira aqui uma entrevista com gersem baniwa, autor do livro o que você precisa saber sobre os povos indígenas de hoje. disponível para download.

confira as canções e os artistas desta edição

[spoiler title=”gürü tayül (a capella)” open=”0″ style=”1″]

“gürü tayül” significa “canto sagrado da raposa” e é cantada em mapudungun por beatriz pichi malen. cantora, pesquisadora argentina, de ascendência mapuche, beatriz  é divulgadora da cultura mapuche, publicou o livro visitantes de la luz, no qual descreve a situação desses povos, além de difundir as tradições de seus ancestrais. a canção faz parte do cd plata (2000).

[/spoiler] [spoiler title=”tso ere poma” open=”0″ style=”1″]

música tradicional da tribo karitiana, de rondônia, norte do brasil, incluída no cd canções do brasil, do selo palavra cantada, coordenado por paulo tatit e sandra peres. interpretada por dardete karitiana, esta canção foi traduzida para o português por marlui miranda. de acordo com as informações do encarte do cd, “tso ere poma” é a observação de uma criança karitana dizendo “eu vou pegar” numa caçada em que volta para casa trazendo no seu cesto um tatu para brincar.

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uy poma, uy poma
i ay ta ka´ay un mi´ay
i ay ta ka´ay un mi´ay

buh uy, buh uy
i ay ta ka´ay un mi´ay
i ay ta ka´ay un mi´ay

ti ka´au tso ere uy poma
i ay ta ka´ay un mi´ay
i ay ta ka´ay un mi´ay

uy poma, uy poma
i ay ta ka´ay un mi´ay
i ay ta ka´ay un mi´ay

vou brincar, vou brincar
vou pegar, pegar
vamos longe
vou pegar, pegar
tatu vai brincar comigo
vou pegar, pegar

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”waranguito sisa (flor waranguito)” open=”0″ style=”1″]

canção tradicional dos kichwas del pastaza, interpretada por ricardo gualinga, que aqui executa o pífano, no cd música de los kichwas del pastaza. a música na cultura quéchua está vinculada tanto a práticas xamânicas, como a ocasiões festivas, e através dela se transmitem valores culturais e conhecimentos ancestrais. tradicionalmente, é cantada pelas mulheres e executada instrumentalmente pelos homens. segundo o encarte do disco, “waranguito sisa (flor waranguito)” é uma
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canção criada em épocas passadas por pessoas que realizavam expedições ao alto huallaga, na selva peruana, em busca de sal, produto vital, que serviu de meio comercial e que gerou redes de intercâmbio de bens e xamanismo entre os povos amazônicos.

[/quote] [/spoiler] [spoiler title=”yana pawarmi (mujer pantera)” open=”0″ style=”1″]

canção do disco la música de los kichwas del pastaza, composta e interpretada a capela por rebeca gualinga. foi composta em protesto contra as empresas petrolíferas que destroem a floresta. os kichwas del pastaza são um povo formado a partir da fusão de diversos grupos da amazônia que habitam o que consiste atualmente as províncias de napo e pastaza, no equador.

[/spoiler] [spoiler title=”toque de rabeca con guitarrilla y palillos de entrechoque” open=”0″ style=”1″]

do cd kosmofonia mbya guaraní, disco que reúne cantos e poemas dos mbya guaraní. kosmofonia mbya guaraní é composto por um livro e um cd organizados pelo antropólogo e etnomusicólogo paraguaio guillermo sequera e que foi traduzido por douglas diegues.

[/spoiler] [spoiler title=”yanahuari nïn” open=”0″ style=”1″]

canção triqui interpretada por lila downs no cd una sangre. o povo triqui é uma das 16 etnias do estado mexicano de oaxaca. no huipil – longa túnica de algodão adornada com bordados, usada pelas mulheres triqui – , cada símbolo de seu bordado é um yahuii, mariposa. “yanahuari nïn”, cujo título significa “mulher de huipil”, evoca a mulher que tece mariposas.

[/spoiler] [spoiler title=”dulce naranjita” open=”0″ style=”1″]

canção interpretada por reynaldo puma de acomayo no cd real andes series volumen 1, uma antologia que demonstra a grande variedade de gêneros da música andina peruana. o cd foi produzido pelo músico miki gonzález, que se dedicou durante um tempo a pesquisar a música das comunidades andinas do peru.

[/spoiler] [spoiler title=”danza ritual – cantos, palillos de entrechoque, sonajas, bastón de ritmos” open=”0″ style=”1″]

mais uma composição do cd kosmofonia mbya guaraní. confira o vídeo do projeto vídeo nas aldeias sobre os mbya guaraní, etnia guaraní que se dispersou pelo brasil, paraguai, argentina e uruguai.

[/spoiler] [spoiler title=”guaraní” open=”0″ style=”1″]

do cd kosmofonia  mbya guaraní (2006), que  também dá nome ao livro do etnólogo paraguaio guillermo sequeira, que fez uma profunda  investigação  com cerca de mil horas de registro sobre o patrimônio  cultural dos povos mbya-guarani,  através de seus cantos e de suas práticas culturais.
[/spoiler] [spoiler title=”el eclipse” open=”0″ style=”1″]

conto de augusto monterroso, incluído no cd antologia personal. monterroso é um destacado escritor  guatemalteco que por motivos políticos se radicou  no méxico em 1944,   onde começou a publicar seus livros. é conhecido por escrever  narrativas breves, entre elas o clássico “el dinosaurio” que é considerado o menor conto do mundo.

[/spoiler] [spoiler title=”yapinilke mapu (a capella)” open=”0″ style=”1″]

do cd plata, de  beatriz pichi malen. esta cantora argentina, descendente dos povos mapuches, contempla em seu trabalho a oralidade através dos cânticos tradicionais e sagrados, que expressam a maneira particular desses povos de  estar no mundo. neste disco, ela reúne cânticos ancestrais, como “yapinilke mapu”, que significa terra mapuche.

[/spoiler] [spoiler title=”la cazadora (ipiagai)” open=”0″ style=”1″]

de  tonolec, do cd homônimo.  formado pela cantora charo bogarín e pelo músico diego pérez, tonolec já conta com três discos lançados, em que combinam elementos da música eletrônica com tradições da cultura indígena, especialmente dos povos qom toba, que vivem em resistência chaco, argentina.

[/spoiler] [spoiler title=”son sotz leb (allegro)” open=”0″ style=”1″]

cd xch’ulel balamil poema rockfónico, do sak tzevul, que é um projeto criado pelo músico damián martínez, oriundo de zinacantán, chiapas, méxico, em que propôs combinar as influências dos cânticos ancestrais da sua comunidade indígena,  tzotzil, com o  castellano, além das influências do rock e da música clássica.

[/spoiler] [spoiler title=”syry syryko” open=”0″ style=”1″]

poema musicalizado por marcos prado e composto por ramón silva, que trabalha pela valorização da língua guarani. esta canção foi incluída no cd rumos itaú cultural música e é interpretada  por chondi paredes, que é considerado um dos representantes do novo cancioneiro do paraguai. há mais de 20 anos integra a banda ñamandú, mas, em paralelo, lança o primeiro disco solo, un sitio mio (2007), com poemas musicalizados de poetas paraguaios contemporâneos.

[/spoiler] [spoiler title=”katary (identidad)” open=”0″ style=”1″]

do grupo equatoriano los nin. cantando em quíchua e em castelhano, misturando instrumentos tradicionais andinos e contemporâneos, tem como base o conhecimento musical aprendido nas comunidades indígenas equatorianas unido aos estudos musicais desenvolvidos na universidad de san francisco, em quito, equador. assista ao vídeo de “identidad”.

[/spoiler] [spoiler title=”um’ ambamgûera” open=”0″ style=”1″]

do  cd kaumondá, do  sinhô preto velho. nesse disco,  o grupo paulistano  combina black music, jazz-funk, samba-rock, afrobeat, soul music, unindo a isto as letras das canções compostas na língua tupi, resultado do estudo e pesquisa da língua tupi ka’umondá.

[/spoiler] [spoiler title=”olomachi” open=”0″ style=”1″]

um rock composto e interpretado pelos rapazes de la tribu, uma banda panamenha que surgiu no início dos anos 2000 e que combina elementos do rock com ritmos e instrumentos de uma região conhecida como guna yala, habitada pelos índios da etnia guna. faz parte do cd radio 10 volumen 2011, uma compilação feita por nossos colegas da radio 10 do panamá.

[/spoiler] [spoiler title=”terra vermelha” open=”0″ style=”1″]

do brô mc´s. originários da nação  guarani kaiowá, da reserva jaguapirú bororó, em dourados, mato grosso do sul,  os jovens se reuniram após o encontro nas gravações do filme terra vermelha, e criaram o grupo de rap brô mc´s. eles expressam nas letras das canções a vida cotidiana e os desafios enfrentados pelas populações indígenas;  também mesclam o português com o guarani, além de inserir instrumentos tradicionais, difundindo  sua cultura e seus conhecimentos. confira logo abaixo, o trailer do filme e o clipe de brô mc´s.

http://youtu.be/sYGvaY2_15k

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